Drummond o Primeiro grande Poeta!

em 8 de janeiro de 2017


Oie amoras!!!

Nesse mês de Janeiro, mês das férias, vamos todas as quartas-feiras e domingos, postar pequenos históricos dos Grandes Poetas da História, de acordo com o que temos de seus históricos na internet, eu amo falar de poesia e conhecer mais da intimidade desses seres tão sensíveis e vai ser um prazer dividir isso com vocês. Espero que gostem, hoje vamos começar com Drummond, boa leitura!









Drummond
Conhecido pelo jeito irônico o poeta mostra em cada frase, texto e poema sua personalidade:

“No adultério há pelo meso três pessoas que se enganam.”

“Os homens se distinguem pelo que fazem, as mulheres pelo que levam os homens a fazer.”

“Há certo gosto em pensar sozinho. É ato individual, como nascer e morrer”

“Como as plantas, a amizade não deve ser nem pouco nem muito regada”

Carlos Drummond de Andrade (1902-1987)

Nascido em Itabira do Mato Dentro/MG, Drummond era de uma família de fazendeiros em decadência, estudou em Belo Horizonte e no Colégio Anchieta de Nova Friburgo/RJ, de onde foi expulso por “insubordinação mental”.

Começou sua carreira como escritor em Belo Horizonte, como colaborador do Diário de Minas.
Diante da insistência familiar para que obtivesse um diploma, formou-se em farmácia na cidade de Ouro Preto em 1925;

1930 – Primeiro Livro de Drummond “Alguma Poesia”, em 1934 “Brejo das almas” em que o poema piada e a descontração sintática pareciam revelar o contrário do modernismo.
Drummond ironizava os costumes e a sociedade, asperamente satírico, com seu amargor e desencanto.

Com outros escritores fundou “A revista” que apesar da vida curta, foi importante veiculo de afirmação do modernismo em Minas. Ingressou no serviço publico, em 1934 transferiu-se para o Rio de Janeiro, onde foi chefe Gabinete do Ministro da Educação até 1945. Depois passou para o Serviço de Patrimônio Histórico e Artístico Nacional.

Em “Sentimento do mundo”(1940), em “Jose”(1942) e sobretudo em “A rosa do povo” (1945), Drummond lançou-se  ao encontro  da história contemporânea.

Em 1953  começou a colaborar como cronista no “Correio da Manhã”.

Várias obras do Poeta foram traduzidas para o espanhol, inglês, Italiano, francês, alemão, sueco,  tcheco e outras línguas. Drummond foi seguramente por muitas décadas o poeta mais influente da literatura brasileira em seu tempo, tendo também publicado vários livros em prosa.
Em contra mão traduziu vários autores estrangeiros como: Balzac e Molière;

Aposentou-se  em 1962.

Em 1969 participou do Jornal do Brasil, ainda como cronista!

Em 1987 morreu no Rio de Janeiro. Drummond foi  alvo de admiração irrestrita, tanto pela obra, como por seu comportamento como escritor.
Como admiradora da obra de Drummond, deixo aqui a minha preferida: “José”

JOSÉ

Carlos Drummond de Andrade

"E agora, José? 
A festa acabou, 
a luz apagou, 
o povo sumiu, 
a noite esfriou, 
e agora, José? 
e agora, Você? 
Você que é sem nome, 
que zomba dos outros, 
Você que faz versos, 
que ama, proptesta? 
e agora, José?

Está sem mulher, 
está sem discurso, 
está sem carinho, 
já não pode beber, 
já não pode fumar, 
cuspir já não pode, 
a noite esfriou, 
o dia não veio, 
o bonde não veio, 
o riso não veio, 
não veio a utopia 
e tudo acabou 
e tudo fugiu 
e tudo mofou, 
e agora, José?

E agora, José? 
sua doce palavra, 
seu instante de febre, 
sua gula e jejum, 
sua biblioteca, 
sua lavra de ouro, 
seu terno de vidro, 
sua incoerência, 
seu ódio, - e agora?

Com a chave na mão 
quer abrir a porta, 
não existe porta; 
quer morrer no mar, 
mas o mar secou; 
quer ir para Minas, 
Minas não há mais. 
José, e agora?

Se você gritasse, 
se você gemesse, 
se você tocasse, 
a valsa vienense, 
se você dormisse, 
se você consasse, 
se você morresse.... 
Mas você não morre, 
você é duro, José!

Sozinho no escuro 
qual bicho-do-mato, 
sem teogonia, 
sem parede nua 
para se encostar, 
sem cavalo preto 
que fuja do galope, 
você marcha, José! 
José, para onde?"

Fonte: www.releituras.com/ wikipedia/ pensador/noticia.universia.com/ livro “Os cem melhores Poemas Brasileiros do século”

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