Até Passar



Hoje me peguei pensando o quanto perdida fica uma pessoa buscando saídas onde não há…
Parece que correr dos problemas é o mesmo que trazê-los mais para perto ainda…

Todas minhas teorias perdida em mim mesma, minhas metas, medos e receios jogados em alguma prateleira, que até possuem produtos lindos, mas, não satisfaz, não deixa feliz por muito tempo e causa dor, causa culpa, causa sentimentos inexplicáveis e o pior trazem lembranças quase palpáveis…
Logo eu que sempre disse, "fuja das prateleiras que não trarão felicidade, não te completará e não te acrescentará…"

Nesse meio de caminho encontrei muitos motivos para sorrir, pude ver que ainda posso ser desejada, posso ser mais que uma pessoa imperceptível, mas, eu queria essa luz e não a escuridão…
Eu tive muito para hoje viver a sombra, para ter a claridade de um abajur, eu quero as estrelas…

Quero a lua cheia e luminosa.
Quero o meu olhar que guia meus passos na escuridão, meus faróis…

Tudo que escuto falta um pouco de poesia, em cada elogio falta um pouco de sentimento, em cada sinceridade um pouco demais de pouco amor…
Não existe foco, em momentos que eram pra ser de entrega absoluta me pergunto onde você esta?
Com quem?

Os olhos marejados são de dor de ausência ainda que acompanhada, talvez da pior das dores…
Dor que eu jamais havia provado, porque eu jamais ousaria… Jamais ousaria tentar buscar refúgio…

Descobri que o desespero de querer te esquecer me leva ao abismo, uma queda livre, ‘agoniante’ de sensações absurdamente apavorantes, que eu não quero… Mas, as quais eu passo calada, catatônica, porque eu prometi ser forte…
Destruindo a mim, o meu emocional, o melhor de mim, o meu sorriso, a minha alegria perdida, dilacerada pelo vazio, buscando desesperada uma saída de emergência que me salve, me resgate e me liberte…

Após o dia maçante de atividades ao qual me imponho, a imagem no espelho é desconhecida, o ritual antes de felicidade é robótico, não carrega alegria, as conversas de amizade são convencionais e educadas, porém breves…
É naquela mesma cama onde eu dormia sorrindo, por vezes sentindo uma brisa suave me tocar, que hoje espero a exaustão me dominar, secando cada lágrima tentando me convencer que vai passar…

Minha pouca fé abalada ainda suplica por um milagre…
Segue dia…
Segue noite…
Passam devagar  as horas…
Até uma hora… Passar.
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Camisinha Feminina



Oie amoras (es),

Vamos falar de saúde?
Vamos falar de sexo?
Vamos falar de preservativo? Sim, porque para uma mulher inteligente é a mesma coisa não é?

Preservativo feminino, não se distribui porque não se usa, ou não se usa porque não se distribui?

Ok, vamos discutir esse assunto?
Eu sei que não é tão fácil falar disso, muita gente fala que ela é feia, que é esteticamente “brochante”. Mas minha amiga, cá entre nós, onde entra a nossa parte da responsabilidade?
Eu fui atualizar minhas vacinas no posto de saúde e dei de cara com uma caixa cheia de camisinhas masculinas, enquanto esperava, já fiquei pensando, por que só masculinas?
Então pensei em várias situações que eu mesma vivi e que só vi a masculina.
Carnaval o povo joga camisinha na gente, masculina.
Nos rodeios, de vez em quando passa alguém distribuindo, masculina.
Em shows públicos, mais camisinhas masculinas...
Obviamente fui discutir com quem poderia me dar uma resposta coerente e com base em realidade, minha ginecologista, santa Dr. Rose, que me explicou que além do preço, houve um esforço do Governo em 2012 em investir nessa camisinha, mas, não foi bem aceita, pois não houve investimento em divulgação e a pobrezinha acabou sendo deixada de lado. Ela mesmo disse: “Quantas vezes você viu na televisão propagandas delas? Até no carnaval tem propaganda, mas da masculina!”

1 minuto para você pensar...

Foi o que eu fiz...

Diga-me que não fui a única a não pensar nisso!
Tudo bem que estou meio desatualizada no paranauê, mas tipo, não tinha pensado, juro! Mas, então fui pesquisar o preço é mesmo desleal, o pacotinho com 06 camisinhas masculinas da marca olla, custa R$ 6,99 e o pacotinho com 01 unidade (apenas uma) feminina da marca della, custa R$ 8,49 hoje (25/10/2016), na drogaria São Paulo!

Existem outras coisas que dificultam o uso ainda que sejam fornecidos pelo governo como, preconceito das mulheres com o formato da camisinha, a sociedade machista (o homem não quer que a mulher use) e falta de conhecimento do próprio corpo ( a mulher tem medo de usar). Gente a forma de usar é a mesma de um absorvente interno.

No entanto temos que lembrar os benefícios dessa "feinha" eficiente!

1. Dupla proteção

Além da gravidez  indesejada, o preservativo das mulheres é mais eficaz do que as camisinhas masculinas na prevenção contra doenças sexualmente transmissíveis, como a hepatite B, a Sífilis e o HIV. No caso do HPV e da herpes, ela oferece maior proteção, por abranger uma área maior de contato genital, como os grandes lábios.

2. Menor perda de sensibilidade

Acabou a desculpa do "chupar bala com papel". Ou quase. Segundo informações do “Manual de Orientação em Anticoncepção” da Febrasgo, o preservativo feminino é confortável tanto para o homem quanto para a mulher, fácil de remover e proporciona menor perda de sensibilidade que os preservativos masculinos.

3. Não precisa esfriar o clima

A gente sabe que é meio triste parar o agarra-agarra para procurar o preservativo. A camisinha feminina pode ser colocada até 8 horas antes da relação sexual sem nenhum prejuízo de eficácia. Sobre a "surpresa" do parceiro ao encontrar o preservativo cobrindo parte dos grandes lábios da vagina: bom, o preservativo masculino também não é nenhuma obra-prima estética.

4. O poder é seu

Quando a decisão de usar camisinha parte de você, dificilmente o parceiro vai "cancelar" a transa por causa disso. Agora, as chances de ter uma relação sexual com a proteção devida dobraram.


Aqui no Assim Como Sol, nós jamais teremos preconceito de falar ou defender qualquer tipo de assunto e mais, como mulheres nós exigimos sim que os homens sejam parceiros, respeitosos, mas nós também temos que fazer a nossa parte e assumir nossa parcela de responsabilidade.

Eu ainda não usei, mas fiquei curiosa (não criem expectativa porque a criatura aqui é devagar) hahahaha, mas quando usar hahahahaha #aloka, eu conto para vocês se é legal! Enquanto isso vocês podem comentar aqui e dizer o que acham e se usariam ou não.

Aproveitem e digam o que gostariam que nós abordássemos aqui. Qual assunto de saúde mais lhe interessam.

Bjokas e sexo seguro sempre!
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Com o tempo...



Eu aprendi com o tempo, que as pessoas nem sempre são boas, e que isso nos ensina a crescer, ser firmes e que pessoas más são ótimas para se observar, são exemplos pra se ver, olhar bem e aprender como não queremos e não vamos ser jamais!!!

Eu aprendi que não importa o quanto você plante o bem, sempre vai ter alguém que vai querer destruir a sua plantação, colocar erva daninhas nela, e sem nenhum motivo, razão ou explicação!

Eu aprendi, que as vezes aquela pessoa que você seria capaz de jurar, que jamais te estenderia a mão, vai ser a primeira a te segurar pra você não cair e ainda ajudará você a limpar seu vestido de renda e por vezes isso vai fazer você chorar!

Eu aprendi, que aquela pessoa que você ama, que você quer na sua vida pra sempre, que dizia que te amava, pode de uma hora pra outra, simplesmente partir, nunca mais aparecer, não se importar com você… E isso vai doer, machucar… E quando a dor anestesiar você vai descobrir que o amor foi unilateral e você sentirá tanta raiva de si, por perceber que você ainda é capaz de amar por dois… E aprendi que isso vai acontecer algumas vezes, mas aprendi que só é amor de verdade quando acontecer inúmeras vezes com a mesma pessoa…

Eu aprendi que toda dor é “sobrevivível”, que não importa o estado que você chegue do outro lado da perca, da ausência, da traição, da humilhação, as cicatrizes serão marcas para que você não cometa os mesmos erros, e que mesmo esfolado pela vida, você vai prosseguir, chorando, caindo, levantando, tropeçando aqui e ali, se esfolando ainda mais e as vezes nem ligando, você vai continuar…

Eu aprendi, que as vezes um sorriso não alivia a angustia, não tira a agonia…

Aprendi que com o passar do tempo ficamos mais exigentes e não nos basta mais o que os olhos os dizem, é preciso mais que imagem, mais que palavras bonitas, é preciso mais que romance, é preciso sair da teoria e se aplicar na realidade, porque infelizmente eu aprendi que com o tempo perdemos a fé na palavra, porque o melhor exemplo é a pratica, e o melhor consolo é a ação…

Eu aprendi que viver de poesia é para os fracos… Aprendi que o grande lance é fazer a poesia da vida todo dia, com sorrisos francos, amor de viver, olhar de sentir, provar pra enxergar e beijar o intocável e ainda assim ter todas as sensações, todos os dias, muitas vezes ao dia, em overdoses alucinantes…

Eu aprendi, que amanhã é tarde, daqui a pouco não serve!

Agora? Hummmm… Já foi!!!!
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Essa tal inspiração...



Oie Amoras (es)

Até esse final de semana estávamos trabalhando na atualização do Blog, passamos um período de textos diários, mas, como todo mundo que trabalha com a inspiração isso se torna difícil. Existem pessoas que trabalham com textos por encomenda, mas eu não consigo, tem que nascer em mim, florescer em palavras e gente eu estou a mil gente com esse Enem, voltar a estudar depois dos 40, por Deus é muito tenso!

Então vamos organizar nosso cronograma?

Deia Neves

Terça - Texto
Quarta - Texto Saúde
Sexta - Texto

Gisele Pinheiro - Resenhas Internacionais "And" Nacionais - Nesse caso, ela posta de acordo com a dinâmica pessoal de leitura dela, mas eventualmente a nossa "darling" pode nos surpreender co um suco ou uma receitinha maraaaa!!!

E olha só gente!!!! Yhuuuu, Yhuuuu!!!

Está chegando na nossa turma Milena Palha, escritora incrível, com um apelo emocional e uma sensibilidade a flor da pele! a Milena vem pra ser nosso colunista aos domingos. O que nos garante leveza e suspiros aos domingos! Estou radiante gente!!!É um ganho de qualidade literária imensurável para o nosso Blog, bem vinda Mi!

