Preciso-te

em 15 de novembro de 2016


Preciso-te de tantas formas e de todos os jeitos que se torna até difícil explicar... “Necessidade absoluta.”

Preciso do “olá” que aumenta a temperatura do meu corpo, me faz sentir o sangue correr com força, é a vida em mim transbordando em um simples cumprimento. “Certeza que posso tudo!”

Preciso do seu olhar, embora nem o saiba com certeza. Caminhar, sabê-lo ou imaginá-lo observando-me traz a sensação de proteção, de que não caminho sozinho, “sua mão na minha em todos os momentos...”

Preciso do seu humor, velado, humor entrelinhas, sorriso disfarçado... Engolir seco sem entender se é mesmo uma brincadeira ou ironia, é um mistério excitante, caminhar numa corda fraca, podendo cair a qualquer momento. “Equilíbrio.”

Preciso da sua palavra, que tem sempre um “tom” de casual, mas que deliciosamente eu já conheço quando me chega em tensão... “Amor sentimento que tudo alcança!”

Preciso da palavra explicita, e dos doces momentos em que elas somente me rendiam lágrimas de emoção, “segmento do meu ser...”

Preciso do cuidado que beira a cobrança, advertindo-me: “menina”... Do cheiro de mato, ou de banho, da urgência do final de semana perdendo-nos no tempo, horas a fio diante do amor que como punição não se faz mais meu, perdida e incapaz de compreender o inadequado. “Culpa!”

Preciso das perguntas, que desvendaram tudo de mim... Do ciúme subentendido, disfarçado, sem justificativa, mas, que só o amor pode acomodar dentro de si sem questionar ou ofender-se. “Serenidade inabalada.”

Preciso dos sonhos e planos que me faz viva, que enxerga através do amor o futuro, resgatando-me da inércia de viver por viver, “mulher pronta pra vida.”

Preciso da força que define em pensamento reto “se você ficar feliz”... Da decisão compartilhada. Da admiração bilateral, do incentivo as palavras que hoje nem sempre são minhas... “Silêncio que tantas vezes é definitivamente diz tanto, tudo que eu não suporto ouvir em alto e bom som! Dilacerando-me.”

Preciso dos e-mails cheios de graças, das artes em palavras nas tardes inesquecíveis... “Livre e sorridente diante de tudo.”

Preciso até mesmo da fé, de crer no que não ver... De confiar no sentimento... “Viver por isso, disso, com isso, sem questionamento!”

Preciso dos trocadilhos, neologismos e experiências empíricas... Preciso do sábado de namorados, do retorno para o “boa noite”... EU PRECISO do “vim te colocar na cama”, do “cansada?”... “Meu amor” comum e aceito como verdadeiramente o meu ar. “Vida!”

Preciso do toque, preciso do toque, preciso... Preciso da paz... Viver... PRECISO da paz que nada pode substituir, cansada do mergulho em águas salgadas, fortes, quentes e incessantes que não são do mar, arremessando-me minuto após outro no rochedo que fere. “Dor que não passa, aumenta, lateja...”

Preciso do “bom dia” as 6h00 antes de trabalhar... Preciso até mesmo das palavras que desnorteiam e cora a “secretaria” no meio do expediente, artes de menino doce, brincalhão e meu... “Voar próximo ao sol, sorrindo e desafiando a vida.”

Preciso da urgência, do calor, do braço forte, do abraço que é meu, do rosto quente, da barba que incomoda pra me fazer feliz, do sorriso suave, do cheiro, do desabafo, de sentir o peso do seu descanso no meu peito, “saudade de tudo que eu não sei onde perdi...”

Preciso das frases em língua irmã que me tira de mim... “Te extraño”

Preciso sabê-lo, preciso tirar de mim a dor que rasga meu peito, inadequadamente, pois não é o amor a marca permanente que jamais causa agonia e medo? Porque de tudo precisa manter-se a convicção que foi bom, a saudade um sorriso docemente triste, mas ainda assim um sorriso que traz em si a certeza que os momentos foram maravilhosos e não uma mágoa. “Doçura para levar para a vida, convivendo com a ausência, mas com a certeza de que houve amor.”

Preciso desesperadamente de tudo que foi meu e que meu peito não reage à ausência... Existem dores que embora não possamos admitir, existem e é um “desassossego” para a sanidade de qualquer existência...

Preciso-te...

Preciso, antes que enfim caia em mim a certeza absoluta e definitiva que não vale a pena seguir sem causa ou cousa... “Ninguém sem alguém, sem porque, sem querer, sem viver.”

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