Indignos da fé!

em 18 de novembro de 2016


Quem vê um sorriso de lábios, jamais será sábio…

O sorriso esta no olhar, assim como a felicidade, o brilho o viço, a arte, a maldade, o amor…

Olhos distantes… Não há o que ver… Dantes, focado numa doce esperança… Tão doce presença quanto alvajores “havanna” (rs, infeliz coincidência)…

Olhos sem brilho e sem expectativa, sem ter destino, um norte, um horizonte…

Olhos que antes eram orvalhados por emoções felizes, agora sofrem com tempestades de dores e dores…

Olhos… Parecem mais velhos, mais cansados, como se o tempo tivesse-o chicoteado sem piedade…

Olhos que ao ouvir o canto de um pássaro, olha com tristeza e pensa: “Se você soubesse como o mundo é mau!”

Que não se concentra… Lê e relê e nada entende…

Olhos que não acompanham as atitudes e gestos das mãos que indicam um caminho…

Olhos que desmentem todas as “boas novas”…

Olhos que não cerram mais em oração, indignos da fé…

Olhos que não esperam pelo sol na janela… Só vê escuridão…

Olhos que não desenha mais nas nuvens, nem na areia, nem na paisagem… Sem luz, sem ar, sem sol, sem lua!

Olhos que se perderam no azul, azul escuro e forte que tocou sua vida e acrescentou nela todas as cores que unidas em um delicioso artesanato, criava FELICIDADE…

Olhos que agora não saem de si, que com o pé no chão, não reconhece mais o arco-íris e nem o brilho das estrelas…

Olhos que não passam da frieza da tela, não viajam e não vivem alem do breu interior…

Olhos transbordantes de descrédito e sentimento ferido… Incapaz!

Olhos que precisam de descanso, repouso, pois entendeu sua indignidade, incapacidade e desmerecimento…

Olhos que sabem que vão permanecer sozinhos, livres por “invontade”, presos por uma lembrança de menina, que se fez velha, e assim permanecerá, por vontade, por falta de força e por punição…

Olhos e, em si visão periférica, racionalidade básica, sem mais, nunca mais!

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