Bom é isso, mas vocês sabem, assim que postamos, fazemos aquela "publi" em todas as redes, obrigada pelo carinho, pelos acessos surpreendentes e continuem  que a gente ama, bjokas!


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Se for o preço...



Se esse é o preço por ser eu mesma, por não ceder a pressões e por não falar o que os outros acham que eu devia, eu pago!

Se o preço é perder pessoas que amo, para não magoar você, eu pago!

Se o preço é aguentar as humilhações de pessoas que recebem facilitações, ou favores, com sorrisinhos que escondem sujeiras, eu pago!

Se o preço é atrito, conflito, baixaria e perseguição, ok!

Se o preço são sorrisos irônicos e olhares perdidos e sem alegria que doem muito mais em mim, ‘to’ aqui!

Fácil não é, nem nunca foi! Porque não sou omissa, não sou amiga de ver o outro perdido nos descaminhos ou em caminhos que não levam a nada e ficar de braços cruzados, mas, se é esse o preço, vamos lá!

Não importa o que cada sorriso quer dizer, importa mesmo é o que o olhar revela.
Não faz diferença agora.
O importante é que a principal promessa...

De perto, ou longe...
A distancia de um olhar, ou ao alcance de minhas orações,
eu estarei lá...

Você vai procurar, não vai me ver, mas eu estarei lá, creia,
minhas promessa será cumprida por amor, até o fim!
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Estações

´

Já faz tempo incalculável para o meu coração que você saiu... Entendi que novos ares fazem bem a alma, mas, já passaram alguns invernos e eu imaginei que como bom selvagem indomável você tinha ido à busca de um bom abrigo quente. Atribui isso a uma boa fogueira, vela, essas coisas que lhe atraem e, isso houvessem aprisionado seu coração.

Passou a primavera e eu esperei o retorno “pra casinha”, mas não aconteceu... Com a chegada do verão, para não ser fraca eu disse a mim mesma que havia se abrigado a sombra de uma árvore, daquelas de folhas novas, verdes e brilhantes, bem viçosas com sombra e vento fresco... Mas ainda carregava a esperança que era mais uma estação, que a qualquer momento a porteira iria abrir e você iria chegar, com olhar de orvalho, sorriso de hortelã e abraço quente...

Foi um duro verão escaldante de decepções.

E... Esperei pelo outono... Cabeça de tinta fresca... Pensava que como as folhas caídas diante da porta, eu encontraria seu cheiro de café em um amanhecer... E se passaram mais outras estações e nem a janela eu conseguia abrir, olhar o horizonte e não escutar sua voz num acorde em dó.

É essa uma mensagem de fumaça soube do distanciamento, das palavras duras, do descredito, das revoltas. Esse nublado ‘afumaçado’ de enganos, erros e dores te fizeram perder o rastro do caminho de volta.

É preciso que saiba que uma nova primavera se aproxima e os botões já se formaram para florescer... Tem flores de todas as cores se preparando para as boas vindas. Tem arco íris. Super lua, tem lagartas que já estão quase prontas para voar... Tudo pronto para te ver chegar...

Da cepa brotou a rama e abraçou aquele banco, onde você sentava e observava o mundo, para descrevê-lo em trilha sonora inigualável...

Está tudo pronto, violetas e jasmins decoram a beirada do rio, que você chamou de inspiração. Gérberas e lírios fizeram fila, conduzindo da porteira a porta do amor que nada cobra e as orquídeas se enlaçaram no batente, para sorrir ao sentir sua respiração.

Dissipa essa fumaça, abre o sorriso, olha o risco no horizonte com sentimento e vai ver as nuvens rosadas do fim da tarde as andorinhas que estão guiando as abelhas que estão voltando para polinizar, segue esse caminho com ânimo e coragem... Segue com fé que os braços estarão abertos para o reencontro de você consigo.


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Royally Screwed (Royally #1) - Emma Chase

Eu adoro Emma Chase, ela me conquistou há muito tempo atrás com o sarcástico Drew Evans em Tangled (Enroscado aqui no Br) e de lá pra cá meu amor só vai aumentando. A última série dela Legal Briefs - que eu acho que ainda não foi lançada aqui - foi maravilhosa, Sustained foi um dos melhores livros que li ano passado, então quando ela anunciou que estaria lançando uma nova série tendo a realeza como protagonista você deve pensar que eu fiquei super feliz. Mas é aí que você se engana, meu querido leitor, eu não fiquei não. 

Devo admitir que não gosto muito de livros com príncipes e princesas (eu sei, sou super chata), então antes de comprar o livro, esperei sair as resenhas para ter certeza se iria gostar ou não. As resenhas foram ótimas, então decidi ler, e gostei demais! Teve algumas coisinhas que me irritaram, mas num geral, Royally Screwed é um excelente começo para essa nova série.

Nicholas Arthur Frederick Edward Pembrook, príncipe de Wessco é o nosso mocinho. Sim, ele é lindo, charmoso e como todo aristocrata, um pouco arrogante, mas isso não me incomodou muito não, porque ele é bem honesto - não com a mídia, afinal, eles veem o príncipe como um objeto, uma fantasia - mas com as pessoas mais próximas, posso dizer que ele até que é bem "pé no chão", se é que podemos falar isso de um príncipe super rico. Eu adorei que a autora fez que a vida do Nicholas parecesse bem realista, mostrando todo o glamour, mas também toda a parte chata de ser rico e famoso. Nicholas não tem muita privacidade, não pode ir a lugar algum se não for cercado de seguranças. Ele tem poucos amigos, pois não pode confiar em qualquer pessoa e também não é muito livre para decidir seu futuro, pois tem que pensar e agir como o herdeiro do trono. Nicholas tem um irmão mais novo, Henry, e seus pais morreram quando ele era criança, então sua familia é o seu irmão e a sua avó, Sua Majestade Rainha Lenora. Enquanto vivos, os pais dos meninos os tratavam da forma mais normal que pudiam, mas quando eles faleceram a avó os criou e por mais os ame incondicionalmente, ela ainda é a rainha e pode ser bem fria e distante. E agora ela deu um ultimato, Nicholas tem 5 meses para escolher uma esposa para si, afinal, ela já esperou 27 anos pra ele escolher sozinho, e como o país está vivendo uma fase conturbada, nada melhor que um casamento real para acalmar o ânimos. E ela também aproveitou para mandar buscar o irmão em New York - Harry está em fase festeira e desregrada da vida - e como sempre, lá vai Nicholas cumprir o seu papel de príncipe e irmão, não muito feliz, mas ainda sim, ele vai.

Em NYC, depois de beber bastante para afogar as mágoas, Nicholas e o amigo Simon (adorei ele e sua esposa Franny), entram em uma cafeteria e lá encontram Olivia Hammond. Olivia é a dona da cafeteria - que também oferece tortas maravilhosas feitas por ela mesma com receitas deixadas por sua mãe - e ela não faz ideia que Nicholas e seu amigo são da realeza e os trata normalmente. Nosso príncipe fica encantando, claro, e quando ele - super bêbado - faz uma proposta indecente para nossa mocinha e ela o rejeita dando uma bela tortada em sua cara real, ele fica caidinho! HAHA.

A vida de de Olivia não poderia ser mais diferente. Desde a morte da mãe, ela assumiu as rédeas da família, pois seu pai se entregou a bebida e ela tem uma irmã mais nova pra cuidar e uma cafeteria pra tocar, pois as contas precisam ser pagas, não é mesmo?! Mas as coisas estão bem difíceis e as dívidas só aumentam e ela está a ponto de perder a sua casa. Se envolver com um príncipe é o que ela menos precisa no momento. Adorei que mesmo tendo esse monte de problemas, Olivia é uma pessoa feliz e com atitude positiva. Ela também é super segura de si e sabe correr atrás dos seus objetivos, mesmo que o caminho seja difícil.

No dia seguinte ao desastroso primeiro encontro, Nicholas volta a cafeteria para se desculpar e daí o relacionamento deles começa. Eles só tem 5 meses para ficar juntos e pretendem aproveitar o máximo. O romance deles é cheio de momentos doces, sexys e engraçados. Todos os personagens secundários são ótimos e ajudam a trama ficar mais completa. Olivia sente na pele como a vida de Nicholas é complicada e cheia de problemas e desconfianças e são essas dúvidas que no final poderão separá-los. O caminho para o final feliz não é fácil, Olivia é uma plebleia e segundo as leis de Wessco, o futuro rei só pode casar com uma nobre ou nativa do país. E a avó de Nicholas apesar de ver como eles se amam, não pode fazer muita coisa e é contra a união. Mas não se preocupe, temos sim um final feliz!!

A única coisa que eu não gostei e que me impede de dar 5 estrelas, é justamente a Rainha Lenora. Depois que tudo se resolve, eu senti falta de uma conversa entre Nicholas e ela, fica subtendido que ela aceitou, mas o que ele fez pra poder ficar com Olivia foi bem radical e ela NÃO ficou feliz, queria ela conversando com o neto, não como rainha, mas como avó. Sim, há vários momentos de ternura entre eles, mas faltou um pouco mais disso no final. Mas enfim, isso é uma coisa pequena, que talvez você não vá nem sentir falta. O livro é super legal e agora eu estou doida para ver o que Henry vai aprontar!

Nota: 4 (sólidas) estrelas

Royally Screwed por Emma Chase
Série: Royally #1
Romance Contemporâneo
Lançamento: 18 de outubro de 2016
Skoob | Goodreads
Amazon | Kobo







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Ela



Ela era sorridente, sim era...
Cheia de sonhos, sim, sonhava...
Nos olhos esperança, muita fé.

Ela era menina,
Era doce,
Meiga e sensível...

Ela amava, amou...
Ela acreditava... Vezes dois.
Ela tinha covinhas, verdadeiras de doçura...

Mantinha os braços abertos, mas, cansou...
Segurou o choro, mas desmoronou...
Tentou ser forte, se entregou...

Ela...
Encara o mundo... Realista.

Braços cruzados...
Semblante sem dor, sem emoção, sem calor...
Sem preocupação, animação... Desapegou.

