Mulheres de Hoje - Superação e Amor

em 11 de novembro de 2016


Como acontece com todo sistema opressor, ele acaba por ser boicotado... Assim aconteceu com o passar dos tempos com as mulheres...

Seres delicados, frágeis, “submissas” (não ao sistema G.E.O Grey)...

Por muito tempo tratadas como um peso morto, rejeitadas desde o nascimento, as mães eram humilhadas por serem tão “incompetentes” que nem sequer conseguiam gerar um varão!
Despertando a ira de seus “senhores” (maridos tiranos), que descarregavam suas próprias dores e frustrações na fragilidade nas quais essas mulheres foram educadas para exibir... Mais tarde quando na idade do casamento, era negociada, a base de “dotes”, para não se tornarem vergonha a família... Peso demais para frágeis ombros não? Pois é! Mas... Cabe aqui a minha frase preferida: “Nenhum animal vive em cativeiro, ou foge, ou morre!” E, então se deu início o processo da transformação...

Sábias mulheres sempre agiram de forma doce, “cedendo” as vontades de seus maridos, quando por trás de sua submissão conseguiam algumas de suas realizações... Não podemos negar que houve grandes homens realmente que colaboraram para que isso acontecesse, homens que souberam amar mais as suas mulheres que as doutrinas de suas tradicionais famílias, lhes dando amor verdadeiro e assim lhes encorajando a serem ao menos senhoras de seus lares! Pode sim, parecer pouco hoje, mas temos que fazer uma viagem para dois séculos atrás e então tentar entender a grandeza desses gestos!

Essas mulheres foram mudando a forma de criar suas filhas que já viam brilho nos olhares de suas mães que sonhavam com um futuro melhor para suas filhas, apesar ainda dos casamentos arranjados e, assim, as mulheres aprendiam a ler escondido, até a conquista da educação por fim. Educação limitada e vigiada, onde prevalecia à educação domestica. Faz-nos pensar que nascemos realmente na época certa não é?

Pois bem, houve arroubos de rebeldia, como em toda luta, sempre há quem carregue na tinta, o feminismo desmedido, fez que algumas queimassem o sutiã, medida que pode ter até ter um valor histórico, mas que demostra mais desequilíbrio que luta baseada em convicções... Não se pode negar que COCO CHANEL mudou nossas vidas, ela nos livrou do espartilho, das roupas apertadas e dos chapéus incômodos que mais pareciam grandes fruteiras - "Como pode um cérebro funcionar debaixo dessas coisas?", ela dizia!

Pouco a pouco a mulher entrou no cenário como formadora de opinião, nas pequenas salas de aula, (essa era a profissão das mocinhas, “Professora”) abraçaram a luta de educar sem descriminação, negros, brancos e todos que tivessem fome de conhecimento, as mais ousadas foram para fora de suas províncias e se tornaram musicistas, advogadas, (profissões exercidas pelos homens), o que foi uma afronta... Conquistaram o direito ao voto! Cabe citar: BERTHA LUTZ - Uma brasileira pelo voto, para lutar pelo nosso direito de votar, ela organizou até um vôo num aeroplano, de onde lançou folhetos sobre o Congresso Nacional, o Palácio do Catete, sede do governo federal no Rio de Janeiro, e os jornais da cidade. Era maio de 1928 e Bertha Lutz (1894/1976) já estava de volta ao Brasil havia dez anos, depois de se formar em ciências naturais na Sorbonne, em Paris.

Muito bem, era o que precisávamos uma porta aberta...

Muitas mulheres menos abastadas financeiramente seguiram seus próprios caminhos de liberdade, se tornaram costureiras, bordadeiras, cozinheiras, doceiras, passadeiras, lavadeiras, muitas vezes nos rios, onde podiam manter a prole de filhos sobre o seu olhar atento, olhar esse entristecido pela traição de seus maridos que era tratado como algo comum e admissível, ao se comentar elas ouviam: “Esta faltando algo na sua casa?” A resposta seria “Amor e respeito”, mas a visão do machismo “enojante” (desculpem o neologismo), dizia que se o marido supria a casa e não deixava faltar nada aos filhos à mulher não tinha do que reclamar!

