Gato Eddie - Livro Day Dreams - Coloridos Como Sol


Amoras o Colorido dessa semana é muito especial! Porque eu tive a ousadia de querer reproduzir o gato da minha amiga Dany. O nome dele é Eddie e embora eu esteja longe de conseguir atingir o objetivo ela me disse ter gostado.

Se tem uma coisa que faz a gente feliz é unir nossos hobbies com os amigos não é? E um carinho sempre faz bem, já dizia Caetano e Peninha kkkk..

Bom, eu amei o resultado e por falar em ousar eu também narrei esse vídeo e espero que vocês tenham paciencia, rsrs...


Bem, esse aqui é o Eddie original... 

Foram muitos materiais: Maquiagem, meus livros usam make baratinha, Ruby Rose, Lápis de cor Maped, Giotto StilNovo, e Faber Castell. Caneta Posca 0,75 e 2,0 - Canetinha Compactor, Caneta Gel com gliter.

Não esqueça de deixar seu like no vídeo e assinar nosso canal para nos ajudar e incentivar, bjokas.

Até a próxima.


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Resenha 50 tons mais escuros "O filme" - Tem Spoiler sim!


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Aí né...
Você lê os livros e se apaixona por Christian... E vem o filme e desconstrói seu crush!

Fui assistir 50 Tons Mais Escuros já meio de pé atrás porque vi algumas sátiras e vi só sátiras e não resenhas porque eu sei que as sátiras carregam na tinta, então não me influenciam. Eu gosto de ter minha própria opinião... 

Mas amoras... Fui ver um romance certo? Certo! Mas eu vi um filme com cenas de sexo, fortes demais para a classificação de 16 anos e um Christian Grey desconstruído. 

Nunca neguei que o Jamie Dornan nunca me convenceu no papel do Grey, mas eu aceitei, mas quem era aquele Grey brincalhão? Cheio de sorrisinhos e piadinhas? Então... 

Já a Dakota Johnson estava espetacular como Anastasia, o que foi ruim foram as frases dela, como por exemplo “...eu vou jantar com você, mas só porque estou com fome”... ¬¬

Eu ri, para não chorar...

E sim, eu sou fã dos livros. A cena do Charlie Tango, ah gente! Não durou 01 minuto, falou na TV que eles tinham sido encontrados e ele entrou pela porta, um pouco de suspense ia cair tão bem... 

Muitos dizem que o filme é para fãs do livro e eu como uma pessoa apaixonada pelo Christian dos livros, não acho não. Tem muita coisa boa que ficou para trás, cenas mal trabalhadas e que acabam com a nosso encantamento do livro.

As cenas de Elena foram medíocres para dizer o mínimo, a forma como Grey mudou com ela em pouco tempo e a reação da mãe dele repentina, coitada da Kim Basinger.


Mas Déia não teve nada bom? 

Teve.

A cena do pedido de casamento é linda. 

A cena da psicopata da Leila (Bella Heathcote) é chocante, eu fiquei muito tocada pela forma como Christian a domina, me deu uma coisa esquisita de ver aquela cena. 

A cara da Anastasia vendo aquilo, foi muito visceral e traduziu exatamente a minha reação e a continuidade foi perfeita, porque Grey se ajoelha para ela igualzinho mostrando que com ela, ele não seria o dominador, foi forte e foi surpreendente, a sala toda reagiu.



Ela demarcando ele com batom, Jamie foi divino, parecia que ele sentia dor. (Para uma “transa” depois ele colocar a mão dela onde não podia). ¬¬


A trilha sonora é divina!!! Yes!!!

Mas de verdade a maior parte do tempo as pessoas dão risada. Rir é bom, mas não esperávamos isso, não é mesmo produção?

Ahhh, a cena que ele vira ela pelo, não sei como chama o separador de pernas lá... Mas oh, legal!

O que me surpreendeu é que durante os créditos do filme, enquanto eu preguiçosamente esperava a sala lotada da ultima sessão esvaziar, passaram cenas do que parece ser um terceiro filme.  Mas eu estou mesmo desanimada.

Minha opinião é que se 50 tons de cinza não foi bom, 50 tons mais escuros, conseguiu ser pior, para quem queria ver sexo, ok, tem. Tem até bumbum do Jamie Dornan, mas nem de longe é o que o livro foi. Até a fotografia em minha opinião é ruim, muito escura. Hahahaha ok, é mais escuro tá bom. Na real é um pornô light para mulheres, não gostei.

“Spoileei”(neologismo feio) demais né. Mas eu avisei...

Não dá para contar sem fazer isso, ou então eu colocaria aqui à sinopse.
Mas... Se você for como eu, você vai assistir para poder ter sua opinião, não é mesmo?
Afinal mulher é um bichinho curioso e complicado graças a Deus!

Até a próxima amoras e nota #3 pra não ser má. Bjokas

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Anjo da Selva! Coloridos como Sol #3


Oie amoras!

"A gente tarda, mas num faia!"

Desculpem o atraso, mas hoje para entrar em entendimento com o You Tube foi complicado e a semana passada pelas comemorações aqui em casa eu atrasei a programação que anda sempre a frente uns dias, perdão mesmo!

Bom, apesar do adiantar das horas, cheguei!
Essa semana voltamos ao livro da Johanna Basford "Selva Mágica", porque sempre que eu abria nessa pagina dupla eu imaginava umas asas, e eu queria fazer um anjo, nada como esse, mas minha mãe pegou tanto no meu pé que anjo tinha que ser loiro, que eu pra contrariar, rsrs, isso é habitual aqui em casa, fiz um anjo moreno, afinal a única selva que temos referência aqui no Brasil é a Amazônica e sempre que penso nela me remete aos nossos lindos índios...

Não vou falar muito, pois o vídeo é auto explicativo, espero que gostem e se gostarem deixem seu like também lá You Tube para ajudar nosso canal, bjokas!


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Caio Fernando Abreu


“Ela é intensa e tem mania de sentir por completo, de amar por completo e de ser por completo. Dentro dela tem um coração bobo, que é sempre capaz de amar e de acreditar outra vez. Uma solidão de artista e um ar sensato de cientista… tem aquele gosto doce de menina romântica e aquele gosto ácido de mulher moderna.”
(Caio Fernando Abreu)

Caio Fernando Abreu, nasceu Caio Fernando Loureiro de Abreu (Santiago, 12 de setembro de 1948 — Porto Alegre, 25 de fevereiro de 1996) foi um jornalista, dramaturgo e escritor brasileiro.
Apontado como um dos expoentes de sua geração, a obra de Caio Fernando Abreu, escrita num estilo econômico e bem pessoal, fala de sexo, de medo, de morte e, principalmente, de angustiante solidão. Apresenta uma visão dramática do mundo moderno e é considerado um "fotógrafo da fragmentação contemporânea".

Estudou Letras e Artes Cênicas na Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS), onde foi colega de João Gilberto Noll. No entanto, ele abandonou ambos os cursos para trabalhar como jornalista de revistas de entretenimento, tais como Nova, Manchete, Veja e Pop, além de colaborar com os jornais Correio do Povo, Zero Hora, Folha de S. Paulo e O Estado de S. Paulo.

Em 1968, perseguido pelo Departamento de Ordem Política e Social (DOPS), Caio refugiou-se no sítio de uma amiga, a escritora Hilda Hilst, em Campinas, São Paulo. No início da década de 1970, ele se exilou por um ano na Europa, morando, respectivamente, na Espanha, na Suécia, nos Países Baixos, na Inglaterra e na França.

Em 1974, Caio Fernando Abreu retornou a Porto Alegre.

Em 1983, mudou-se para o Rio de Janeiro e, em 1985, para São Paulo. A convite da Casa dos
Escritores Estrangeiros, ele voltou à França em 1994, regressando ao Brasil no mesmo ano, ao descobrir-se portador do vírus HIV. Abreu era declaradamente homossexual em plena época da Ditadura Militar no Brasil.

Em 1995, Caio Fernando Abreu se tornou patrono da 41.° Feira do Livro de Porto Alegre.

Um ano depois, Caio Fernando Abreu voltou a viver novamente com seus pais, tempo durante o qual se dedicaria à jardinagem, cuidando de roseiras. Faleceu em 25 de fevereiro de 1996, Hospital Mãe de Deus em Porto Alegre, no mesmo dia em que Mário de Andrade. Seus restos mortais jazem no Cemitério São Miguel e Almas.