Aprendendo todo dia...
Menos dor, carrega aquele que não se mostrou...
Não "sinestesiou"...
E, sem vergonha desconfiou e a janela fechou.
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Vida a Dois



Eu nunca quis te prender. Nunca quis você em casa vinte e quatro horas por dia, a salvo das intempéries do mundo e longe de todas as outras pessoas. Eu nunca te quis submissa ou passiva, muito menos te quis dependente de mim. Nunca foi a minha vontade te afastar dos seus estudos, do seu trabalho, dos seus amigos. Eu nunca quis ser uma sombra assustadora sobre a sua liberdade e sobre a sua independência. Apesar de eu querer você na minha vida, eu não quero você só na minha vida. Nunca passou pela minha cabeça competir com as coisas que você gosta, eu só queria ser mais uma delas. Você ia continuar conhecendo pessoas, fazendo suas coisas, suas atividades, porque eu nunca quis você para mim, eu só queria você comigo.

Enquanto eu dizia que queria compartilhar a minha vida com você, você ouvia que eu queria a sua vida para mim. Eu queria alguém para dividir as coisas ruins e somar as coisas boas, e você achava que eu queria te poupar de tudo, tentar tomar conta da sua vida e resolver todos os problemas do mundo. A minha vontade é essa mesmo, e se eu pudesse, eu te pouparia de todos os perigos e sofrimentos do mundo. Mas eu não posso e não faria isso. Se eu fizesse, você deixaria de ser você. Mas é porque temos opiniões diferentes sobre o que é liberdade.

Para você, liberdade é poder fazer o que quiser, sem ter que dar satisfação ou se preocupar com ninguém. Para mim, não. Para mim, liberdade é saber que, mesmo tendo que dar satisfação ou me preocupar, eu posso fazer o que eu quiser. Assim como a coragem não é a ausência de medo, e sim o controle do medo, a liberdade não é não se prender a ninguém e poder fazer o que quiser. Liberdade é ter a coragem e a maturidade de, sim, abrir mão de fazer alguma coisa para ficar em casa vendo um filme, se você quiser. Liberdade não é a obrigação de fazer qualquer coisa, e sim saber que você poderia fazer qualquer coisa, se quisesse.

Eu queria pegar o carro e fugir pra qualquer lugar com você por dois dias, mas você só achava que eu queria te roubar do seu mundo. Eu queria que você passasse trinta horas na minha casa, e você só se preocupava que havia faltado a algum compromisso e que isso te fazia mal. Eu me propus a encontrar um meio termo?—?mesmo eu não sendo uma pessoa de meios termos, eu estava disposto a fazer isso. Mas você preferiu não correr o risco. Eu prefiro ter alguém para me ajudar a suportar as coisas ruins, você prefere ficar sozinha e não correr o risco de ver seu perfeito e alinhado trem do planejamento sair dos trilhos por alguns segundos. Mesmo sabendo que as vezes em que eu tirei seu trem dos trilhos foram os nossos melhores momentos juntos. Eu prefiro aumentar os trilhos, você prefere me jogar pra fora do trem.

Eu te propus tratarmos a nossa dor no joelho com analgésicos, e sermos felizes nos momentos sem dor e tentarmos superar juntos os momentos de dor. Você preferiu amputar a perna, se livrando de vez da dor, mas abrindo mão também do lado bom. Eu tentava ver o lado bom das nossas brigas?—?estávamos nos ajustando. Você sempre via o lado ruim da coisas boas, como quando você me dizia que sentiu saudades, que seus sentimentos com relação a mim eram ambíguos ou quando eu percebia nitidamente uma centelha de paixão por mim nos seus olhos. E a centelha estava lá. Mas você fechava a janela pro vento não aumentar as chamas. Nós poderíamos ter sido tudo o que eu dizia que nós seríamos, porque você nunca entendeu o que eu queria e, assim sendo, recusou a minha proposta de o que você pensava que eu queria. Você teve medo de me oferecer algo que eu nunca quis, você se negou a ser o que eu nunca quis que você fosse. Será que um dia você vai entender o que eu queria e me deixar não ser a sua vida, mas somente estar na sua vida."

(Léo Luz)

Achei esse texto incrível e quis compartilhar, bjos...
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Entrelinhas as claras!



É até engraçado quando tiramos a trava dos olhos...

Na verdade seria cômico se não fosse trágico.

As vezes vem a dúvida se queremos ou não pensar...

Caí na realidade e dar de cara com a verdade escancarada.

E a ficha caindo...

"Pout Pourri" de sentimentos...

Vetos de abraços e contatos...

É mais fácil viver "brincando" nas nuvens, ou nas neves "chilenas"...

Mas manter o outro vedado, mantido na "Ilha Socialista".

Nos cavalos dados que não se olham os dentes... É mais fácil não ver!

É mais fácil "gozar"... que ser responsável.

As grades que prendem a realidade com fortes tiras de couro, são as mesmas que se abrem proporcionando "Floripas" com som e luzes...

"Podia fazer tanto..." E, não fez nada, melhor... Fez. Mal ou Mau (diga você CE ou CH)?.

Sempre por perto e ausente... contendo o impulso de apresentar-se...

Mantendo-se a observar a miúde, guerra e paz, estratégia e jogos unilaterais...

Presente, sentindo, ouvindo...

Cheiro, pele, emoção e ainda assim escondendo-se, prisioneiro de suas loucuras covardes.

Já não existem lágrimas, nem dor, talvez medo, certas atitudes soam como "maníaco depressivo".

E então a verdade tem nome, tem endereço, tem destino, tem família...

A verdade diz "eu te amo" em sua realidade, tão tão distante. E, já tem seus doces "carolineados", sem cachos, porém um anjo.

Xeque-Mate!

Game Over!

E a sinestesia, a doçura, o encanto...

O onírico desmorona, o perfeito "tiraneia-se"....

TUDO transforma-se, "na forma invertida"... e não se torna ira, mas, sim... desprezo. Quem sabe esperança, que a cura traga a lucidez.
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A triste geração que virou escrava da própria carreira





E a juventude vai escoando entre os dedos.
Era uma vez uma geração que se achava muito livre.
Tinha pena dos avós, que casaram cedo e nunca viajaram para a Europa.
Tinha pena dos pais, que tiveram que camelar em empreguinhos ingratos e suar muitas camisas para pagar o aluguel, a escola e as viagens em família para pousadas no interior.
Tinha pena de todos os que não falavam inglês fluentemente.
Era uma vez uma geração que crescia quase bilíngue. Depois vinham noções de francês, italiano, espanhol, alemão, mandarim.
Frequentou as melhores escolas.
Entrou nas melhores faculdades.
Passou no processo seletivo dos melhores estágios.
Foram efetivados. Ficaram orgulhosos, com razão.
E veio pós, especialização, mestrado, MBA. Os diplomas foram subindo pelas paredes.
Era uma vez uma geração que aos 20 ganhava o que não precisava. Aos 25 ganhava o que os pais ganharam aos 45. Aos 30 ganhava o que os pais ganharam na vida toda. Aos 35 ganhava o que os pais nunca sonharam ganhar.
Ninguém podia os deter. A experiência crescia diariamente, a carreira era meteórica, a conta bancária estava cada dia mais bonita.
O problema era que o auge estava cada vez mais longe. A meta estava cada vez mais distante. Algo como o burro que persegue a cenoura ou o cão que corre atrás do próprio rabo.
O problema era uma nebulosa na qual já não se podia distinguir o que era meta, o que era sonho, o que era gana, o que era ambição, o que era ganância, o que necessário e o que era vício.


O dinheiro que estava na conta dava para muitas viagens. Dava para visitar aquele amigo querido que estava em Barcelona. Dava para realizar o sonho de conhecer a Tailândia. Dava para voar bem alto.
Mas, sabe como é, né? Prioridades. Acabavam sempre ficando ao invés de sempre ir.
Essa geração tentava se convencer de que podia comprar saúde em caixinhas. Chegava a acreditar que uma hora de corrida podia mesmo compensar todo o dano que fazia diariamente ao próprio corpo.
Aos 20: ibuprofeno. Aos 25: omeprazol. Aos 30: rivotril. Aos 35: stent.
Uma estranha geração que tomava café para ficar acordada e comprimidos para dormir.
Oscilavam entre o sim e o não. Você dá conta? Sim. Cumpre o prazo? Sim. Chega mais cedo? Sim. Sai mais tarde? Sim. Quer se destacar na equipe? Sim.
Mas para a vida, costumava ser não:
Aos 20 eles não conseguiram estudar para as provas da faculdade porque o estágio demandava muito.
Aos 25 eles não foram morar fora porque havia uma perspectiva muito boa de promoção na empresa.
Aos 30 eles não foram no aniversário de um velho amigo porque ficaram até as 2 da manhã no escritório.
Aos 35 eles não viram o filho andar pela primeira vez. Quando chegavam, ele já tinha dormido, quando saíam ele não tinha acordado.
Às vezes, choravam no carro e, descuidadamente começavam a se perguntar se a vida dos pais e dos avós tinha sido mesmo tão ruim como parecia.
Por um instante, chegavam a pensar que talvez uma casinha pequena, um carro popular dividido entre o casal e férias em um hotel fazenda pudessem fazer algum sentido.
Mas não dava mais tempo. Já eram escravos do câmbio automático, do vinho francês, dos resorts, das imagens, das expectativas da empresa, dos olhares curiosos dos “amigos”.
Era uma vez uma geração que se achava muito livre. Afinal tinha conhecimento, tinha poder, tinha os melhores cargos, tinha dinheiro.
Só não tinha controle do próprio tempo.
Só não via que os dias estavam passando.
Só não percebia que a juventude estava escoando entre os dedos e que os bônus do final do ano não comprariam os anos de volta.



RUTH MANUS
Essa postagem obedece o registro (postagem) via Estadão



29 Abril 2015 | 11:11
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Ansiedade...



Oi gente!

Essa semana vamos falar de Ansiedade, você é ansioso? Eu sou. E como é difícil!

Nos dias de hoje é um mal comum. São tantas coisas a fazer ao mesmo tempo, tantas tarefas diárias, #tudojuntoemisturadoagora.

Se pararmos para olhar, nossas crianças estão tendo crise de ansiedade! "No meu tempo" (ja comecei kkk) nós nem sabíamos o que era isso!

Uma coisa todos os especialistas concordam, "aprender a lidar com ela é fundamental para garantir uma vida saudável. E para isso, é preciso entender os seus mecanismos."

A ansiedade é uma excitação do sistema nervoso central, que acelera o funcionamento do corpo e da mente. Quando estamos ansiosos, liberamos o neurotransmissor noradrenalina, que provoca toda essa excitação. É um processo que pode ser tanto hereditário como adquirido através das experiências que temos nos ambientes mais hostis." segundo a psicóloga Sâmia Aguiar Brandão Simurro

Ela é o gatilho para desencadear outros transtornos. Dentro do ponto de vista psicológico, podemos definir ansiedade como um estado mental praticamente subjetivo carregado de apreensão e recheado de incertezas”, diz o psicólogo Alexandre Bez, especialista em relacionamentos pela Universidade de Miami e em ansiedade e síndrome do pânico pela Universidade da Califórnia.