O tempo passou, e vieram mulheres que foram à luta e pagaram um alto preço por isso, como BETTY FRIEDAN - A dona-de-casa que virou a mesa, Tudo começou quando ela escreveu A MÍSTICA FEMININA, em 1963, que se tornou o estopim da chamada "segunda onda" do movimento de emancipação, o Women's Lib. No livro, a psicóloga Betty, então dona-de-casa, expunha a insatisfação de mulheres como ela, impedidas de atingir todo seu potencial. Entre outras coisas, brigava pelo nosso direito de ter uma profissão e pela divisão de tarefas domésticas, conquistas hoje tão consolidadas que parecem ter caído dos céus. Pelo contrário, custaram caro até para Betty: com a repercussão do livro, passou a apanhar do marido, como contou na autobiografia LIFE SO FAR.

E mais recentemente CARMEN DA SILVA - Colunista de respeito.,.
Gaúcha de Rio Grande (1919/1985), psicóloga, ela enviou uma carta à redação da Época, depois de voltar do Uruguai e da Argentina, onde morou por 20 anos: nela, afirmava que as mulheres estavam explodindo de angústia e que por isso desejava escrever sobre as inquietações que provocavam esse e outros sentimentos. Ganhou a página A ARTE DE SER MULHER e se tornou a jornalista mais influente da imprensa feminina, abordando temas tabus, como divórcio, anticoncepcionais, dupla jornada de trabalho e igualdade de direitos entre os sexos.

Estávamos chegando lá!

De aí por diante, já estávamos na faculdade, nas redações, nas escolas, nos escritórios, dividindo cargos de chefias com os homens, mas os salários ainda eram inferiores, porém a mulher lutou e conquistou seu espaço profissional!

Hoje, as empresas apostam alto nas mulheres no mercado, pelo seu poder de concentração em mais de uma atividade ao mesmo tempo, pela doçura de conduzir, elegância e sensibilidade.
Segundo o VII CONGRESSO NACIONAL DE EXCELÊNCIA EM GESTÃO, “todas as mulheres são naturalmente líderes, e que certas características exclusivas da mulher são o que faz a grande diferença no novo conceito de liderança que as empresas buscam atualmente”.

Pois bem, acho que não existem dúvidas que a mulher conquistou seu espaço na área profissional, mas não é só isso, as mulheres foram muito além! Hoje as mulheres, dirigem, viajam sozinhas, tem seus próprios negócios, trocam pneus, calibram-nos, pagam suas contas, e sem perdem sua feminilidade, tem as unhas sempre lindas, frequentam academia, estão sempre maquiadas e dispostas...

Além de se tornarem companhias muito mais agradáveis:
Os homens que iam beber com os amigos, ainda podem fazê-lo, suas mulheres não vão se importar, até porque elas também adorarão uma baladinha com suas amigas, mas se ele preferir pode beber sua cervejinha com sua mulher em casa mesmo, assistindo o jogo e ainda ouvindo dela comentários muito inteligentes a respeito, “daquele impedimento”!

Quando ela acordar pela manhã, ele vai escutar: “Amor o café está pronto?” E não mais: “O café esta pronto!” Mas ele receberá um beijo de bom dia que ele até vai esquecer, que perdeu 10 min para mimar essa mulher incrível!

Dificilmente um homem vai se sentir, invadido ou sufocado pela sua esposa, porque a mulher moderna tem suas próprias prioridades, não que ame menos, ela apenas ama mais a si mesma!

As mulheres de hoje também são melhores mães, pois está sempre atenta à educação de seus filhos, tem muito orgulho de colocar mais uma mulher no mundo, afinal o mundo precisa ter mais beleza, (hihi, desculpa não resisti)! E seus filhos homens, vão aprender a serem os cavalheiros que nós amamos ou amaríamos ter ao nosso lado, sem ter medo de chegar em casa e sentar no chão para brincar com seus filhos (vem pra cá Milena Palha), o que nos leva a crer que o futuro será bem melhor!

Nosso seguro também é ainda mais barato que o dos homens e comprovadamente somos melhores motoristas, pesquisa divulgada pelo Denatran informa que dos acidentes com vitimas 71% são homens, 11% mulheres e 18 % não informado...

Mas, antes que os “homens de nossas vidas” reclamem só uma coisa, apesar de tudo isso nós não vivemos sem vocês! Só cabem a vocês acompanhar a nossa evolução... Teremos muito prazer em ter do nosso lado homens inteligentes que admitam nossos valores e que acima de tudo que não se assustem com nossos talentos!

Ah... E antes que eu me esqueça... Na hora de ter aquela DR de convivência, os homens expõem vários pontos e as mulheres ponderam e ajustam e no fim acrescentam: “Só uma coisa, na minha casa se faz ‘amor’ todo dia” . E que AMOR, seja entendido em toda a sua amplitude!

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