Caio tem frases muito boas, de impacto, suas frases curtas a meus olhos são sempre melhores que seus textos, mas tenho um carinho por esse que separei para vocês, espero que gostem!

“Eu te amei muito. Nunca disse, como você também não disse, mas acho que você soube. Pena que as grandes e as cucas confusas não saibam amar. Pena também que a gente se envergonhe de dizer, a gente não devia ter vergonha do que é bonito. Penso sempre que um dia a gente vai se encontrar de novo, e que então tudo vai ser mais claro, que não vai mais haver medo nem coisas falsas. Há uma porção de coisas minhas que você não sabe, e que precisaria saber para compreender todas as vezes que fugi de você e voltei e tornei a fugir. São coisas difíceis de serem contadas, mais difíceis talvez de serem compreendidas — se um dia a gente se encontrar de novo, em amor, eu direi delas, caso contrário não será preciso. Essas coisas não pedem resposta nem ressonância alguma em você: eu só queria que você soubesse do muito amor e ternura que eu tinha — e tenho — pra você. Acho que é bom a gente saber que existe desse jeito em alguém, como você existe em mim.”

(Caio Fernando Abreu)
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Grata pela Mamis mais linda do mundo! Postagem Coletiva#52semanasdegratidão

 
Ela fez 74 anos no dia 14 de fevereiro ... Mas, a sua vida é de lágrimas, sorrisos e muita, muita batalha, mas todas vencidas e superadas!

Eu tenho um especial gratidão pela minha mãe e muitos dirão "mas quem não tem gratidão pela mãe? É verdade, todas elas merecem nossa gratidão pelo simples fato de terem nos dado a vida. Mas essa mulher que Deus me deu o presente de chamar de "minha mamis" veio com um dose extra de amor, doçura, e não sei mensurar quantas doses extras de força, perseverança e resistência.

Ela nasceu no final da segunda guerra. A segunda de uma família de sete filhos, casou aos 16, engravidou no primeiro mês, sua primeira filha morreu. Teve mais seis, criou 04. Dos três que morreram uma foi com 01 ano e oito meses numa enchente trágica, o corpo nunca foi achado e essa dor nunca foi superada, mas ela prosseguiu, ela tinha que prosseguir... Eu nasci 05 anos após o ocorrido e se não me contassem, jamais saberia, pois seus gestos são doces, amáveis e nunca descontrolados, ou revoltados...

As lembranças da minha infância são as mais doces ao lado de minha mãe. Aquela que contava historinhas para eu dormir, que fazia ditados quando achava que eu não estava indo bem na escola, que me levava cheia de laços... Minha mãe no auge do caos da separação, ela dizia "pode ir filha, eu vou ficar aqui na escola para você ter certeza que nada vai acontecer até a hora de você sair..." e, ela ficava porque eu tinha medo que algo acontecesse a ela quando eu não estivesse em casa e eu estava quase perdendo o ano.

Essa mesma mulher ia escondido na aula de educação física para saber se eu estava lá, rsrs... (coisas de mãe). Ela nunca faltou a uma festa junina...

Essa mesma mulher venceu com louvor, chegando a frente um CA de endométrio e outro de tireoide, não sendo necessário nenhum tratamento complementar... Nas horas mais duras, quando um filho saia de casa para morar com amigos ou casavam ela sofria e suas lágrimas foram infinitas...

Criou seus filhos, os filhos dos filhos, dos irmãos... Teve noites que não dormiu vigiando os filhos quando se viu sozinha, tendo que cuidar de tudo.

É ela nasceu mesmo pra ensinar e ensinar a viver é o melhor que ela sabe fazer!

Vez por outra eu vejo um tristeza se instalar no seu olhar e Deus sabe como eu queria ser capaz de arrancar toda dor que possa afetar sua paz, mas eu faço o melhor que posso. Mas ela logo se renova, abre um sorriso e logo esta brincando e fazendo nosso dias inusitados e incríveis...
Ah quer ver ela feliz? Chame-a para um show, almoçar, passear a noite, ela ama! Em geral tem muito mais pique e alegria que nós... E acaba ganhando o coração de quem toca...
(Victor & Leo - Show Citibank Haal)

Eu posso não ser grata?

Sou grata a cada segundo. Sou grata do despertar ao adormecer.

Minha mamis é a luz que faz nossa família continuar acesa! Sou grata de alma, grata infinitamente. E, mais grata ainda porque compartilhamos nosso dia a dia.

E sabem que ela diz, naqueles dias em que eu estou mais detonada de dor, enxaqueca a mil? "Minha filhota linda, sou tão feliz que Deus me deu você..." Eu sei que ela quer me colocar pra cima, mas eu aceito porque a isso eu também sou grata! #52diasdegratidão

Essa postagem faz parte da postagem coletiva #52diasdegratidão , clique na imagem abaixo para ser direcionado para o site da Elaine Gaspareto que organizou todo esse evento e ver como participar!


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Seven Minutes in Heaven - Eloisa James


Edward Reeve e Eugenia Snowe são personagens fortes tanto individualmente como um casal. Ele é o filho ilegítimo de um Conde, mas não se importa com o que as pessoas ton pensam sobre ele. Seu pai e sua madrasta o acolheram e o criaram com amor e isso é o que realmente importa para ele. Ele é um inventor brilhante, muito rico e até ministrou aulas em Oxford por um tempo. Agora, Ward o guardião de Otis e Lizzie - os filhos de sua mãe biológica - e mesmo que mal os conheça, ele ama seus irmãos ferozmente e fará tudo mantê-los a salvo de sua avó.

Eugenia é uma orgulhosa proprietária de um escritório de registro que emprega as melhores governantas do país. Após a morte de seu marido, ela tomou consolo em seus negócios e mesmo que ela se sinta sozinha às vezes, ela está feliz com sua vida e assim como Ward, não se importa com o que a sociedade diz sobre ela - Eugenia é filha de um Marquês e seu falecido marido era o filho de um Visconde, e de acordo com o ton, como uma Lady ela não deveria estar trabalhando - mas ainda sim eles amam as governantas Snowe para seus filhos danadinhos.

Ward e Eugenia são ótimos juntos. Desde seu primeiro encontro, a química entre eles é palpável e eles sentiram isso também. O que se segue é um diálogo maravilhoso, um pequeno caso de seqüestro (não se preocupe, Eugenia estava mais que disposta a ser sequestrada! :D) e sexy, sexy times. Ambos são bem resolvidos sexualmente e você se diverte vendo eles se divertirem em seus encontros - a cena em que ele mostra as camisinhas da época pra ela, é hilária!

Lizzie e Otis merecem uma menção especial também. Eles foram criados de uma maneira muito incomum pois seus pais, Lady Lisette e Lord Darcy, faziam parte de um circo itinerante. A mãe deles é descrita como uma mulher emocionalmente instável e seu comportamento em relação às crianças nem sempre foi o melhor. Mas eles também tiveram bons momentos, especialmente com Lord Darcy, o qual eles amavam muito. Agora, com ambos os pais falecidos, Lizzie e Otis estão vivendo com seu meio-irmão e ele está fazendo o seu melhor para dar-lhes o melhor em termos de amor, conforto e educação, na esperança de apagar as coisas ruins do passado. Mas essa tarefa é difícil, porque as crianças são muito danadas, e é por isso que ele precisa dos serviços de Eugenia. Depois de duas tentativas fracassadas com as governantas Snowe, Ward quer a própria Eugenia vá ajudar com as crianças, e também ele a quer pra si mesmo - espertinho ele, não?

Eu amei tanto Otis e Lizzie! Ok, eu concordo que eles são muito evoluidos para a sua idade, especialmente Lizzie, mas eu acho que funcionou aqui. Eu também amei como Ward era protetor deles e as cenas mostrando isso são muito fofas. Eugenia se encaixou muito bem nessa pequena família, servindo de guia para as crianças, bem como participando de suas aventuras.