Por causa dos múltiplos papéis que desempenham e devido às variações hormonais, algumas mulheres sofrem mais com a ansiedade e o estresse. Porém, os homens não estão imunes a esse mal.

Além de tudo isso, a ansiedade pode causar o surgimento de enfermidades psicossomáticas, ou seja, doenças que afetam a saúde física e mental. Gastrite, úlceras, colites, taquicardia, hipertensão, cefaleia e alergias são alguns exemplos de doenças causadas pela ansiedade. Ela também é responsável pelo surgimento de doenças psiconeurológicas e psicooncológicas.

Por isso cabe a nós encontrar algo que nos tire desse fogo cruzado de vida profissional, familiar, social, administrar parte financeira, filhos e ter um tempo para nós, seja lendo, colorindo um livro, ouvindo uma musica. Você sorriu hoje? Eu aprendi a me perguntar isso todos os dias e acreditem, tem dia que no fim da noite estou na frente do computador, me culpando por não ter feito tudo que queria, testa franzida, dor nas costas... Vamos respirar fundo, tomar aquele banho e passar aqueles cremes que a gente merece? Se alimentar direito, os problemas nunca fogem, se estivermos melhores teremos mais jogo de cintura com eles...

Vou deixar um trecho do livro de "Ansiedade - Como Enfrentar o mal do século" (Augusto Cury)


"Vivemos numa sociedade urgente, rápida e ansiosa. Nunca as pessoas tiveram uma mente tão agitada e estressada. Paciência e tolerância a contrariedades estão se tornando artigos de luxo. Quando o computador demora para iniciar, não poucos se irritam. Quando as pessoas não se dedicam a atividades interessantes, elas facilmente se angustiam. Raros são os que contemplam as flores nas praças ou se sentam para dialogar nas suas varandas ou sacadas. Estamos na era da indústria do entretenimento e, paradoxalmente, na era do tédio. É muito triste descobrir que grande parte dos seres humanos de todas as nações não sabe ficar só, se interiorizar, refletir sobre as nuances da existência, se curtir, ter um autodiálogo. Essas pessoas conhecem muitos nas redes sociais, mas raramente conhecem alguém a fundo e, o que é pior, raramente conhecem a si mesmas. "


In time: 

Semana passada não entrou o nosso post de saúde, peço desculpas e admito que eu só vi depois, porque gente eu estava surtada com a minha mamografia, por isso eu trouxe esse assunto essa semana, eu não sei vocês, mas eu tenho a infeliz curiosidade de abrir os exames antes do médico e aí a médica aqui, interpreta como entende e "morre de véspera"!

Havia uma anotação no rodapé que dizia:



Mas isso tem em todos exames, da maioria dos laboratórios, minha médica me mostrou na sexta-feira (14/10), mas até aí eu passei 20 dias arrancando os cabelos, gente eu tive de tudo até ela me explicar que isso significa, que no caso da pessoa sentir algo (no auto-exame), ou o médico (quando apalpa), não deve simplesmente ignorar, deve ser feito novos exames e acompanhar.

Sim, sou ansiosa. Já houve épocas piores e melhores. Hoje eu faço terapia para controlar essa loucura toda, mas as vezes não consigo. Não sei se é essa enxorada de informação que vem junto com as campanhas, que claro são super úteis, mas o Outubro Rosa, vem e joga na nossa cara a realidade e a gente fica mesmo mais mexido e eu sempre fui muito ativa em todas as campanhas, ou se o fato de me expor aos exames e a dor que sinto (por causa da fibromialgia), me deixam mais fragilizada. Enfim, foram dias difíceis... Mas passou, por aqui tudo bem e semana que vem tem mais! Bjos

Pesquisa: Época/ Uol/ansiedade.com
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Viver não dói. O que dói é a vida que não se vive



"Definitivo, como tudo o que é simples. Nossa dor não advém das coisas vividas, mas das coisas que foram sonhadas e não se cumpriram.

Por que sofremos tanto por amor? O certo seria a gente não sofrer, apenas agradecer por termos conhecido uma pessoa tão bacana, que gerou em nós um sentimento intenso e que nos fez companhia por um tempo razoável, um tempo feliz. Sofremos por quê?

Porque automaticamente esquecemos o que foi desfrutado e passamos a sofrer pelas nossas projeções irrealizadas, por todas as cidades que gostaríamos de ter conhecido ao lado do nosso amor e não conhecemos, por todos os filhos que gostaríamos de ter tido junto e não tivemos, por todos os shows e livros e silêncios que gostaríamos de ter compartilhado, e não compartilhamos. Por todos os beijos cancelados, pela eternidade interrompida.

Sofremos não porque nosso trabalho é desgastante e paga pouco, mas por todas as horas livres que deixamos de ter para ir ao cinema, para conversar com um amigo, para nadar, para namorar. Sofremos não porque nossa mãe é impaciente conosco, mas por todos os momentos em que poderíamos estar confidenciando a ela nossas mais profundas angústias se ela estivesse interessada em nos compreender. Sofremos não porque nosso time perdeu, mas pela euforia sufocada. Sofremos não porque envelhecemos, mas porque o futuro está sendo confiscado de nós, impedindo assim que mil aventuras nos aconteçam, todas aquelas com as quais sonhamos e nunca chegamos a experimentar.

Como aliviar a dor do que não foi vivido? A resposta é simples como um verso: se iludindo menos e vivendo mais."

(Emilio Moura)

Esse Poeta, teria completado 101 anos neste mês de agosto, caso vivo fosse. Era amigo de outro grande poeta, Drummond.
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Minutos Vazios



É em meio a correria do dia a dia que eu me pego sorrindo sozinha em algum minuto vazio lembrando do seu sorriso, do seu jeito sutil de chegar até mim... Do pedido inexplicável de paz...

São os minutos vazios os melhores alimentos para a minha alma e a maior perdição da minha sanidade, sempre seguidos das lágrimas fujonas que traduzem a saudade das quais eu jamais reclamarei, pois é um forma de reviver cada momento que eu nem merecia...

Tanto e tudo calmamente calculado, proximidade, zelo, segurança e a palavra honrada.

A dor que trago são porque eu queria os minutos preenchidos, por aquele calor, som, doçuras que já não são mais meus... Contudo eu sei que ninguém tem os minutos vazios tão cheios de amor quantos os meus e enquanto eu viver vou preenchê-los com as sinestesias mais lindas ja imaginadas.

" I miss my boy , I will feel forever and as I breathe I feel the wind touch my face and I imagine his kiss . That all sounds very nice, but I still cry his absence every night before bed. All I wanted was you back."


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Quando nada dava certo...



Quando nada dava certo, eu tinha uma lembrança especial,

que me fazia fechar os olhos, respirar fundo, sorrir suave e prosseguir...

Quando nada dava certo, eu podia olhar sua foto e passando a mão sobre ela,

como um carinho e me acalmar...



Quando nada dava certo, eu podia simplesmente fechar os olhos

e num acorde me teletransportar para a bolha da paz...

Quando nada dava certo,

eu segurava firme a sua mão...



Quando nada dava certo, eu corria para a janela e todo aquele verde

recebia minhas lágrimas com palavras adoráveis...

Quando nada dava certo e, as dores físicas tomavam conta de mim, eu recebia um sorriso...

O melhor analgésico já experimentado no mundo...



Quando nada dava certo, embaixo de chuva, calor, frio da madrugada...

Eu tinha um abraço fofo e quentinho... Aquecia-me a alma...

E agora?



Quando tudo dá certo, falta-me motivação para continuar...

A voz, a foto, o acorde, a mão, o abraço, o sorriso, a luz, energia, força...



Quando tudo dá certo, falta-me tudo...

Falta-me... Você!
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Braços abertos



De tempos em tempos eu me pego pensando em quantas coisas legais eu gostaria de fazer, viagens, mochilão, aqueles cursos que nunca rolaram... 

Aquele procedimento, morar um tempo fora, intercâmbio, a faculdade dos sonhos... Mas, a gente joga todas as frustrações na conta “das coisas que nos impediram de fazer” o que a gente sonhava e aí cabe tudo e todos! Cabe até culpa, culpa quando lembramos alguma chance que tivemos e deixamos passar, alguma porta que abriu e a gente não entrou e não entramos por que? Porque é mais fácil, menos temeroso e mais confortável ficar onde não corremos risco.

Passamos anos, ou a vida toda no cantinho confortável. A gente se esconde do nosso medo achando que estamos seguros na família, no trabalho, no casamento, numa comunidade, numa cidade, quando na verdade nada disso nos protege dos nossos próprios julgamentos e, esses são os piores! 

Eu admiro demais quem se joga... Quem consegue se aventurar... Quem se permite provar as coisas da vida, eu assisto com brilho nos olhos e inveja, admito. Fico pensando em quanto o mundo é grande e quanta coisa a gente perde presos ao medo, protelando. Penso tanto que as vezes até entendo a minha cabeça doer... As vezes chego a pensar na frustração de Deus olhando lá de cima e pensando: "fiz tudo isso e essa criatura não usa nada!"

Uma coisa é fato, quando a coisa começa a incomodar a gente precisa levantar e dar o primeiro passo, quem sabe a gente em algum momento comece a dar uma corridinha e visualizar novos coloridos... 

Quem sabe um dia a gente consiga mudar o trajeto? São pequenas coisas? Sim. São. Mas precisamos começar de alguma forma. Não podemos esquecer que nossas atitudes são sedentárias. Pequenas corridas, uma mudança aqui outra acolá... 

Talvez caia, ninguém disse que não vai doer, tornozelo, coluna, joelhos, mas, e o vento no rosto? Não vale a pena? E ver as folhas caindo? E o cheiro das flores?

De passinho e tropeção, paradinhas e apoia para respirar, quem sabe uma hora a gente começa a correr de braços abertos e quando se der conta a gente já fez aquele curso... Está tocando violão numa praia ou morando em outro estado? O que não impede que a gente de uma corridinha de volta para abraçar quem se ama. E o que importa se a gente estiver velhinho se estivermos sorrindo?
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Codependência



Depois de tudo, de todas as palavras doces...

A ira falou mais alto.

A não aceitação do amor que advém do outro é tão grande, que se ofende em palavras... Em gestos e na falta deles.

Receber amor causa dor? Sim causa... De experiência própria eu afirmo.

É tamanho o desconforto que para fugir do cuidado e do amor (inadequado), oferecido gratuitamente, se usa a dor de forma agressiva. Se faz desafeto o afeto inegável.

