Modo Automático

em 15 de setembro de 2017


Um cansaço da vida que pensamos até onde vale a pena... Tanta luta, tanta entrega. É uma batalha constante, sem fim. É como se a estivéssemos constantemente em uma guerra, onde a gente não vai sair nunca mais, se ferindo todo dia, a todo instante uma granada, um tiro, um novo ferimento...
Abatidos por um cansaço absurdo... Já não há mais forças nem para abrir os olhos, nem se arrastar, tão pouco para dar mais um passo...

Existem momentos na vida, onde todas as nossas forças se esvaem. Por que existem situações que não dependem de nós mudarmos. Lidar com pessoas que não querem mudar, não assumem seus erros, mesmo tropeçando, caindo e se ralando inteiro. Mas, não dá para fechar a porta e simplesmente sair, assim como a gente faz com um namorado, um amigo, até um marido, você simplesmente escolhe, você.

Existem laços que vão te consumindo lentamente, minando a sua paciência, consumindo a sua paz, secando suas folhas e matando as suas raízes... Pouco a pouco, dia após dia.
Simplesmente não é possível fechar a porta e sair, pegar a mochila e viajar.
Existe um preço a se pagar por cada escolha na vida, alguns são valores altos de entrega, outros de renuncia e outros de anulação.

Quando você percebe, não se respira mais. Não se dorme... Não se come... Não se vive. A saúde não é mais nem de longe saúde de verdade. A vida passou a viver no “automatic mode”. O sorriso se foi, a vaidade também, a vontade, o apetite, os sonhos, as metas, os vínculos, as amizades e por fim a vontade de viver.

Já disse algum poeta em uma canção que “é preciso saber viver”... Muito mais que por satisfação. Por um compromisso maior, por um bem chamado “vida” que nos foi concedido e cabe a nós fazer dela algo digno.

Só que quando a gente pega o caminho errado, quando a gente pega um atalho que nos leva para becos sem saída, a gente não tem mais para onde caminhar, não há volta, nem molas no fundo do poço, só a escuridão no cantinho da ostra...

E, lutando a gente saí da ostra, uma, duas, vinte vezes. Até que um dia a gente se rende ao cansaço, se entrega e desiste.

#refletindosetembroamarelo

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