Eu sei que este livro não é o favorito de todos, e ele tem sim algumas falhas. A cegueira de Ward para a posição de Eugenia como uma Lady na sociedade, por exemplo, é incompreensível e a maneira como Eugenia ajuda as crianças emocionalmente e com seu comportamento era muito parecida com Mary Poppins. Mas sabe o quê? Não me incomodou muito e, em geral, este foi um muito doce, divertido e sexy de ser ler!

Nota: 4,5 estrelas

Seven Minutes in Heaven - Eloisa James
Série: Desperate Duchesses by the Numbers #3
Romance Histórico
Data de Lançamento: 31 de Janeiro de 2017


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Tati Bernardi


“(...) Os grandes amores são assim mesmo, eles nos dão o caminho da emoção, mas os sentimentos de verdade são apenas nossos, ninguém copia, ninguém leva, ninguém divide...”
(Tati Bernardi)

Tati Bernardi, nasceu Tatiane Bernardi Teixeira Pinto (São Paulo, 29 de abril de 1979), é uma contista, romancista, cronista, roteirista e jornalista brasileira. Suas obras são particularmente dirigidas a mulheres jovens.

De descendência italiana. Formou-se em publicidade pela Universidade Presbiteriana Mackenzie e, após trabalhar em inúmeras agências de propaganda, tornou-se roteirista exclusiva para a Rede Globo. Já escreveu para telenovelas como Sangue Bom e A Vida da Gente, talk shows como Amor & Sexo, e sitcoms como Aline (baseado na tirinha epônima de Adão Iturrusgarai), Dicas de um Sedutor e Meu Passado Me Condena, a última exibida pelo Multishow entre 2012 e 2015. Em 2011 escreveu seu primeiro roteiro para um filme de longa-metragem, Qualquer Gato Vira-Lata. Em 2013 escreveu o roteiro para uma bem-sucedida adaptação para o cinema de Meu Passado Me Condena, na qual os atores Fábio Porchat e Miá Mello reprisaram seus papéis. Uma sequência, também escrita por Bernardi, estreou em 2015 e no mesmo ano ela lançou uma novelização dos dois filmes combinados.

Em 2006 Bernardi publicou seu primeiro livro de contos, A Mulher que Não Prestava, seguido por Tô com Vontade de Uma Coisa que Eu Não Sei o que É em 2008. No mesmo ano também lançou A Menina da Árvore, direcionado para garotas pré-adolescentes. Em 2010 lançou seu primeiro romance young adult, A Menina que Pensava Demais.

Em uma entrevista para a revista Trip datada de 2011, ela afirmou estar trabalhando num livro colaborativo independente e financiado coletivamente intitulado A Vaca, que foi eventualmente lançado no ano seguinte, com ilustrações de Nando Rodriguez. Seu trabalho mais recente, Depois a Louca Sou Eu, saiu em 2016.

Bernardi também já escreveu para revistas como Viagem e Turismo, Trip e VIP, e desde 2013 possui uma coluna semanal na Folha de S.Paulo, publicada toda sexta-feira.

Eu queria postar 20 textos da Tati porque eu amo o jeito como ela escreve, direto, despachado, apaixonado, visceral... Mas meu lado romântico falou mais alto! E escolhi o que meu coração pediu... Espero que gostem!

“Eu nunca aceitei a simplicidade do sentimento. Eu sempre quis entender de onde vinha tanta loucura, tanta emoção. Eu nunca respeitei sua banalidade, nunca entendi como podia ser tão escrava de uma vida que não me dizia nada, não me aquietava em nada, não me preenchia, não me planejava, não me findava.

Nós éramos sem começo, sem meio, sem fim, sem solução, sem motivo.

(...)
Não sinto saudades do seu amor, ele nunca existiu, nem sei que cara ele teria, nem sei que cheiro ele teria. Não existe morte para o que nunca nasceu.

(...)
Sinto falta da perdição involuntária que era congelar na sua presença tão insignificante. Era a vida se mostrando mais poderosa do que eu e minhas listas de certo e errado. Era a natureza me provando ser mais óbvia do que todas as minhas crenças. Eu não mandava no que sentia por você, eu não aceitava, não queria e, ainda assim, era inundada diariamente por uma vida trezentas vezes maior que a minha. Eu te amava por causa da vida e não por minha causa. E isso era lindo. Você era lindo.

Sinto falta da perdição involuntária que era congelar na sua presença tão insignificante. Era a vida se mostrando mais poderosa do que eu e minhas listas de certo e errado. Era a natureza me provando ser mais óbvia do que todas as minhas crenças. Eu não mandava no que sentia por você, eu não aceitava, não queria e, ainda assim, era inundada diariamente por uma vida trezentas vezes maior que a minha. Eu te amava por causa da vida e não por minha causa. E isso era lindo. Você era lindo.

Simplesmente isso. Você, uma pessoa sem poesia, sem dor, sem assunto para aguentar o silêncio, sem alma para aguentar apenas a nossa presença, sem tempo para que o tempo parasse. Você, a pessoa que eu ainda vejo passando no corredor e me levando embora, responsável por todas as minhas manhãs sem esperança, noites sem aconchego, tardes sem beleza.

(...) sinto falta de quando a imensa distância ainda me deixava te ver do outro lado da rua, passando apressado com seus ombros perfeitos. Sinto falta de lembrar que você me via tanto, que preferia fazer que não via nada. Sinta falta da sua tristeza, disfarçada em arrogância, de não dar conta, de não ter nem amor, nem vida, nem saco, nem músculos, nem medo, nem alma suficientes para me reter.

Prometi não tentar entender e apenas sentir, sentir mais uma vez, sentir apenas a falta de lamber suas coxas, a pele lisa, o joelho, a nuca, o umbigo, a virilha, as sujeiras. Sinto falta do mistério que era amar a última pessoa do mundo que eu amaria.”

(Tati Bernardi)

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Coloridos como sol #2 Galo Animorphia


Mamis resolveu colorir um galo do livro Animorphia, mas... Ela não queria colorir os dois, então resolvemos coloris a 04 mãos! E o prazer de colorir em família é algo indescritível... Para animar, criamos uma disputa do bem, "qual galo é o mais bonito"? Obviou que eu sempre vou achar o de mamis mais bonito, mas registei o passo a passo do meu para vocês.



Usei a técnica da Carol Pafiadache "Efeito flor seca com lápis de cor", que está no canal da Gina Pafiadache no YouTube, clique aqui para assistir... nas folhas e florzinhas...

Olha só o vídeo do passo a passo:

E aqui os dois galos na pagina dupla!



Os materiais usados foram:
Lápis de cor: Mondeluz, Maped, Giotto
make e Giotto aquarelável no fundo
Canetas Posca e Cola gliter Giotto
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Fabrício Capinejar


Essa semana eu estava assistindo o Programa da Fátima Bernardes e estava contemplando Fabrício Capinejar que disse no meio de uma frase da forma mais espontânea do mundo: "A saudade é uma felicidade atrasada". Foi então que me dei conta que tinha uma coisa muito errado nesse Blog. Eu costumo dizer que ele é contemporâneo, mas porque eu não falo dos Poetas modernos? Onde estão estes poetas que não estão aqui? Tati Bernardes, Caio Fernando, Frederico Elboni, Martha Medeiros e outros? Pois é então, eles agora estarão e vamos começar com ele, o Capinejar e sua forma profunda de dizer as coisas mais fortes e intensas, visceralmente... 

Fabricio Carpinejar, nasceu Fabrício Carpi Nejar (Caxias do Sul, 23 de outubro de 1972), e passou assinar o nome "junto" a partir de 1998, é um poeta, cronista e jornalista brasileiro.

É filho dos poetas Maria Carpi e Carlos Nejar. Após a separação dos pais, em 1981, passou a ser criado pela mãe.

Ingressou em 1990 no curso de jornalismo, na Universidade Federal do Rio Grande do Sul, onde formou-se em 1995. Pela mesma instituição tornou-se mestre em Literatura Brasileira, em 2002.

Em 2003 publicou, pela editora Companhia das Letras, a antologia Caixa de sapatos, que lhe conferiu notoriedade nacional.

Mantém o blog Consultório Poético no portal Globo.com.

Em 6 de março de 2012, estreou como apresentador do programa A Máquina, na TV Gazeta;

Desde maio de 2011 mantém a coluna que antes era ocupada por Moacyr Scliar no jornal Zero Hora.