E, depois questiona-se, fere-se, sofre, mutila-se e afasta pessoas que só fazem o bem. E, aponta-se o dedo para os defeitos que sequer se tem certeza da veracidade.

Dislexia Emocional ou Codependência!!! Podemos chamar de “morte da alma”.

Só que podemos dizer que existe o milagre da ressurreição nesse caso.

Em alguns casos não.

Não se faz milagre, quando o orgulho mata a facadas ‘violentas’ a capacidade de voltar atrás!

Houve um tempo, em que tanto era dito em entrelinhas, mas, foi substituído por falta de sentido.

Há quem ainda confunda, pois jamais viveu a entrelinhas, mas, quem as conheceu, reconhece hoje a confusão, o vazio interior... Não existe mais sentido, não existe mais entrega e nem amor, nem por si e menos ainda pelo outro.

Sorriso vazio, atitudes de desespero, desespero de "fingir" estar bem... Desespero de ferir o outro.

A morte da alma, ainda que a vestimenta seja florida (duvidável), que os lábios sorriam, os olhos permanecem vazios, entregue a dor dos fracassos pessoais.

A causa? A não aceitação dos fracassos humanos, aos quais todos estão sujeitos... A falta de coragem de enfrentar os percalços, os entreveros de uma vida comum como um ser humano responsável.

A co-var-di-a!

A agressividade e a “fingida” certeza da indiferença do outro em nossa vida.

O abandono, de pessoas, de parentes, até das palavras.

Onde está a intuição?

Onde foi morar a inspiração? De quem é vizinha agora?

Muitas vezes dar um passo atrás é para dar impulso para se caminhar uma vida pra frente!

Joga fora a culpa, a arrogância, a “inadequadez” (perdoem o neologismo)...

Joga fora o medo de não ser capaz de...

Joga fora a venda que lhe cobre os olhos e lhe tira o esplendor do colorido de viver...

Que lhe rouba a paz, a fé e os sorrisos alegres... Verdadeiramente alegres.

Preocupe-se com quem ainda lhe dedica amor... Pois, enquanto há vida, há esperança.

Tira a alma do coma, abraça-te a vida e segue...

Segue!

Segue pois dos teus passos depende muitas multidões de cada um.



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Poema Preso - Viviane Mosè



"A maioria das doenças que as pessoas têm são poemas presos...
Abscessos, tumores, nódulos, pedras…
São palavras calcificadas, poemas sem vazão.
Mesmo cravos pretos, espinhas, cabelo encravado, prisão de ventre…
Poderiam um dia ter sido poema, mas não…

Pessoas adoecem da razão, de gostar de palavra presa.
Palavra boa é palavra líquida, escorrendo em estado de lágrima.
Lágrima é dor derretida, dor endurecida é tumor.
Lágrima é raiva derretida, raiva endurecida é tumor.
Lágrima é alegria derretida, alegria endurecida é tumor.
Lágrima é pessoa derretida, pessoa endurecida é tumor.
Tempo endurecido é tumor, tempo derretido é poema.

E você pode arrancar os poemas endurecidos do seu corpo
Com buchas vegetais, óleos medicinais, com a ponta dos dedos, com as unhas.
Você pode arrancar poema com alicate de cutícula, com pente, com uma agulha.
Você pode arrancar poema com pomada de basilicão, com massagem, hidratação.
Mas não use bisturi quase nunca,

Em caso de poemas difíceis use a dança.
A dança é uma forma de amolecer os poemas endurecidos do corpo.
Uma forma de soltá-los das dobras, dos dedos dos pés, das unhas.
São os poemas-corte, os poemas-peito, os poemas-olhos,
Os poemas-sexo, os poemas-cílio…

Atualmente, ando gostando dos pensamentos-chão.
Pensamento-chão é grama e nasce do pé,
É poema de pé no chão,
É poema de gente normal, de gente simples,
Gente de Espírito Santo.
Eu venho de Espírito Santo.
Eu sou do Espírito Santo, eu trago a Vitória do Espírito Santo.
Santo é um espírito capaz de operar o milagres sobre si mesmo."

Não podia deixar de compartilhar pois é maravilhoso!
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Ninguém sai ileso...



Sabe...
Eu nunca entendi a solidão
Sempre achei que nós somos nossa melhor companhia
Sempre achei que tendo bom ânimo, qualquer coisa enfrentaria.
E, que a fé não permitiria que a desistência abatesse a alma.

Sabe...
Sempre segura de mim
Acordava vestia um sorriso e saia pronta pra batalha
Para os dias difíceis me camuflava
Passava o batom vermelho e caia na guerra

Sabe...
Nunca tive medo de demonstrar amor
De abraçar e olhar bem nos olhos
Para os dias de angustia, musica alta e alto astral.
Cantando e seguindo a paz envolvia a alma

Mas sabe?
Depois de conhecer as nuvens, a gente entende que ninguém e inatingível e que de uma queda tão alta ninguém sai ileso.
A segurança parte junto com a mão que você aprendeu a segurar...
A fé esta inclusive nas palavras que você ouve e/ou lê
E, quando o silencio impera somente o desespero domina.

Sabe?
Enfim entende-se que não pode sorrir pra sempre...
Que nenhuma maquiagem mascara a alma
E, se esquece como abraçar com doçura e alegria e abraça-se ao abandono...

A solidão?
É companhia, confidente, musica,espelho, definição, ritmo, ar e caminho.
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DESENCANTO Por Milena Palha



Maior orgulho do mundo de postar um texto seu Milena Palha, ainda mais esse que define minha alma e minhas dores. Quero ser um dia como você!


"Então acreditaste que meu encantamento por ti não era por ti, mas por tua poesia.

Tentavas em vão fazer-me crer que, encantando-me com tua poesia, devotava a ti meu encantamento, por seres tu, a parte “palpável” das emoções que teus doces dizeres faziam abrolhar. Jamais me convencias.

Coisa que nunca consideraste é que antes de “conhecer” a ti, eu conhecera tua poesia. Ela me soava linda. Contudo o encantamento só me veio depois que a ti eu “conheci”.

Então decidiste desencantar-me! Decidiste fazer-me perceber que desencantada de ti, encantava-me ainda com tua poesia. Assim, achaste, esclarecer-me-ia que meu encantamento por ti não era por ti, mas por tua poesia.

E foste o oposto de ti. Contrariaste teus próprios credos. Enturveceste tua luz. Arrefeceste tua inspiração. Fizeste o que o amor não faria...

E tanto tentaste que, por fim, conseguiste. Como no reverso de um flash, como na fotografia do desamor; escureceste a imensa ternura que havias cultivado em mim.

Desencantaste-me, te estranhei, me afastei, não mais te quis perto de mim. Era isso que tu, parece-me... querias.

E, desencantada de ti, olhei de novo tua poesia. Era urgente aferir se a razão te assistia ... viajei por tuas palavras, deslizei nas tuas linhas, olhei o pôr do sol alaranjado que desenhaste em teus versos, voei com as borboletas do teu jardim...

E a tua poesia me falava das mesmas coisas de outrora, sempre linda, mas, ao meu coração ela já mais nada dizia. E minh´alma ela já não mais estremecia. E desencantada de ti, não me encantou mais tua poesia.

E, agora que já é tarde, que laceraste o coração que te queria, responde-me então se sabes: era por ti meu encantamento ou era só por tua poesia?"

Milena Palha
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A incrível geração de mulheres que foi criada para ser tudo o que um homem NÃO quer RUTH MANUS



Oi Amoras (es)

Esse texto é da Ruth Manus, vim compartilhar porque é magnifico, espero que gostem, bjo!



"Às vezes me flagro imaginando um homem hipotético que descreva assim a mulher dos seus sonhos:“Ela tem que trabalhar e estudar muito, ter uma caixa de e-mails sempre lotada. Os pés devem ter calos e bolhas porque ela anda muito com sapatos de salto, pra lá e pra cá.

Ela deve ser independente e fazer o que ela bem entende com o próprio salário: comprar uma bolsa cara, doar para um projeto social, fazer uma viagem sozinha pelo leste europeu. Precisa dirigir bem e entender de imposto de renda.

Cozinhar? Não precisa! Tem um certo charme em errar até no arroz. Não precisa ser sarada, porque não dá tempo de fazer tudo o que ela faz e malhar.

Mas acima de tudo: ela tem que ser segura de si e não querer depender de mim, nem de ninguém.”

Pois é. Ainda não ouvi esse discurso de nenhum homem. Nem mesmo parte dele. Vai ver que é por isso que estou solteira aqui, na luta.

O fato é que eu venho pensando nisso. Na incrível dissonância entre a criação que nós, meninas e jovens mulheres, recebemos e a expectativa da maioria dos meninos, jovens homens, homens e velhos homens.

O que nossos pais esperam de nós? O que nós esperamos de nós? E o que eles esperam de nós?

Somos a geração que foi criada para ganhar o mundo. Incentivadas a estudar, trabalhar, viajar e, acima de tudo, construir a nossa independência. Os poucos bolos que fiz na vida nunca fizeram os olhos da minha mãe brilhar como as provas com notas 10. Os dias em que me arrumei de forma impecável para sair nunca estamparam no rosto do meu pai um sorriso orgulhoso como o que ele deu quando entrei no mestrado. Quando resolvi fazer um breve curso de noções de gastronomia meus pais acharam bacana. Mas quando resolvi fazer um breve curso de língua e civilização francesa na Sorbonne eles inflaram o peito como pombos.

Não tivemos aula de corte e costura. Não aprendemos a rechear um lagarto. Não nos chamaram pra trocar fralda de um priminho. Não nos explicaram a diferença entre alvejante e água sanitária. Exatamente como aconteceu com os meninos da nossa geração.Mas nos ensinaram esportes. Nos fizeram aprender inglês. Aprender a dirigir. Aprender a construir um bom currículo. A trabalhar sem medo e a investir nosso dinheiro. Exatamente como aconteceu com os meninos da nossa geração.

Mas, escuta, alguém lembrou de avisar os tais meninos que nós seríamos assim? Que nós disputaríamos as vagas de emprego com eles? Que nós iríamos querer jantar fora, ao invés de preparar o jantar? Que nós iríamos gostar de cerveja, whisky, futebol e UFC? Que a gente não ia ter saco pra ficar dando muita satisfação? Que nós seríamos criadas para encontrar a felicidade na liberdade e o pavor na submissão?

