Fernando Pessoa

em 15 de janeiro de 2017

Toda a poesia - e a canção é uma poesia ajudada - reflete o que a alma não tem. Por isso a canção dos povos tristes é alegre e a canção dos povos alegres é triste.

Fernando Pessoa,
nasceu Fernando António Nogueira Pessoa  (1888 a 1935), foi um poeta e escritor português. Filho de Joaquim de Seabra Pessoa era funcionário público do Ministério da Justiça e crítico musical do Diário de Notícias. A mãe, D. Maria Magdalena Pinheiro Nogueira Pessoa era natural dos Açores (mais propriamente, da Ilha Terceira). Viviam com eles a avó Dionísia, doente mental, e duas criadas velhas, Joana e Emília.

Seu pai morreu, com 43 anos, vítima de tuberculose, o irmão Jorge viria a falecer no ano seguinte, sem completar um ano. A mãe vê-se obrigada a leiloar parte da mobília e muda-se para uma casa mais modesta. Neste período que surgiu o primeiro heterônimo de Fernando Pessoa, Chevalier de Pas, facto relatado pelo próprio a Adolfo Casais Monteiro, numa carta de 1935, em que fala extensamente sobre a origem dos heterónimos. Ainda no mesmo ano, escreve o primeiro poema, um verso curto com a infantil epígrafe de À Minha Querida Mamã.

Em 1895 a mãe casa-se pela segunda vez, com o comandante João Miguel Rosa, cônsul de Portugal em Durban (África do Sul).  Em 1899 ingressa no Liceu de Durban, onde permanecerá durante três anos e será um dos primeiros alunos da turma. No mesmo ano, cria o pseudónimo Alexander Search, através do qual envia cartas a si mesmo.

Em 1901, é aprovado com distinção no primeiro exame Cape School High Examination e escreve os primeiros poemas em inglês e aprendeu perfeitamente o Inglês, língua na qual escreveu poesia e prosa, desde a adolescência. Das quatro obras que publicou em vida, três foram na lingua inglesa.

Seus maiores contatos com a literatura inglesa ocorreu através de autores como Shakespeare, Edgar Allan Poe, John Milton,Lord Byron, John Keats, Percy Shelley, Alfred Tennyson, entre outros.
Fernando Pessoa foi um dos maiores poetas da Língua Portuguesa, e da Literatura Universal, comparado por vezes por Luiz de Camões...

Trabalhou ao longo da sua vida em várias firmas comerciais em Lisboa como correspondente de língua inglesa e francesa.

Empresário, editor, crítico literário, jornalista, comentador político, tradutor, inventor, astrólogo e publicitário, ao mesmo tempo que produzia a sua obra literária em verso e em prosa. Como poeta, desdobrou-se em múltiplas personalidades conhecidas como heterónimos, objeto da maior parte dos estudos sobre sua vida e sua obra. Centro irradiador da heteronímia, auto-denominou-se um "drama em gente".

Pessoa faleceu aos 47 anos, com diagnóstico de "cólica hepática" causada por cálculo biliar associado a cirrose hepática, diagnóstico que é hoje contestado por estudos médicos, embora o excessivo consumo de álcool ao longo da sua vida seja consensualmente considerado como um importante fator causal.

Alguns críticos questionam se Pessoa realmente teria transparecido o seu verdadeiro eu ou se tudo não teria passado de um produto, entre tantos, da sua vasta criação. Este fato é o que move grande parte das buscas para estudar a sua obra.

Interessante: Meses antes de morrer em 1935, Fernando Pessoa escreveu a um amigo: “não evoluo, VIAJO”. Por um lapso, ele tinha pressionado a trava das letras maiúsculas de sua máquina de escrever. “Está certo, e assim deixo ficar.”

Eu como admiradora, apaixonada incorrigível da obra de Pessoa e amante das entrelinhas poderia deixar muitos poemas, a duvida foi grande, eu indico: "Amei-te e por te amar..."
E deixo pra vocês: "Autopsicografia" (Talvez o causador das maiores dúvidas dos estudiosos de Pessoa)

O poeta é um fingidor.

Finge tão completamente

Que chega a fingir que é dor

A dor que deveras sente.

E os que lêem o que escreve,

Na dor lida sentem bem,

Não as duas que ele teve,

Mas só a que eles não têm.

E assim nas calhas de roda

Gira, a entreter a razão,

Esse comboio de corda

Que se chama coração.”

Fonte: Internet e livro “Fernando Pessoa Poesias- livro III – 1931 a 1935

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