Texto: Revista Donna

Fabrício Carpinejar é poeta e jornalista, mestre em Literatura Brasileira pela UFRGS e é autor de 26 livros, premiado com o Jabuti, APCA e ABL, entre outros. Participa semanalmente do programa Encontro com Fátima Bernardes, da Rede Globo. É pai de dois filhos, um ouvinte declarado da chuva, um leitor apaixonado do sol. Quando conseguir se definir, deixará de ser poeta.

Todo filho é pai da morte de seu pai

"Feliz do filho que é pai de seu pai antes da morte, e triste do filho que aparece somente no enterro e não se despede um pouco por dia."


Há uma quebra na história familiar onde as idades se acumulam e se sobrepõem e a ordem natural não tem sentido: é quando o filho se torna pai de seu pai.

É quando o pai envelhece e começa a trotear como se estivesse dentro de uma névoa. Lento, devagar, impreciso.

É quando aquele pai que segurava com força nossa mão já não tem como se levantar sozinho. É quando aquele pai, outrora firme e instransponível, enfraquece de vez e demora o dobro da respiração para sair de seu lugar.

É quando aquele pai, que antigamente mandava e ordenava, hoje só suspira, só geme, só procura onde é a porta e onde é a janela – tudo é corredor, tudo é longe.

É quando aquele pai, antes disposto e trabalhador, fracassa ao tirar sua própria roupa e não lembrará de seus remédios.

E nós, como filhos, não faremos outra coisa senão trocar de papel e aceitar que somos responsáveis por aquela vida. Aquela vida que nos gerou depende de nossa vida para morrer em paz.

Todo filho é pai da morte de seu pai.

Ou, quem sabe, a velhice do pai e da mãe seja curiosamente nossa última gravidez. Nosso último ensinamento. Fase para devolver os cuidados que nos foram confiados ao longo de décadas, de retribuir o amor com a amizade da escolta.

E assim como mudamos a casa para atender nossos bebês, tapando tomadas e colocando cercadinhos, vamos alterar a rotina dos móveis para criar os nossos pais.

Uma das primeiras transformações acontece no banheiro.

Seremos pais de nossos pais na hora de pôr uma barra no box do chuveiro.

A barra é emblemática. A barra é simbólica. A barra é inaugurar um cotovelo das águas.

Porque o chuveiro, simples e refrescante, agora é um temporal para os pés idosos de nossos protetores. Não podemos abandoná-los em nenhum momento, inventaremos nossos braços nas paredes.

A casa de quem cuida dos pais tem braços dos filhos pelas paredes. Nossos braços estarão espalhados, sob a forma de corrimões.

Pois envelhecer é andar de mãos dadas com os objetos, envelhecer é subir escada mesmo sem degraus.

Seremos estranhos em nossa residência. Observaremos cada detalhe com pavor e desconhecimento, com dúvida e preocupação. Seremos arquitetos, decoradores, engenheiros frustrados. Como não previmos que os pais adoecem e precisariam da gente?

Nos arrependeremos dos sofás, das estátuas e do acesso caracol, nos arrependeremos de cada obstáculo e tapete.

E feliz do filho que é pai de seu pai antes da morte, e triste do filho que aparece somente no enterro e não se despede um pouco por dia.

Meu amigo José Klein acompanhou o pai até seus derradeiros minutos.

No hospital, a enfermeira fazia a manobra da cama para a maca, buscando repor os lençóis, quando Zé gritou de sua cadeira:

? Deixa que eu ajudo.

Reuniu suas forças e pegou pela primeira vez seu pai no colo.

Colocou o rosto de seu pai contra seu peito.

Ajeitou em seus ombros o pai consumido pelo câncer: pequeno, enrugado, frágil, tremendo.

Ficou segurando um bom tempo, um tempo equivalente à sua infância, um tempo equivalente à sua adolescência, um bom tempo, um tempo interminável.

Embalou o pai de um lado para o outro.

Aninhou o pai.

Acalmou o pai.

E apenas dizia, sussurrado:

? Estou aqui, estou aqui, pai!

O que um pai quer apenas ouvir no fim de sua vida é que seu filho está ali."

(A ortografia desse texto obedece a publicação da revista Donna que ocorreu em 2013 e é um dos meus preferidos na vida!)
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Gratidão ao tempo... Postagem coletiva #52semanasdegratidão


Quando meus pais se separaram eu tinha apenas 08 anos, fui daquela geração que não era comum os pais se separarem, em geral os filhos não aceitavam, ficavam rebeldes e revoltados. Mas eu não. A vida na minha casa era um inferno de brigas e ameaças. Essa realidade não era tão presente na vida dos meus irmãos que já eram adultos e trabalhavam, mas eu vivia aquilo tudo muito de perto, pois como filha caçula, era eu quem vivia grudada na minha mãe e assim sendo acabava sofrendo junto e ainda os resquícios da ira do meu pai.
Para ser bem sincera eu tinha horror dele, tinha medo e no fim de tudo eu tinha pânico. Esse não é um sentimento que um filho deva ter por um pai,definitivamente.

Foi muito difícil reencontra-lo depois de um ano e eu sentia mal toda vez que ele ia em casa, minha mãe era muito bem resolvida e nunca impediu que ele visitasse os filhos. Minha mágoa só crescia a cada vez que ele citava os filhos do novo casamento. Porque eu nunca tive o pai que eu desejava, nem aquele que levava na escola, nem aquele que sentiria ciumes de mim e cuidaria... Nem comprava meus materiais escolares, esse papel ficou para meu irmão e minha irmã. Falar disso é doloroso demais ainda nos dias de hoje, porque tem feridas que nunca saram... Explicam muito da nossa historia de vida, mas não deixa de doer...

Eu me tornei uma pessoa distante, fria, isolada em relação a ele. Só me aproximava quando era inevitável, ou quando a minha mãe interferia. Mas o tempo sábio, em 1999 me fez viajar para Maceió, meu pai nessa época estava na melhor fase de  sua vida, realizando os sonhos que ele nunca pode quando seus filhos eram crianças, enfim ele estava fazendo o que amava, trabalhando como locutor, era amado por aquele povo, fazia a oração das 18 horas e ajudava as pessoas, ele sempre foi muito bom para ajudar as pessoas... Eu fui para visitar meu avô, meu tão amado avô que tinha sofrido derrame cerebral e estava acamado, só que chegando lá, meu tio estava me esperando, pois eu pai tinha adoecido e estava muito mal e não estavam conseguindo interna-lo. Foram os piores 10 dias da minha vida. Ficar diante dele doente, ver sua vulnerabilidade, logo ele o homem vaidoso e cheio de vida que eu conhecia... Ter que lidar com duas outras mulheres que não era minha mãe, filhos que eu não aceitava, mas eram meus irmãos e ver ele me pedir para cuidar deles... era responsabilidade demais para meus ombros de apenas 23 anos...

Foi no meio desse caos todo que num estúdio de radio eu encontrei um painel imenso com uma foto minha... Deus sabia que eu precisava daquilo, eu precisava daqueles dias de intimidade com ele para refazer um elo que havia sido destruído e por fim descobrir sozinha que da forma dele, ele me amava, podia ser egoísta mas ver que só tinha minha foto ali foi importantíssimo para mim. Eu adoraria ter descoberto isso e ter tempo para viver isso com ele, mas Deus quis que fosse assim. E com Deus eu não discuto.

Voltei para São Paulo 33 dias depois, completamente transformada em relação aos meus sentimentos ao meu pai. Meu avô viveu mais 05 anos, meu velho Vital. Meus irmãos estão bem e hoje já são adultos e estão todos bem e eu consegui que todos recebessem sua parte na pensão do pai. Estou de olho neles, as vezes eu perco um de vista, mas logo acho. Não sou a pessoa mais facil do mundo, mas tento fazer o que ele me pediu da melhor forma que posso.

Só posso ser grata ao tempo e a Deus que fez as coisas acontecerem dessa forma, não sei se de outra eu cederia. Grata por recuperar uma relação e me permitir liberar perdão e me fazer aceitar pessoas na minha vida. Grata por ter uma visão diferente da vida. Grata por entender que relacionamentos nem sempre dão certos e que todos nós erramos, mas sempre podemos voltar atrás e fazer diferente. Grata por entender que quando alguém erra com a gente nós não precisamos fazer igual, mas sim fazer melhor... Grata ao tempo que tudo transforma.