Aí, a gente, com nossa camisa social que amassou no fim do dia, nossa bolsa pesada, celular apitando os 26 novos e-mails, amigas nos esperando para jantar, carro sem lavar, 4 reuniões marcadas para amanhã, se pergunta “que raio de cara vai me querer?”.“Talvez se eu fosse mais delicada… Não falasse palavrão. Não tivesse subordinados. Não dirigisse sozinha à noite sem medo. Talvez se eu aparentasse fragilidade. Talvez se dissesse que não me importo em lavar cuecas. Talvez…”Mas não. Essas não somos nós. Nós queremos um companheiro, lado a lado, de igual pra igual. Muitas de nós sonham com filhos. Mas não só com eles. Nós queremos fazer um risoto. Mas vamos querer morrer se ganharmos um liquidificador de aniversário. Nós queremos contar como foi nosso dia. Mas não vamos admitir que alguém questione nossa rotina.

O fato é: quem foi educado para nos querer? Quem é seguro o bastante para amar uma mulher que voa? Quem está disposto a nos fazer querer pousar ao seu lado no fim do dia? Quem entende que deitar no seu peito é nossa forma de pedir colo? E que às vezes nós vamos precisar do seu colo e às vezes só vamos querer companhia pra um vinho? Que somos a geração da parceria e não da dependência?

E não estou aqui, num discurso inflamado, culpando os homens. Não. A culpa não é exatamente deles. É da sociedade como um todo. Da criação equivocada. Da imagem que ainda é vendida da mulher. Dos pais que criam filhas para o mundo, mas querem noras que vivam em função da família.

No fim das contas a gente não é nada do que o inconsciente coletivo espera de uma mulher. E o melhor: nem queremos ser. Que fique claro, nós não vamos andar para trás. Então vai ser essa mentalidade que vai ter que andar para frente. Nós já nos abrimos pra ganhar o mundo.

Agora é o mundo tem que se virar pra ganhar a gente de volta."

(Ruth Manus)


Postado por Ruth Manus em BlogsRuthManus/Vida Estilo/Estadão
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Joaninha parte 2 - Final



Enquanto aguardava, Joaninha experimentou todos os sentimentos, alegria, ansiedade, euforia, medo, tristeza, receio... Naquela poucas horas ela pensou em tantas coisas, tantos questionamentos e medo de falhar...

Quando José entrou naquele quarto que era meio seu, ele viu Joana sentada no chão, cabelo preso, usando uma roupa muito curta para uma mulher andar ao seu lado, uma trouxa de roupas que ele sabia não serem diferentes da que ela vestia. Ele estendeu a mão e ela segurou firme, só que desta vez ela tinha dúvidas se era uma corda de salvação, mas de uma coisa ela tinha certeza, uma grande mudança iria acontecer.

Quando chegaram à sala, tia Jandira e mais meia dúzia de “tias” os esperavam, elas se despediram de Joana com certa emoção e orgulho. Ela prometeu a tia Jandira voltar, e nesse momento a mão de José apertou a dela e então entendeu que não voltaria mais...
Ele caminhava rápido, enquanto ela franzina como era quase corria para acompanha-lo. Joana entrou pela primeira vez em um carro... Com olhos desconfiados ela procurava ler a expressão de José, mas ele não disse nada, apenas para não ter medo.

Entrando naquela casa, tão diferente da casa que sua mãe viveu um dia... Era branca, tinha janelas grandes, jardim e uma horta, tinha jeito de nova e poucos móveis, havia cômodos vazios... Ela virou-se e olhou parado à porta. Foi então que ele veio até ela e a abraçou, disse que agora ela tinha uma casa, mas que não poderia estar com ela todos os dias pois, precisava trabalhar, mas, que agora ela era uma mulher casada e que não tinha mais do que se envergonhar... Era confuso, pois Joana nunca se envergonhou, será que deveria?

Foram difíceis os primeiros dias, era uma casa vazia e silenciosa. Foram muitas noites esperando e tantas que dormiu chorando, mas Joana se acostumou a não ter certeza de nada. José era bom, lhe trouxe um rádio, mas as vizinhas de Joana não gostavam dela, na verdade ela não tinha certeza já que não conversavam com ela e a ignoravam enquanto ela lavava as roupas, José tinha comprado roupas novas e que mantinham a maior parte do seu corpo coberto.



Sentia-se sozinha e estava decidida, queria um filho. Olhava-se no espelho e estufava a barriga, isso a fazia sorrir...

Quando José chegou naquela noite calorosa de Janeiro ela foi ao seu encontro e começou a falar animadamente sobre a criança que desejava. Quando ele parou e colocou as mãos no rosto, ela teve medo de sua expressão. Saiu e foi esquentar a janta, da cozinha podia ouvir ele se lavando no banheiro do lado de fora da casa. Jantara em silêncio, ela evitou olhar para aquele homem que ela tinha aprendido a amar, embora a luz do candeeiro fosse fraca e não facilitasse a visão.

Quando levantou para limpar a mesa José segurou a sua mão, pediu que se sentasse. Joana sabia que o que estava por vir não era bom, contudo sentou-se de cabeça baixa e por traz das cortinas douradas de seus cabelos ela percebia seu olhar sobre ela. Foi então que José disse que era casado, tinha esposa e filhos, mas prometeu que nunca a deixaria. Joana chorou, mas dessa vez ela sentia seu peito rasgando e seu choro não foi silencioso, era um grito de dor e ela sentia como que a corda que José estendeu a ela tinha uma âncora na outra ponta. Ela estava sufocando em suas lágrimas... José a puxou sentou-a em seu colo como uma menina que ela era e enxugava suas lagrimas com beijos e prometeu-lhe que deixaria tudo e ficaria com ela. Joana não acreditou em suas palavras, mas não relutou as suas carícias e o “serviu” na cama, pois ela só tinha aprendido a obedecer...

Passaram-se muitos meses, era Natal e Joana ainda adormecia a maioria das noites sozinha. Agora ela não lavava mais roupa e nem ia à feira onde as pessoas a olhavam com desprezo e ela sabia o porquê, José havia colocado uma moça para fazer o serviço. Joana era uma mulher agora mais alta, mais forte, contudo sozinha.

Era Abril, as manhãs começavam a ficar mais frias e ela entrançava o cabelo, quando bateram palmas em sua porta, Joana espiou e era uma das meninas que moravam na casa da tia Jandira, era um recado, tia Jandira queria falar com ela. Joana perdeu o chão... José disse que ela não deveria voltar lá nunca mais, contudo como ela poderia negar isso àquela mulher que apesar de tudo a poupou de coisas que hoje ela entendia. Ela iria e foi, ainda naquela manhã, pois nesse horário José não estaria em casa.

Tia Jandira a abraçou e disse que ela parecia uma mulher honrada, mas para Joana ela sempre foi! Ela disse que uma mulher que estava indo embora daquela cidade estava dando seu filho de dois anos e que ela achou que como Joana não tinha “pego barriga” ainda, talvez quisesse ficar com o menino. Joana sentiu uma alegria, enfim alguém para lhe fazer companhia, um menino, alguém que ela pudesse dar o amor que nunca recebeu... Alguém que ela jamais abandonaria como sua mãe, nem faria dormir e se suicidaria como seu pai... Seus olhos marejados d´água... Mas e José? Ela não podia responder sem falar com ele, pediu a tia Jandira que esperasse ela falar com ele e foi aceito.

Já era quarta-feira e José não havia aparecido aquela semana, Joana não aguentava mais aquela espera... “Joana, cheguei”. A voz de José era musica naquele momento, mas ela não ia se adiantar e estragar tudo, esperou até a hora do jantar, enquanto comia ela tocou temerosamente no assunto, José somente escutava e, Joana continuava a falar da criança e disse ter pensando que ter um filho com ele era o maior de seus sonhos e ela não ficaria mais tão sozinha. Sem argumentos diante da promessa não cumprida, José concordou, ela podia trazer a criança.

Joana nunca pediu que uma noite passasse rápido e que José tomasse logo o café e fosse embora, antes de partir ele lhe disse que não fosse à casa da tia Jandira, mas mandasse recado por Ilda, a moça que lavava roupas e que usasse o dinheiro que lhe deu para comprar algo para o menino. Ela sorriu e se apertou contra aquele corpo grande.

Ela olhava aquela criança, tão indefeso, sujo, com pequenas feridas... Joana o amou imediatamente, tomou em seus braços e o beijou. Ele era tão pequeno para 02 anos, era moreno e até se parecia com José, exceto o cabelo que era crespo... Ela o levou até o rio, deu banho e o "deu de comer", sempre chorando de uma forma inexplicável. Deixou-o com Ilda e foi comprar alguma roupa para ele, banheira, um carrinho, uma mamadeira e tudo que o dinheiro deu para trazer... Na volta para casa Joana não andava de cabeça baixa, ela estava orgulhosa por ser mãe, orgulhosa demais para se preocupar com os outros, ela era um todo felicidade.

“José olhe, ele não é lindo!”, foi à frase que ela esperou ansiosa para dizer durante uma semana que ela nem se deu conta ter passado... E José o pegou no colo e ele também tinha alegria naqueles olhos, embora não demonstrasse.
Naquela noite, toda atenção foi dele. Enquanto ela limpava a cozinha ela ouvia os risinhos do pequeno e assim brotavam também os seus. E José passou a vir duas, três vezes na semana, ela sabia que aquele menino era o motivo. Ele recebeu o nome do pai que trouxe sua certidão de nascimento e seu aniversário passou a ser a data que ele encontrou os braços de sua nova mãe 10 de Abril de 1941.

Joana tinha quase tudo, uma casa, um filho, até Ilda que ela tinha como uma irmã mais nova, mas ela ainda tinha um meio marido, não que olhando para sua vida até então ela pudesse se queixar, ao contrário ela rezava todo dia como a sua madrinha a ensinou, em agradecimento...

J. era assim que seu pai no chamava, já estava com 05 anos e Joana se preparava para os desafios de coloca-lo na escola, José já havia dito que ele teria aulas particular, o que era um certo alívio, mas ela não poderia poupá-lo do julgamentos das pessoas por coisas que ela nunca fez a vida toda! Envolta nesses pensamentos que ela se deu conta que ele estava encostadinho no muro e comendo alguma coisa, correu com medo que fosse alguma planta que ela desconhecia. Afinal os conhecimentos de Joana eram limitados... Mas, quando o olhou de perto ele comia pão doce, ela perguntou: "quem deu?" Ele disse “o menino” daquele jeito e com aquele sorriso que só ele sabia fazer. Ela abriu o portão e viu o mocinho que vendia pão, ele a olhou e abaixou a cabeça. Joana tomou o pão de J. e correu com ele pra dentro. Brigou com ele e o proibiu de pegar coisas de desconhecidos. Daquele dia em diante ela passou a vigiá-lo. O moço do pão olhava procurando-o, mas, Joana não correria o risco de perder seu tudo, seu mundo.


