Mal humor é doença?

em 2 de novembro de 2016



Você acorda de mal humor?

Pior que isso, você fica de mal humor com gente que acorda de bom humor? Cantarolando? Te cutucando, te chamando aos gritos para sair, abrindo a janela e gritando: “BOM DIA, DIA!!!”

Pois é sou dessas!!! Preciso acordar aos poucos, devagar... Se tiver uma coisa perfeita na série Stranger Things é a frase “Manhãs são para café e contemplação”.

Hoje é dia de falar de saúde e até onde mal humor pode ser doença?

Se o seu mau humor é frequente de uma maneira quase desesperadora, há grandes chances de isso ser algo mais sério do que você imagina: uma doença real, que atrapalha a sua convivência social e que precisa sim de um tratamento adequado.

Segundo informações da Organização Mundial de Saúde (OMS), 3% da população mundial – cerca de 180 milhões de pessoas – sofre de um distúrbio psicológico, a chamada distimia (A distimia é uma palavra que vem do grego. Significa mau humor e durante muito tempo foi usada para caracterizar a pessoa mal humorada, que está sempre irritada e de mal com a vida. Hoje em dia o termo já é empregado para assinalar um distúrbio).  Se ultimamente você tem se sentido desanimado, triste, sem energia, irritado, com estima baixa e com dificuldades para dormir, fique alerta: você pode fazer parte dessa estatística.

O sintoma principal é a irritabilidade, mas existem outros fatores, como baixa auto-estima, desânimo, tristeza, predominância de pensamentos negativos, alterações do apetite e do sono, além de falta de energia pra agir, isolamento social e até mesmo tendência ao uso de drogas lícitas, ilícitas e tranquilizantes”, diz a psicoterapeuta Myriam Durante.

Segundo a psicóloga Camila Lameira, as pessoas podem apresentar sintomas relacionados ao estresse de forma diferenciada, pois a vulnerabilidade varia de acordo com a estrutura psíquica de cada indivíduo. “As mudanças de  humor dos homens pode ser resultado da queda súbita dos níveis do hormônio masculino, a testosterona”.

Existem outras causas determinantes que afetam o humor: 10% são as circunstâncias da vida, isto é, acontecimentos felizes ou não, 50% é genética e 40% são as atividades intencionais. Entre estas atividades estão ser otimista, focar nas metas pessoais, cultivar relação com outras pessoas, práticas espirituais e ações relacionadas com o corpo.

O importante é, quando perceber um quadro geral da doença, procurar ajuda médica para diagnosticar o distúrbio. Em muitos casos a ajuda de um bom psicoterapeuta já é capaz de curar a doença. Em outros, mais graves, é necessário também o uso de medicamentos. Praticar atividades físicas que liberam endorfina e serotonina também ajudam a melhorar o humor, além de aumentar a autoestima.

Nós de uma de uma forma geral acabamos acostumamos a lidar com a pessoa mal humorada e o “ranzinza” se torna até uma pessoa engraçada, mas, como essa pessoa está vivendo? Qual é a qualidade de vida dessa pessoa constantemente insatisfeito? Uma coisa é você gostar de ter um amanhecer calmo e se permitir isso, outra é você se tornar uma pessoa 24 horas por dia infeliz...
Mesmo que nós sempre tenhamos a intenção de trazer os assuntos de forma leve, todos os assuntos são baseados em fontes confiáveis e sérios.

Agora um comentário meu, vocês já notaram como as pessoas estão muito mais sérias e até menos sociáveis?
Hoje é um dia de saudade, sim eu sei. Mas, de uma forma geral, vamos doar sorrisos? Não custa nada e muda o dia de alguém. E como já dizia a canção, “é melhor ser alegre que ser triste...”

Beijokas amoras (es)

Fontes: R7e Globo.com

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