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Queda de Cabelo...



Oie amoras!

Hoje vamos falar dos cachos!

Vocês sabem que a pessoinha aqui está em transição capilar não é? Eu comentei com vocês do meu cronograma e dos cremes que amooooooooo! Falei da minha preferencia pelos produtos livres de petrolatos e parabenos (low poo). Mas aí...

Sempre tem um "mas" no meio do caminho não é mesmo?

Do nada o cabelinho começou a cair e cair e cair... DESESPEROOOOOOOOOOO!!!

Alerta total! Já pensei imediatamente na anemia, já que tenho baixa absorção, mas fui no médico e tenho sim uma deficiência de ferritina, mas, não justificava. Procurei uma dermato e ela examinou e perguntou o que eu usava, bem, rsrs, a lista era grande... Foi aí que ela me disse, "você usa um numero grande de cremes e seu fio é muito fino, o que pode estar acontecendo é que os óleos e fios podem estar pesando no couro cabeludo e quebrando o fio (fininho), vamos tentar uma vez por semana uma esfoliação no couro cabeludo?"

Pronto, chegamos ao ponto!

Então... Aderi novos hábitos, os Co Wash's foram aposentados. Não estou dizendo que eles são os vilões do mundo, eles só não servem para meu tipo de cabelo. E eu amo essa linha da Bio Extratus.

Continuo o cronograma capilar com umectação, hidratação e reconstrução (sendo essa ultima a cada 15 dias), mas uma vez na semana faço uma limpeza mais eficiente no couro cabeludo com um shampoo transparente, eu uso o da linha cresce pelo. Aliás eu queria compartilhar meu trio do momento que amo, esse aqui.


Aliás gente quero falar da linha de shampoo, condicionador e mascara de tratamento do Celso Kamura, que é magnifica e tem um preço super legal! Ta aprovado a linha para cabelos cacheados. Depois de um mês e meio com os novos cuidados a queda diminuiu consideravelmente e o cabelo está inclusive mais brilhoso.

É importante falar que nem sempre temos alertas mais visíveis, como caspas ou algo assim. Eu não tenho e nunca tive caspa, mas sinto só de tocar quando tem algo errado com minha buchicha rsrs...

E a transição? Ta tensa gente! Já cortei 03 vezes e ta assim curtinho, agora só corto no BC!

Vamos com fé!


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Oscar Wilde


“Se você não consegue entender o meu silêncio de nada irá adiantar as palavras, pois é no silêncio das minhas palavras que estão todos os meus maiores sentimentos.” 
(Oscar Wilde)

Oscar Wilde, nasceu Oscar Fingal O'Flahertie Wills Wilde na cidade de Dublin em 16 de outubro de 1854, quando a actual República da Irlanda ainda pertencia ao Reino Unido, na forma do Reino Unido da Grã-Bretanha e Irlanda. O segundo de três filhos, foi criado numa família protestante (depois convertendo-se à Igreja Católica), estudou na Portora Royal School de Enniskillen e no Trinity College de Dublin, onde se sobressaiu como latinista e helenista. Ganhou depois uma bolsa de estudos para o Magdalen College de Oxford.
Wilde saiu de Oxford em 1878. Um pouco antes de ter ganho o prêmio "Newdigate" com o poema "Ravenna”

Passou a morar em Londres e começou a ter uma vida social bastante agitada, sendo logo caracterizado pelas atitudes extravagantes.
Em 1892, começa uma série de bem sucedidas histórias, hoje clássicos da dramaturgia britânica: O leque de Lady Windermere (1892), Uma Mulher sem Importância (1893), Um Marido Ideal e A importância de ser Prudente (ambas de 1895). Nesta última, o ar cômico começa pelo título ambíguo: Earnest, "fervoroso" em inglês, tem o mesmo som de Ernest, nome próprio.

A situação financeira de Wilde começou a melhorar, e, com ela, conquista uma fama ainda maior. O sucesso literário foi acompanhado de uma vida bastante mundana, e suas atitudes tornaram-se cada vez mais excêntricas.

Em Maio de 1895, após três julgamentos, foi condenado a dois anos de prisão, com trabalhos forçados, por "cometer atos imorais com diversos rapazes". A imaginação como fruto do amor é uma das armas que Wilde utiliza para conseguir sobreviver nas condições terríveis da prisão. Após a condenação a vida mudou radicalmente e o talentoso escritor viu, no cárcere, serem consumidas a saúde e a reputação.

Foi libertado em 19 de maio de 1897. Poucos o esperavam na saída, entre eles seu maior amigo Robert Ross.

Passou a morar em Paris e a usar o pseudônimo Sebastian Melmoth. As roupas tornaram-se mais simples e o escritor passou a morar num lugar humilde, de apenas dois quartos. A produtividade literária era pequena.

Oscar Wilde morreu de um violento ataque de meningite, agravado pelo álcool e pela sífilis, às 9h50 do dia 30 de novembro de 1900.

Embora Oscar Wilde na minha singela opinião seja melhor em frases que textos, vou deixar aqui um dos que mais gosto dele para vocês...

O Medo De Nós Próprios

"Acredito que se um homem vivesse a sua vida plenamente, desse forma a cada sentimento, expressão a cada pensamento, realidade a cada sonho, acredito que o mundo beneficiaria de um novo impulso de energia tão intenso que esqueceríamos todas as doenças da época medieval e regressaríamos ao ideal helénico, possivelmente até a algo mais depurado e mais rico do que o ideal helénico. Mas o mais corajoso homem entre nós tem medo de si próprio. A mutilação do selvagem sobrevive tragicamente na autonegação que nos corrompe a vida. Somos castigados pelas nossas renúncias.

Cada impulso que tentamos estrangular germina no cérebro e envenena-nos. O corpo peca uma vez, e acaba com o pecado, porque a ação é um modo de expurgação. Nada mais permanece do que a lembrança de um prazer, ou o luxo de um remorso. A única maneira de nos livrarmos de uma tentação é cedermos-lhe. Se lhe resistirmos, a nossa alma adoece com o anseio das coisas que se proibiu, com o desejo daquilo que as suas monstruosas leis tornaram monstruoso e ilegal. Já se disse que os grandes acontecimentos do mundo ocorrem no cérebro. É também no cérebro, e apenas neste, que ocorrem os grandes pecados do mundo."

(Oscar Wilde, in 'O Retrato de Dorian Gray')

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Coloridos Como Sol


Oie amoras,

Agora vamos ter um dia especialmente dedicado as jardineiras aqui no Blog, toda segunda, nós vamos falar de coloridos, novos livros, materiais de pinturas, os queridinhos do momento... 

Sim, porque toda hora aparece um lápis de cor novo, um material que todo mundo quer e na medida do possível vamos falar deles aqui. Mas, vocês sabem que aqui somos "gente da gente", então não contém com policromos e materiais importados porque a verba é curta! Dentro do que cabe no bolso da maioria dos brasileiros, estaremos aí.

Comecei pelo fundo...

Hoje vamos começar com um colorido do livro DayDreams da Hanna Karlzon, sim esse é um livro importado, mas eu comprei em uma promoção da Amazon, porque promoção é coisa que "a gente gosta muito"! Paguei 49,90. Chegou em 02 dias. Amazon é outro nível! Junto com esse, comprei o Blomstermandala (Maria Trolle) na pré-venda, mas, a previsão de entrega é começo de março, mas paguei também 50,90. 

Também na promoção comprei o "Animorphia" e acreditem paguei 7,99 e o "O feitiço do tempo" 13,99 na Saraiva.
Sim, sou viciadinha em colorir :) e em promoções, kkkk
Espero que você que também curte, desestressar colorindo encontre aqui um pouco de informação e paz. Que possamos somar e dividir muitos momentos. 
Sejam bem vindas jardineiras.  Espero que se sintam em casa ou no jardim delas. E, que possamos inspirar umas as outras.
Depois as casinhas

Eu compartilho tudo praticamente em tempo real no Instagram @deianevves, mas as segundas estaremos aqui ok?

Veja o passo a passo no vídeo.

