Maternidade na maturidade

em 23 de novembro de 2016


Oi amoras!

Desculpem meninos, mas hoje é papo calcinha, mas, se vocês forem garotos geniais e quiserem ler a gente vai bater palmas!

Pois bem, se você é daquelas que sempre disse “não quero ter filhos...” e se jogou no trabalho, estudo, viveu para as outras coisas/pessoas do mundo, mas daí "quarentou" e a campainha da maternidade soaram, vem pra cá amiga, que estamos no mesmo time!

E eu tenho boas e más noticias, senta aí, pega a pipoca, um café que nosso papo vai ser longo!

Com o ingresso das mulheres no mercado de trabalho, a extensão da formação acadêmica (mestrado, doutorado, etc...), os casamentos mais tardios e ainda a dúvida, será que quero ter filhos? Os filhos vão sendo adiados como se tivéssemos todo o tempo do mundo. Com os tratamentos de reprodução assistida, ficou a impressão que engravidar é só uma questão e querer. A má notícia é que infelizmente, não é bem assim.

Eu vou falar pra vocês de coração, meu maior medo de colocar um serzinho no mundo era que ele ou ela, tivesse um pai como o meu, de não saber ser uma boa mãe também claro, mas quem acompanha meus textos sabem que eu amo meu pai (que já não está entre nós), mas nossa relação nunca foi de amor e sim de abandono, desprezo. Meu pai foi um ótimo pai, para os filhos do segundo casamento, sendo isso a maior causa das minhas dores... E hoje, por motivos diversos eu já não posso mais ser mãe natural, mas esse pode não ser o seu caso, talvez você ainda tenha essa chance. Enquanto eu dizia, “não quero” era uma coisa, quando eu soube “não posso” meu mundo caiu”...
Mas vamos lá!

Normalmente os médicos aguardam um ano de tentativas naturais antes de propor exames mais detalhados ou que o casal recorra à reprodução assistida. No caso de mulheres acima dos 35, o prazo é mais curto: 06 meses. Acima dos 40, as mulheres podem ter a fertilidade checada já de cara. Se, aos 40, um terço dos casais tem dificuldade de engravidar, depois de 40, dois terços das mulheres têm problemas de fertilidade (de cara eu já me encaixava aí).

Engravidar naturalmente ou mesmo por meio de técnicas de reprodução assistida com o próprio material genético é exceção: as chances de engravidar naturalmente nesta faixa etária são muito baixas. Menos de 1% das mulheres que fizeram tratamentos de alta complexidade (fertilização in vitro), conseguem ter uma gestação usando o seu próprio óvulo (material genético). “Quase todas as mulheres nesta faixa etária precisam de ovodoação”, diz o Dr. André Chammas Sotelo, pai de Paola. Ou seja, talvez o espermatozóide seja do seu marido, mas o óvulo será de outra mulher.

Ah lá, até nisso os homens levam vantagem minha gente!

Aí talvez, você tenha a oportunidade de congelar seus óvulos. Custa em média de R$ 6.000,00 a R$ 10.000,00 e podem ser congelado por tempo indeterminado, mas, você precisa fazer a fertilização até os 50 anos ok? Vou deixar o link aqui da matéria da Marie Claire para vocês lerem, caso se interessem, tá? CLIQUE AQUI.

Voltando a gravidez...

A idade média em que as brasileiras entram na menopausa fica entre 50 e 52 anos, sinalizando, em tese, o fim da vida reprodutiva. Mas, como você já percebeu, as chances de ter um filho se reduzem drasticamente bem antes.

E mais, não caiam nessa, lembram que eu contei que eu entrei no climatério com 37/38 anos? Cada pessoa, um novo histórico. É bom sempre saber como foi com sua vó, mãe, não tem como fugir da genética.

Ainda não existe nenhuma técnica que retarde a menopausa, pois o envelhecimento ovariano não pode ser bloqueado. A mulher já nasce com um número determinado de óvulos nos ovários. E, ao longo da vida, este número cai gradativamente, não existindo uma forma de parar a diminuição de óvulos mês a mês.
Mesmo se você utiliza anticoncepcional, apesar de não ovular, seus óvulos sofrem uma degradação natural programada geneticamente. A única forma de manter por um tempo mais prolongado a fertilidade é por meio do procedimento de congelamento de óvulos, quando estes são retirados em uma idade precoce. Mas, para isso, você já teria de saber por volta dos 30 que não teria engravidado até bem mais tarde.

Mais riscos

A idade em que o risco de problemas dá um salto vem bem antes dos 45, mais exatamente, dez anos antes. “A partir dos 35 anos, a cada ano que passa, o risco aumenta de forma muito mais rápida e acentuada, tanto para as alterações fetais (cromossômicas e genéticas) que se devem ao envelhecimento do óvulo, podendo levar a não evolução do embrião e ao abortamento, quanto o risco de alterações maternas, como diabete, hipertensão ou miomas”, explica.  E não importa se essa é a sua primeira, segunda, terceira ou quarta gestação. Os riscos são altos seja a primeira ou qualquer outra gravidez. O que pesa é mesmo a idade.

Não preciso nem comentar né amigas? Cadê a fada da eterna juventude?

E, apesar das doenças ligadas à gravidez causarem grande preocupação, com a idade mais avançada significando maior risco de diabetes gestacional, eclâmpsia e parto prematuro, o principal fator a ser levado em conta é mesmo o envelhecimento genético do óvulo. “A possibilidade de a gestação ser interrompida precocemente por um aborto ou evoluir de forma que uma síndrome genética esteja presente acaba sendo o problema mais frequente”, diz o médico.

Quando a mãe tem 44 anos, o risco de um bebê ter síndrome de Down é de quase 1 para 38. Aos 46, 1 para 23. Sendo que essa proporção é de apenas 1 para 952 aos 30 anos.
Para quem recorre à fertilização in vitro, existe a possibilidade de fazer uma avaliação embrionária antes da implantação do embrião, excluindo o risco da Síndrome de Down e algumas doenças genéticas. Mas esta técnica não exclui a possibilidade de outras síndromes estarem presentes.

Pois é, mas além de existir o médico dos médicos, Deus! Nós ainda temos o plano C, a adoção. Eu acho simplesmente lindo adotar, sinceramente é um plano pra minha vida. Estou pedindo orientação a Deus e confirmação, pois de acordo com a minha religião é assim que funciona. Mais para frente podemos falar mais disso. 

Hoje a mensagem que eu quero deixar a cada uma é que, ainda que você hoje não pense, não queira ter filhos, não dispense essa ideia em definitivo, nós mulheres somos seres absurdamente instáveis e se pensarmos bem a vida é uma escola tão maravilhosa e eu acredito que seja maravilhoso transferir um pouco de tudo que vivemos e aprendemos a outro ser, muito do pouco do bom que temos. Não desejo e nem tenho a pretensão de convencer ninguém, mas se eu conseguir fazer uma ou duas pessoas pensarem já valeu a pena.
Bjokas.

Pesquisa: marieclaire-paisefilhos-medicinareprodutiva

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