Sábado pela manhã José chegou, assustou Joana com o sorriso que carregava, ele não era um homem de sorrir, teria ele bebido?

“Joana vim te buscar, agora você vai morar comigo!”

Ela não acreditava nos seus ouvidos... Era bom demais pra ser verdade! Mas ela era a mesma Joaninha que simplesmente obedecia. Eles arrumaram as coisas todas e Joana foi morar na casa de José, ele contou que sua esposa tinha ido embora, foi morar com a mãe e levou os dois filhos, Joana sabia que estar naquela situação não era a melhor opção, ela sentia culpa e medo, mas enfim José era só dela e permaneceria assim para sempre.

Naquele Natal Joana passeou na cidade olhando os enfeites, sentou na praça, tomou sorvete pela primeira vez em sua vida. Também pela primeira vez ela andou de mãos dadas com seu marido, com seu filho e de cabeça erguida. E, pela primeira vez ela entendeu que tinha enfim uma família e, Joana chorou... Pela primeira vez de felicidade.

Baseado na vida de Joana Maria Neves 
In Memorian 
(1919-2013)

Nota do Autor:

Joana viveu com José João até o falecimento dele em 1970, com ele adotou mais uma filha “Maria”. Foi casada mais 02 vezes. Seu filho J. casou e mudou-se para São Paulo, sua filha Maria, também casou-se e mudou-se para Recife.

J. morreu em 1999.

Após o falecimento de seu terceiro marido em 2002, Joana viveu sob os cuidados de Ilda, até o seu falecimento em 2013.

Não há noticias de sua filha Maria até a atual data.

A frase da foto era uma frase que Joana repetia sempre.

Agradeço a toda paciência e atenção de M. Carmo Neves, para que não cometesse nenhum erro nas datas e detalhes.

“Existem pessoas que passam pelo mundo, mas permanecem para sempre em nossos corações... Os anjos!”

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Joaninha - Parte 1



Ela segurou aquela mão como se fosse à corda de salvação em meio ao mar revolto. Seus curiosos e amedrontados olhos azuis tinham confiança no momento em que viu aquela senhora, negra de cabelos penteados num coque... Era a primeira pessoa conhecida que Joaninha via desde que seus pais haviam desaparecido, sua mãe Maria dizia que essa senhora, D. Marizete era sua madrinha, embora Joaninha não houvesse tido um batizado.

A única coisa que ela sabia apesar dos seus poucos anos (apenas 05) era que sua mãe havia lhe dado um beijo na bochecha e chorando havia saído por aquela porta, que era meio barro, meio sapê... Joaninha queria correr atrás da mãe, mas seu pai a impediu... No dia seguinte quando acordou estava deitada ao lado do pai, que estava “dormindo” no chão. As duas semanas que se passou ela havia passado todos os dias na casa da vizinha. Desde então Joaninha não falava, não chorava...

D. Marizete a levou consigo, era uma casa alegre, cheia de moças muito bonitas e a noite chegavam muitas visitas... Os quartos eram lindos! Tinham lençóis que Joaninha nunca havia visto na sua casa... Mas isso não era para Joaninha, seu quarto era ao lado da cozinha e sua cama era de lona, e não tinha lençóis brilhosos... Joaninha também não podia sair do quarto após as 18 horas, era então que ela acendia o candeeiro e ficava imaginando desenhos no teto daquela casa rústica, e com buracos na parede.

As crianças que brincavam no rio saiam quando Joaninha chegava para lavar roupa, às vezes ela se distraia vendo aquela água branca, ela queria brincar, os risos das crianças a agradavam, ela também queria ir à escola com aquele caderninho como as outras crianças, mas ela não podia. Já aos 09 anos, mesmo sabendo que seria castigada ela perguntava a madrinha, porque não podia estudar e porque as outras crianças não gostavam dela, mas recebeu como resposta uma bofetada no rosto, mas, ela não chorou... Prendeu seus longos cabelos loiros, e continuou a abanar o fogão a lenha... Um dia ela iria embora, um dia ela iria estudar, era o que sentia em seu coração.

Ela acreditou que aquele dia estava próximo, quando a madrinha Marizete adoeceu e ficou de cama. Foram dois meses que Joaninha serviu aquela mulher, que bem ou mal era a única pessoa que ela tinha como referência, já que ela era proibida de conversar com as “tias” que moravam naquela casa. Até que ela se foi... Joaninha chorou naquele caminho de terra batida, sob o som do sino da igreja, mais tarde ela iria entender que todos são filhos de Deus... Só que nem tudo foi como ela imaginou que seria. Contudo o mundo escondido por trás daquela porta foi apresentado a ela. Ela já não era mais proibida de conversar com as “tias”, que agora tinham nome e, agora quem ela devia obedecer era a tia Jandira.



Tia Jandira era uma mulher bonita, embora os traços da idade se apresentassem em seu rosto, ela tinha longos cabelos vermelhos que combinavam com as suas unhas. Ria alto, falava alto, bebia muito e, foi assim que ela levou aquela menina franzina de 14 anos para outro quarto, aqueles dos lençóis brilhosos, mandou que soltasse os cabelos, pintou suas unhas e lhe deu roupas novas, que não eram exatamente novas, mas eram curtas e brilhosas... Naquela noite Joaninha pode mesmo que não quisesse sair do quarto e sorrir, sorrir para todas as visitas e eram todos homens... Foi assim que ela descobriu que vivia no submundo de um prostibulo.

Joana, ela era chamada assim agora. Chorou muitas noites, inúmeras noites, pois ela sabia que seu destino não seria diferente ao de todas. Enquanto ela esperava que a tia Jandira escolhesse por ela... Joaninha sabia que havia dinheiro envolvido, ela era agora uma menina que não carregava mais o brilho da pureza no olhar. Todas as noites ela rezava para que tia Jandira nunca escolhesse, mas, seu dia chegou.

Alguém a fez beber algo que queimava por dentro. E a levou até uma das mesas que ficava na imensa sala, tinha musica alta, risadas e um homem... Ele era alto, magro, moreno e tinha os cabelos muito pretos e lisos... Ele sorriu pra ela e embora ela tivesse sido orientada a sorrir, ela não conseguiu... Embora não houvesse medo. Ele a pediu que o levasse até seu quarto e ela obedeceu. Quando aquela porta se fechou, ela rezava em pensamento. Deitou-se na cama, como haviam ensinado, mas ele continuou olhando para ela encostando-se à porta... Ela tremia de medo, de angustia, de um sentimento que ela não sabia descrever...

Ele sentou na cama e falou com ela de um jeito muito manso, era como água batendo na terra quente, era paz em meio à guerra interior que ela vivia. Pediu que não tivesse medo e que jamais a tocaria sem que ela desejasse. Fez com que ela prometesse que não contaria nada a ninguém, disse mais algumas coisas que ela não entendeu pelo efeito do que a fizeram beber. Ela viu ele se levantar, era noite ainda, cobriu-a e saiu...

Foram muitas noites em que ele e ela ficaram juntos, em silencio. Até que ele pediu que ela contasse como foi parar naquele lugar, ela falava baixo, como um segredo... E, ele ouvia enquanto fumava seu cachimbo. Joana aprendeu a gostar daquele cheiro de fumo, de conversar com ele, de estar com ele...

Joana aprendeu a sorrir com ele. E num desses sorrisos ele beijou sua testa e ela gostou. Passou noites onde ela aprendeu a escrever seu nome, ele a ensinou. Joana não entendia porque motivo somente ele ia a seu quarto, nos outros das suas “tias” iam muitos homens diferentes... Joana descobriu seu nome, José João, ela gostou.

Quando José entrou no quarto aquela noite, Joana sabia que devia agradecer. Ela não sabia se era o certo, mas se não fosse ele diria... Jogou-se em seus braços e se entregou a ele. Ele a amou com todo cuidado e respeito que um homem ama uma mulher só sua. Ela ficou atordoada ao ouvir “eu te amo” daquele homem rustico, sério e até frio. Ela não sabia, na verdade nem notou, mas, uma lágrima caiu daqueles doces olhos azuis. Joana sabia que ele era dela, somente dela e pra sempre.

Alguns meses se passaram e José já não ia mais tão frequentemente vê-la. Ele dizia que estava trabalhando em outra cidade, mas tia Jandira nunca a fez atender outro cliente. José pagava por isso e assim o era! Até que numa tarde do mês de Junho, ela foi chamada por tia Jandira para uma conversa. Joana ficou surpresa ao receber a noticia que não moraria mais ali, José a levaria com ele naquela noite. Invadida por uma alegria indefinível ela arrumou numa trouxa suas roupas, que eram quase nada e aguardou...

(continua)
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Numero de suicídio no mundo por minuto é assustador! "Saúde"



Hoje é nosso dia de falar de saúde, então segura essa!

Estava lendo algumas notícias na internet e dei de cara com essa:

“A Organização Mundial da Saúde (OMS) realizou o primeiro relatório global sobre a prevenção da causa de morte, apontando que uma pessoa morre a cada 40 segundos por suicídio no mundo. Entre jovens de 15 a 29 anos, o suicídio é a segunda maior causa de morte global.”

Claro que fiquei assustada, fiquei pensando que esses são números de suicídios (se é que se pode usar esse termo) bem sucedidos. E, os que não dão certos? E que deixam sequelas, não só na pessoa que praticou, mas em suas famílias?

Eu me lembrei de meu avô. O Vô era a pessoa mais bem humorada que eu conheci, contava muitas piadas (muitas sujas), o que deixava a Vó muito brava, rsrs.. Mas, às vezes o Vô falava sério e ele dizia muitas coisas às quais até hoje eu lembro. Minhas férias eram ricas de conhecimento, sim, popular inclusive. E o Vô como bom nordestino, falava várias coisas que o Padre Cícero do Juazeiro falava, uma delas era, que chegaria um dia, que as pessoas iriam querer morrer e não iriam conseguir... Chegou!!!

Que mundo que a gente esta vivendo gente?

Querem ver que números mais assustadores temos aqui no Brasil? E, no mundo!

Segundo OMS, suicídio mata mais que homicídios e guerras combinados. Ou seja, homicídios e guerras, juntos!

Quer outro?

É nos lugares mais felizes que acontecem mais suicídios!

Pois é, nos países onde as pessoas têm melhor condições de vida, educação e saúde, os ditos, "países de primeiro mundo", são onde ocorre o maior número de suicídios. Assim, como em famílias com maior poder econômico.

Agora outra coisa me chamou muito a atenção: Suicídio de índios no Brasil chega a ser seis vezes maior do que taxa nacional.