Resultado Final!

Materiais:
Lapis de cor. mondeluz, gioto stil novo, gioto aquarelável, caneta posca branca, caneta signo branca, cola gliter gioto


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Pablo Neruda

Pablo Neruda, nasceu Ricardo Eliécer Neftalí Reyes Basoalto, (Parral, 12 de Julho de 1904 — Santiago, 23 de setembro de 1973) foi um poeta chileno, bem como um dos mais importantes poetas da língua castelhana do século XX e cônsul do Chile na Espanha (1934 — 1938) e no México. Neruda recebeu o Nobel de Literatura em 1971.
Filho de José del Carmen Reyes Morales, e de Rosa Basoalto Opazo, morta quando tinha apenas um mês de vida. Ainda adolescente adotou o pseudônimo de Pablo Neruda (inspirado no escritor checo Jan Neruda), que utilizaria durante toda a vida, tornando-se seu nome legal, após ação de modificação do nome civil.

Em 1921 radicou-se em Santiago e estudou pedagogia e francês na Universidade do Chile, obtendo o primeiro prêmio da festa da primavera com o poema "A Canção de Festa", publicado posteriormente na revista Juventude. Em 1923 publica Crespusculário, que é reconhecido por escritores como Raúl Silva Castro e Pedro Prado. No ano seguinte aparece pela Editorial Nascimento seus Vinte poemas de amor e uma canção desesperada.

Em 1953 constrói sua casa em Santiago, apelidada de "La Chascona", para se encontrar clandestinamente com sua amante Matilde, a quem havia dedicado Os Versos do Capitão. A casa foi uma de suas três casas no Chile, as outras estão em Isla Negra e Valparaíso. "La Chascona" é um museu com objetos de Neruda e pode ser visitada, em Santiago. No mesmo ano, recebeu o Prêmio Lênin da Paz.

Em 1958 apareceu Estravagario com uma nova mudança em sua poesia. Em 1965 lhe foi outorgado o título de Doutor Honoris Causa pela Universidade de Oxford, Grã-Bretanha. Em outubro de 1971 recebeu o Nobel de Literatura. Após o prêmio, Neruda é convidado por Salvador Allende para ler para mais de 70 mil pessoas no Estadio Nacional de Chile.

Morreu em Santiago em 23 de setembro de 1973, de câncer na próstata. Depois do golpe militar de 11 de setembro sua saúde havia se agravado e no dia 19 é transferido com urgência de sua casa na Isla Negra para Santiago, onde veio a morrer no dia 23 às 22 horas e 30 minutos na Clínica Santa Maria. Em 2011 um artigo recolheu declarações de Manuel Araya Osorio, assistente do poeta desde novembro de 1972 até sua morte, quem assegurava que Neruda havia sido assassinado na clínica com uma injeção letal. A casa de Neruda em Santiago foi saqueada depois do golpe encabeçado pelo general Augusto Pinochet e seus livros, incendiados. O funeral do poeta foi realizado no Cementerio General. Teve a presença dos membros da diretiva do Partido Comunista, mesmo estando em condições de perseguidos pelo regime terrorista de Pinochet. Ainda que cercados por soldados armados, escutou-se desafiantes gritos em homenagem a Neruda e Salvador Allende, junto a entonação da Internacional. Depois do funeral, muitos dos participantes não puderam fugir e acabaram engrossando a lista de mortos e desaparecidos pela ditadura.

Encontra-se sepultado em sua propriedade em Isla Negra, Santiago, no Chile.

Neruda é sem dúvida, um dos mais intensos poetas da história, seus poemas, ou são de revolta e indignação ou de amor intenso, daqueles que derretem a alma. Deixo para vocês, na minha opinião um dos mais bonitos e apaixonados deles.


"Te amo de uma maneira inexplicável,
de uma forma inconfessável,
de um modo contraditório.
Te amo, com meus estados de ânimo que são muitos
e mudar de humor continuadamente
pelo que você já sabe
o tempo,
a vida,
a morte.

Te amo, com o mundo que não entendo
com as pessoas que não compreendem
com a ambivalência de minha alma
com a incoerência dos meus atos
com a fatalidade do destino
com a conspiração do desejo
com a ambigüidade dos fatos
ainda quando digo que não te amo, te amo
até quando te engano, não te engano
no fundo levo a cabo um plano
para amar-te melhor

Te amo , sem refletir, inconscientemente
irresponsavelmente, espontaneamente
involuntariamente, por instinto
por impulso, irracionalmente
de fato não tenho argumentos lógicos
nem sequer improvisados
para fundamentar este amor que sinto por ti
que surgiu misteriosamente do nada
que não resolveu magicamente nada
e que milagrosamente, pouco a pouco, com pouco e nada,
melhorou o pior de mim.
Te amo

Te amo com um corpo que não pensa
com um coração que não raciocina
com uma cabeça que não coordena.
Te amo incompreensivelmente
sem perguntar-me porque te amo
sem importar-me porque te amo
sem questionar-me porque te amo
Te amo
simplesmente porque te amo
eu mesmo não sei porque te amo…"

(Pablo Neruda)
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Diagnostico Correto - Postagem Coletiva #52semanasdegratidão


Eu queria falar de outra coisa hoje, mas eu tenho um dever moral de falar dessa gratidão que quase explode meu coração nessas ultimas semanas.

Poucas pessoas sabem da aflição que corroía minha alma nesses últimos 04 anos, muita gente sabia que eu estava doente, pois eu estava afastada do meu trabalho na maior parte do tempo, além do abatimento nítido e a palidez. Sem contar o desânimo e ter me afastado de tudo e todos.

Pois bem, tudo começou com as dores de cabeça, as quais eu trato, pois esse é outro assunto... Depois vieram os tremores na mão direita, eram tremores involuntários e incontroláveis, que me impediam de frequentar manicures, centros de estéticas, qualquer coisa que me expusesse. Foi aí que procurei o neurologista, fiz alguns exames clínicos e ele disse que ia acompanhar... Só que não parou aí, veio às dormências... Na academia, às vezes o braço, as pernas, a boca... Procurei um cardiologista, fiz todos os exames e todos normais.

Era um mistério para mim, eu nunca tinha sentido aquilo tudo e tudo era atribuído a “tensão”, “estresse”. Enquanto isso eu permanecia em oração, tudo que eu sempre tive foi fé, gloria a Deus por isso. Até que... Um dia em casa, sozinha, conversando com uma amiga pelo messenger, e comecei a adormecer a nuca, boca, cabeça... até a altura do umbigo, chamei o táxi pelo aplicativo e fui para o hospital, fiquei monitorada. Uma semana depois eu perdi a visão do olho esquerdo por 20 horas, saí do hospital com uma carta para o neurologista. Para mim estava claro que o assunto dali em diante seria bem sério e foi.

Ouvir da boca do médico a palavra ESCLEROSE, foi o golpe mais duro em anos, ou o pior da minha vida. Ele me explicou que começaríamos investigando. Foram mais de 04 anos de investigação. Como eu tenho fibromialgia (que também foi colocada em duvida) pela investigação da ELA (esclerose lateral amiotrófica), minha vida virou de cabeça para baixo. Não foram raras as vezes que eu me via cercada pelos médicos. Paralelo eu tinha o apoio psicológico e psiquiátrico, sim psiquiátrico, a gente aprende a não ter preconceitos... Deixei de lado toda minha vida, amigos (não tinha paciência para assuntos), toda minha vida estava em jogo, meus sonhos, meu sonho de ser mãe... Da faculdade, minha sede de conhecimento, meus shows, minhas aulas de violão, de canto eu também abandonei a espera do diagnostico e para ser sincera eu estava me preparando para o pior, eu comecei a não gastar como antes, eu queria estar preparada e que minha família não sofresse se o algo fosse inevitável. Foram noites e noites que eu não dormia olhando para minha mãe e imaginando como seria quando eu não pudesse mais cuidar dela. A gente tem uma tendência dramática e a fé fica pequena demais para acreditar no melhor.

Recebi oferta de uma pesquisa no Emílio Ribas, para quem sabe fechar o diagnostico, já que nenhum médico fechava, parece que os médicos têm medo de dar um diagnostico definitivo... Esse impasse me fazia ter pânico a cada vez que eu ia ao médico.

Por fim depois de 03 anos e muitos exames, um médico, uma benção apareceu na minha vida, refez os exames e disse “Andreia, esclerose não é, nós vamos acompanhar a sua cefaleia, mas esclerose, nem lateral, nem múltipla, não é, os exames não mostram isso e não vamos fazer você ficar mais tempo sofrendo por algo que não se comprova.” Mas como tem muito de Jó no meu DNA, eu fui a mais 03 médicos. Mesma opinião.

Por fim, acho que chegou o momento de retomar nas mãos as rédeas da minha vida. De traçar metas e seguir em frente. Muitas coisas já se perderam em 04 anos. Para alguns planos eu passei da validade, mas o que eu tiver chance de ir atrás eu vou...

Como eu disse os tratamentos continuarão, pela cefaleia, afinal esses sintomas todos são dela, até porque ela não é coisa pouca, mas perto de uma doença degenerativa, acho que posso lidar melhor e ser muito grata a Deus, aos amigos que oraram por mim e me deram força, Elaine que sabia dessa batalha e sempre foi uma pessoa tão atenciosa e carinhosa. Grata pela minha mãe, sempre tão compreensiva e que tantas vezes vendo minha fraqueza, se fazia forte para que eu conseguisse continuar. Gisele, Milena que comigo cuidam do Blog e fazem tudo permanecer em ordem, mesmo quando tudo aqui dentro estava uma bagunça. Gratidão infinita ao universo, que por algum motivo me fez passar por tudo isso e desacelerar e, eu acredito que isso tudo seja um plano maior de Deus.
Grata enfim pela negativa desse diagnostico e por eu aceita-lo enfim, porque cabeça mais dura que a minha é difícil de encontrar.
Grata por poder abrir meu coração e dividir isso com todos vocês.

#52semanasdegratidão


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Good Boy (WAGs #1) - Sarina Bowen & Elle Kennedy

Good Boy é o primeiro livro da série WAGs (um termo para se referir as mulheres dos jogadores de times nos EUA), um spin off da série Him das mesmas autoras. Nossos personagens principais, Jessica e Blake são respectivamente irmã e melhor amigo dos heróis da série anterior, Jamie e Wes. Não se preocupe se você não leu o livro do J & W, dá pra você ler Good Boy tranquilamente, pois as autoras nos contam o que aconteceu com eles no passado.
Blake é a vida do livro. Ele é daquelas pessoas que tem a personalidade enorme e no caso dele não é só a personalidade, ele tem o físico grande também; O menino é enorme, barulhento e engraçado. Jess é seu completo oposto. Ela é séria, luta com sua autoconfiança e suas escolhas de carreira.
Estes dois tiveram um encontro há algum tempo atrás (no livro de J & W), onde eles passaram a noite juntos e desde então Blake não esqueceu Jess e quer repetir a dose. A oportunidade perfeita aparece no casamento dos meninos; Blake vai estar lá como padrinho e Jess é a organizadora da festa/madrinha. Ele tem sucesso em seus planos para a noite, mas seu relacionamento com ela só começa de verdade quando Jess se muda para Toronto - cidade onde ele mora e joga para uma equipe de hóquei - para começar o curso de enfermagem.

O bom

Eu me diverti muito lendo este livro! Como eu disse antes, Blake é a estrela e eu amei o quão engraçado e descontraído ele é, mas não se engane, ele é muito mais do que isso. Ele tem um coração enorme, e está sempre tentando fazer as pessoas que ele ama felizes mesmo se isso signifique que ele venha a sofrer (vide ex-namorada dos infernos). Ele ama e tem um ótimo relacionamento com sua família. Eu adorei como sua família desempenhou um papel importante na história, eles são um bando bem divertido – e barulhento.
Jess é ótima também. No início, você pode pensar que ela é muito controladora, certinha demais, mas a realidade é que ela quer fazer sua família orgulhe dela e está cansada de ser um "fracasso" em seus olhos. Não preocupe, a família de Jess a ama e a apoia em tudo, mas ela quer se erguer por si mesma também. Ela finalmente descobriu o que realmente quer ser - uma enfermeira - e agora vai fazer tudo para ser a melhor profissional que ela pode ser. Ajuda ter um irmão e um cunhado que vivem na mesma cidade e, claro, Blake está lá também, e o menino é incansável em sua busca por ela.
Eventualmente, Jess se abre para ele e lentamente ela começa a ver que há mais do Blake do que seus olhos podem ver e ele a ajuda também, fazendo-a se soltar um pouco mais e ver que não é errado se divertir de vez em quando. Eles têm uma grande química e as cenas sexies são muito bem feitas.
Na maior parte do livro eu estava preocupada que o grande conflito no final seria algo como o que ex de Blake aprontou para ele (você vai descobrir o que ela fez), eu não acredito que Jess faria isso com Blake, mas eu estava com medo, e fiquei muito feliz que isso acabou nunca acontecendo. Quase não tem conflito no final e o HFN (Happy For Now ou Felizes por agora) foi ótimo – e bem adequado à personalidade deles.

O ruim

Eu realmente não tenho nada de ruim a dizer sobre este livro. Talvez a forma como Blake fala soou um pouco infantil para mim às vezes, e às vezes também me irritou relutância de Jess em ver o lado sério e amoroso de Blake, mas essas são coisas pequenas, e eu tive um tempo tão divertido lendo esse livro que eu posso facilmente ignorar essas coisas. Agora eu não posso esperar para ler o próximo livro da série!

Nota: 4,5 estrelas

Good Boy - Sarina Bowen & Elle Kennedy
Série: WAGs #1
Romance Contemporâneo
Lançamento: 31 de Janeiro de 2017
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A Crown of Bitter Orange ( La Vie en Roses #3) - Laura Florand


Do que se trata? 

A Crown of Bitter Orange é o terceiro livro da série La Vie en Roses e não é segredo o quanto eu amo os livros da Laura Florand. Uma coisa que eu sempre posso contar em suas histórias é que elas serão ROMÂNTICAS. Seus personagens têm uma maneira de expressar seus sentimentos não só através das palavras, mas principalmente através de ações. Toques, olhares, tudo expressa o quanto eles amam aqueles que estão ao seu redor e se você prestar atenção a esses detalhes você vai se apaixonar ainda mais com suas histórias.
E este livro não é diferente. Tristan Rosier e Malorie Monsard se conhecem desde que eram crianças e eu diria que seu romance começou quando Tristan a propôs no pátio da escola todos aqueles anos atrás. Ela nunca esqueceu aquele dia ou suas palavras, mas a vida nem sempre é fácil como queríamos que ela fosse, não é mesmo? Eles cresceram e Tristan se tornou um dos principais criadores de perfumes de sua geração. Malorie também está trabalhando no comércio de perfumes. Ela é uma bem sucedida contadora e trabalha para uma empresa de perfumes de Nova York. Enquanto cresciam, ele fazia qualquer coisa para chamar a atenção dela, veja você, Tristan sempre a amou, mas ela não via forma. Malorie pensava que Tristan estava tentando chamar a atenção pra si mesmo e ela meio que se ressentia por isso.
As famílias Rosier e Monsard têm um passado complicado. O antepassado de Malorie traiu o país na guerra e ela sentiu duramente em seus ombros o peso disso, mesmo que não tivesse nada a ver com a história. A família Monsard também era uma poderosa casa de perfumes no passado, mas os homens de sua família não se importavam muito em continuar a tradição e por causa de ações egoístas, prejudicaram a família e os negócios. A avó de Malorie permaneceu forte e fez tudo o que pôde para manter vivo os negócios da família, mas agora ela está morta e Malorie está de volta para descobrir o que fazer com sua vida e legado.
Tristan está surpreso e feliz em ter Malorie novamente em Grasse, seus sentimentos por ela nunca foram embora e agora ele tem a chance de mostrar a ela que seus sentimentos são reais e que podem ser felizes juntos. Mas isso não vai ser fácil, Malorie não acredita que ele gosta dela por si própria, e acha que ele só está perseguindo-a porque ela é a única que não se apaixona por seus encantos – na realidade ela é doidinha por ele, mas sabe esconder bem.

O Ruim

Minha reclamação com este livro é que até chegarmos à marca dos 60% as coisas não mudam muito. É um loop infinito com Tristan e Malorie indo e voltando com coisas que aconteceram no passado. Muitas repetições! Tristan se perguntando por que ela não notou ele e seu amor todo esse tempo e Malorie pensando que seus sentimentos por ela não são reais. Às vezes eu sentia que até mesmo as palavras e frases se repetiam constantemente. Me incomodou bastante e fez a primeira metade do livro se arrastasse um pouco.

O bom

Como eu disse antes, os  livros de Florand são românticos e Tristan é o romantismo em pessoa e como eu amei de ver todas as maneiras que ele inventou para mostrar a Malorie quão importante ela é para ele. *Ai meu coração*

A família Rosier também desempenha um papel importante na história e é adorável ver todos os primos juntos, eles são tão divertidos! Tante Colete e suas armações são sempre divertidas e, claro, a escrita de Florand que sempre nos faz sentir como se estivéssemos na França cheirando todos aqueles aromas e sentindo todas aquelas sensações que só ela pode nos fazer sentir. É sempre um prazer e mesmo que este não seja o meu livro favorito dela, eu gostei da história e estou morrendo de vontade de ler o livro do Lucien. Meu Deus, ele finalmente voltou!!!!

**ARC cedido pela autora em troca de uma resenha sincera.**

Nota: 3,5 - 4,0 estrelas

A Crown of Bitter Orange - Laura Florand
Série: La Vie en Roses #3
Romance Contemporâneo
Lançamento: 24 de Janeiro de 2017


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Clarice Lispector


“Não quero ter a terrível limitação de quem vive apenas do que é passível de fazer sentido. Eu não: quero uma verdade inventada.” (Clarice Lispector)

Clarice Lispector, nasceu em uma família judaica da Rússia que perdeu suas rendas com a Guerra Civil Russa e se viu obrigada a emigrar em decorrência da perseguição a judeus que estava sendo pregada então, resultando em diversos extermínios em massa. Clarice chegou ao Brasil , ainda pequena, em 1922, com seus pais e duas irmãs. [nota 1] A escritora dizia não ter nenhuma ligação com a Ucrânia - "Naquela terra eu literalmente nunca pisei: fui carregada de colo" - e que sua verdadeira pátria era o Brasil. Inicialmente, a família passou um breve período em Maceió, até se mudar para o Recife, onde Clarice cresceu e onde, aos oito anos, perdera a mãe. Aos quatorze anos de idade, transfere-se com o pai e as irmãs para o Rio de Janeiro, onde a família estabilizou-se, e onde o seu pai viria a falecer, em 1940.

Clarice fez escola preparatória de Direito, mas aos dezenove anos, seu interesse por direito havia diminuído, ao passo que por literatura aumentado, e ela publicou, em 25 de maio, seu primeiro conto conhecido, Triunfo, na revista Pan,[29] em que conta-se os pensamentos de uma mulher abandonada por seu companheiro. A posição política da revista de apoio aos regimes ditatoriais, que era semelhante às de outras revistas desse período, todas censuradas, não foi levada em conta por Clarice ao publicar o conto.

O primeiro texto publicado na revista foi provavelmente Eu e Jimmy, em 10 de outubro de 1940, um conto com temática feminista centrado na relação amorosa entre um homem e uma mulher. Depois disso, de acordo com Tania, Clarice buscou entrar em contato com Fontes para conseguir entrar definitivamente na imprensa.

Em 12 de janeiro de 1943, obteve a naturalização, e, em 23 de janeiro, em cerimônia civil, casou-se com Maury Gurgel Valente. Os dois mudam-se temporariamente para a casa dos sogros, Mozart e Maria José Gurgel Valente, no bairro da Glória, e depois para a rua São Clemente, em Botafogo.
No início de 1946, O lustre é publicado. Clarice é enviada como correio diplomático do Ministério das Relações Exteriores ao Rio de Janeiro entre janeiro e março, em uma rápida visita, durante a qual conheceu novos amigos que marcariam sua vida. Entre outras pessoas, conheceu Bluma Chafir Wainer, esposa do jornalista Samuel Wainer, Rubem Braga, Fernando Sabino, Otto Lara Resende, Hélio Pellegrino e Paulo Mendes Campos, com quem Clarice teria um romance, após separar-se do marido.

Em 10 de agosto de 1948, nasce em Berna, Suíça, o seu primeiro filho, Pedro Lispector Valente. Em 10 de fevereiro de 1953, nasce Paulo Lispector Valente, o segundo filho de Clarice e Maury, em Washington, D.C., nos Estados Unidos.
Em 1959, Clarice separa-se do marido, devido ao fato de ele estar sempre viajando a trabalho, exigindo que ela o acompanhasse todo o tempo. Não querendo abrir mão de sua carreira e querendo cuidar do filho esquizofrênico em um local fixo, sem as constantes viagens, que deixavam o menino mais nervoso, sem as constantes mudanças de escola do outro filho, que não estava fazendo amizades, e cansada das desconfianças e ciúmes do marido, Clarice deu um fim na relação.
Em 14 de setembro de 1966, provoca, involuntariamente, um incêndio ao dormir deixando seu cigarro aceso. O quarto fica destruído, e a escritora é hospitalizada, ficando entre a vida e a morte por três dias. Sua mão direita é quase amputada devido aos ferimentos. Mesmo depois de passado o risco de morte, fica hospitalizada por dois meses. Clarice começara a fumar e beber ainda na adolescência, enquanto compunha seus poemas.

Pouco tempo depois da publicação do romance A Hora da Estrela, Clarice é hospitalizada, com um câncer de ovário detectado tarde demais e inoperável. A doença se espalhara por todo o seu organismo. Clarice faleceu em 9 de dezembro de 1977, um dia antes de seu 57° aniversário. Seu corpo foi sepultado no Cemitério Israelita do Caju, no Rio de Janeiro, no dia 11 de dezembro. Até a manhã de seu falecimento, mesmo sob sedativos, Clarice ainda ditava frases para sua melhor amiga, Olga Borelli, que sempre estivera ao lado da amiga, desde a juventude.
Durante toda a sua vida, Clarice foi amiga de grandes escritores, como Fernando Sabino, Lúcio Cardoso, Rubem Braga, San Tiago Dantas entre outros.

Deixo para vocês um texto que me define, expõe e desnuda de Clarice...

Respeite a Você Mais do que aos Outros

"Não pense que a pessoa tem tanta força assim a ponto de levar qualquer espécie de vida e continuar a mesma. (...) Nem sei como lhe explicar minha alma. Mas o que eu queria dizer é que a gente é muito preciosa, e que é somente até um certo ponto que a gente pode desistir de si própria e se dar aos outros e às circunstâncias. (...) Pretendia apenas lhe contar o meu novo carácter, ou falta de carácter. (...) Querida, quase quatro anos me transformaram muito. Do momento em que me resignei, perdi toda a vivacidade e todo interesse pelas coisas. Você já viu como um touro castrado se transforma num boi? Assim fiquei eu... em que pese a dura comparação... Para me adaptar ao que era inadaptável, para vencer minhas repulsas e meus sonhos, tive que cortar meus grilhões - cortei em mim a forma que poderia fazer mal aos outros e a mim. E com isso cortei também minha força. Espero que você nunca me veja assim resignada, porque é quase repugnante. (...) Uma amiga, um dia desses, encheu-se de coragem, como ela disse, e me perguntou: você era muito diferente, não era? Ela disse que me achava ardente e vibrante, e que quando me encontrou agora se disse: ou essa calma excessiva é uma atitude ou então ela mudou tanto que parece quase irreconhecível. Uma outra pessoa disse que eu me movo com lassidão de mulher de cinquenta anos. (...) o que pode acontecer com uma pessoa que fez pacto com todos, e que se esqueceu de que o nó vital de uma pessoa deve ser respeitado. Ouça: respeite a você mais do que aos outros, respeite suas exigências, respeite mesmo o que é ruim em você - respeite sobretudo o que você imagina que é ruim em você - pelo amor de Deus, não queira fazer de você uma pessoa perfeita - não copie uma pessoa ideal, copie você mesma - é esse o único meio de viver."

Clarice Lispector, in 'Carta a Tânia [irmã de Clarice] (1947)'

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