Isso quer dizer que os índios, especialmente os da região do Amazonas, praticam suicídio, 06 vezes mais que os demais brasileiros, sendo a principal causa, uma erva (não vou citar o nome), que causa sufocamento ou enforcamento.

Não está distante de nós! Onde trabalhava, nos últimos 02 anos, duas pessoas se suicidaram no ambiente de trabalho. E nos perguntamos, por que? Aí começam especulações, mas não existe uma resposta definitiva.

A coisa tomou proporções tão sérias que o Google, o maior site de pesquisa no mundo, criou nos Estados Unidos, um critério interessante, quando alguém pesquisa, suicídio, ou tentativa de suicídio, aparece um telefone vermelho com um número de ajuda, que é prevenção a suicídios, uma pena que seja ainda só nos Estados Unidos, esperamos que chegue ao mundo todo.

Que a vida anda um caos, sabemos! Que muitos de nós temos uma vida medíocre, cheia de problemas, correria, sem tempo para família, lazer, sem saúde e segurança. Os problemas se acumulam, as famílias não são mais uma base segura (muitas vezes nem se falam) e, que as pessoas já não se importam umas com as outras, também sabemos, mas, o que esta acontecendo com as pessoas que ao invés de tentar lutar por uma vida melhor, por uma qualidade melhor de sobrevivência, estão desistindo de viver?

São dados muito sérios e que não se comenta. Não se divulga como deveria. Não se orienta as pessoas, por que? Porque isso mostra a falta de atenção dos governantes com a saúde mental das pessoas? Porque não querem alertar que estamos vivendo uma fase de extremo cansaço existencial e felicidade de mentira em redes sociais, quando na verdade a vida das pessoas no mundo esta estilhaçada?

Eu me peguei pensando outro dia, que sentido tem a minha vida, teve um terapeuta que sempre me disse, que a vida não tem sentido, mas, eu tenho amores que por elas não posso abrir mão da vida. A principal dela, minha mãe. E, segundo tenho uma orientação religiosa que me faz acreditar, que o suicídio não é certo.

Podem dizer o que quiserem, mas, a orientação religiosa é sim um fator essencial na vida de uma pessoa, seja qual for. E isso advém da família em geral.

Tudo que se é plantado, vai brotar, pode não nascer uma cerejeira linda e florida, mas vai brotar, nem que seja um Ipê com poucas ou nenhuma flor, e quando o vento do desespero bater forte, os galhos ecoarão o som daquilo que a família plantou, regou com carinho.

Esses dias eu vi uma reportagem do Danilo Gentili falando que ele aprendeu mesmo nos momentos mais difíceis a pensar: “em tudo daí graças...” Isso foi plantado e brotou. E o faz ter perseverança.

É muito difícil dizer o que será a solução para tanta depressão e desistência, mas, certamente o amor é o caminho mais certo e seguro, para qualquer coisa.

Tenho minhas teorias, que essas redes sociais onde as pessoas se forçam a ser feliz, sejam um agravante, pois a pessoa depressiva olha e pensa “só a minha vida é esse lixo”?

Talvez se as pessoas deixassem de fazer o jogo do contente, se fossem mais compreensivas e verdadeiras, se não fosse mico amar a família e dizer “te amo” de verdade, não ter que obedecer regras e conceitos, requisitos de uma sociedade que dita uma beleza impossível pra muitos e aceitar suas limitações pudéssemos viver melhor e menos competitivamente.

Desculpem esse desabafo, mas eu não poderia deixar de comentar esses dados assustadores. Já que ninguém fala e tendo um veículo a mão eu sinto responsabilidade em falar. E por Deus não é fácil!

Eu desejo que nos amemos mais. Que nos respeitemos mais e que sejamos de verdade. Que todos possamos ligar a tecla “fd-s” para essa ditadura maldita de felicidade e beleza e viver feliz como somos. E que possamos aprender que a opinião dos outros não fará nossa vida melhor, é inevitavelmente o contrário. Então como diz a musica: “Vamos viver tudo que se há pra viver...”

Pesquisa: OMS, isaude.net, folha.uol, cvv.org.br, saúde.ig

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Beautiful (Beautiful Bastard #5) - Christina Lauren

E finalmente o tão aguardado desfecho da popular série Beautiful Bastard (Cretino Irresistível para os brazucas), é lançado. Confesso que vou ficar com saudades de ler as histórias desses amigos loucos e queridos. De todas as cinco histórias acho que a minha preferida de todas é a do Will e da Hanna em Beautiful Player (Playboy Irresistível), acho que o fato de eles já serem amigos dá um significado maior à história, sem falar que o Will é super sexy, né?! =P

Mas voltando ao que interessa, Beautiful conta a saga de Jensen Bergstrom (irmão de Hanna) e Pippa Bay Cox (amiga de Ruby). Pippa mora em Londres e após pegar o namorado a traindo em sua própria cama, decide que precisa de uma mudança de ares (e de emprego também, pois não está muito feliz na empresa onde trabalha). Então ela aceita o convite de Ruby para ir à Boston participar de uma viagem de duas semanas por várias vinícolas da região. Jensen é um advogado bem sucedido e workaholic de primeira classe. Nós já conhecemos um pouco da história dele no livro passado, então sabíamos como o seu divórcio o deixou bem abalado e cauteloso com novas relações amorosas. Ele prefere se focar no trabalho que em relacionamentos que podem ou não dar certo, e isso preocupa demais sua família e amigos, especialmente sua irmã Hanna.

Esse casal se conhece quando Jensen, voltando de um trabalho em Londres, tem como companheira de assento a linda e exuberante Pippa. Eles dois são bem diferentes, ele é super controlado, se veste de forma mais sóbria e requintada. Pippa já gosta de se vestir com roupas coloridas, é super falante e extrovertida e durante o voo, acaba se embebedando e contando toda a sua sórdida história de amor destruído à Jensen. Apesar de achar Pippa encantadora, ele finge dormir por 4 horas só pra ver se ela fecha a matraca durante o voo! ;-) Já falei que o livro é super engraçado também, não?! Pois então falo agora, eu me diverti demais, essa turma é hilária.

Jensen é convencido pela irmã a participar também da viagem, afinal a vida não é só trabalho e ele precisa do descanso. Imagina o susto desses dois quando descobrem tem amigos em comum e que vão viajar juntos. O grupo da viagem é composto por Will & Hanna e Ruby & Niall, então Jensen & Pippa acabam ficando bastante tempo juntos e com um empurrãozinho dos amigos, acabam se relacionando. Durante esse o passeio, Pippa ensina Jensen a se soltar mais, ver que a vida pode ser mais espontânea e divertida. Eles se complementam e eu os achei super fofos.

Claro que emoções acabam por complicar a história e agora Jensen precisa decidir se tem coragem o suficiente para dar uma nova chance ao amor. Pippa também precisa decidir se continua em Londres ou se aceita buscar oportunidades de trabalho em Boston, mesmo que isso a coloque perto de Jensen, que aparentemente não quer mais nada com ela.. ah, decisions, decisions!

Teve horas que tive vontade de dar uns tapas no Jensen, oh menino que tem medo de se arriscar, viu! Mas também gostei que Pippa não ficou se arrastando atrás dele, talvez só no começo, mas depois ele é quem teve de dar o primeiro passo. E também AMEI o epílogos, sim no plural! Cada um dos cretinos - e Chloe - teve sua chance de narrar o felizes para sempre e foi lindo! Excelente forma de encerrar a série com chave de ouro.

Nota: 4,5 estrelas

Beautiful por Christina Lauren
Série: Beautiful Bastard #5
Romance Contemporâneo
Lançamento: 04 de outubro de 2015



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Medo de dar errado ou ser feliz?



É inexplicável como as vezes nos rendemos ao medo. Medo de coisas que até “ontem” eram normais, rotineiras...
As vezes o medo não é ruim, ele pode nos livrar de coisas horríveis... E, se pensarmos só chegamos aqui, porque nossos antepassados sentiram medo e lutaram para sobreviver aos perigos. O problema é quando o medo te aprisiona, massacra e nos faz reféns de nós mesmos, dos nossos maus pensamentos. Muitas vezes o medo é fuga, somente fuga. Ele vem para que não se enfrente as adversidades, afinal, é melhor permanecer na zona de conforto.

Tem medo de assalto, medo de doença, medo de perder quem amamos... São medos reais! Contudo, no mundo que vivemos as pessoas tem cada dia mais medos de suas fantasias, medo de coisas que somos impotentes diante delas, pois não temos como evitar. Tem medo que é utopia, medo por antecipação... Medo do desconhecido!

Ahhh o desconhecido...

Esse desconhecido é um verdadeiro podador de felicidade. Quantas pessoas você conhece que poderiam estar melhor em sua vida, de uma forma geral se não fosse o medo? Se arriscasse mais? Existem momentos em que eu acredito que temos que pensar em duas respostas e daí pode ser mais fácil. “O que eu perco em arriscar?”, ou, “Se eu não tentar, o que eu poderei dizer no futuro? Não deu certo, mas tentei? Ou nunca soube se daria certo porque fui covarde?”

Esse é o ponto que vai diferenciar o medo de antecipação, do medo realista. Pois se houver motivo para não tentar, então a escolha por ficar estagnado é saudável.

Tem gente que tem medo de gente. Você conhece alguém assim? Pessoas que em geral parecem ter medo do outro, tem na realidade medo de si. Por se conhecer ou desconhecer seu próprio eu. E, a saída mais fácil é fugir... Tem gente que tem tanto medo que cria situações para afastar as pessoas, pois até ele acredita no que criou e assim sente menos culpa, mas culpa é assunto para outro dia.

Eu, as vezes tenho medo de mim. E fujo sim de situações que me serão prejudiciais... Às vezes evitar pessoas que te tiram do sério, “rodinhas” que afetam seu humor, aquele bate papo que você sabe que vai acabar falando “a sua verdade” e assim, conflitar com os outros, é mais inteligente.

Tem uma situação na vida, a qual, é terrível ter medo...

O medo de viver. 
De amar. 
De ser você.

Viver solitário ou aprisionado porque “não sabe”, é pior que saber que errou! Não viver algo porque pode dar errado, é não viver! E, não existe justificativa para estar vivo sem viver...

Pode parecer um papo de doido tudo isso, mas, minha cabeça é assim mesmo, meio maluca e pensante em excesso. E, por falar em pensar, me pego pensando... Quem não vive dirá o que quando “o ser superior” que nos criou perguntar: “O que você fez com a vida que te dei?”

Assumidamente esse é o maior dos meus medos, porque cada um desses medos eu já conheço e sei de suas contra indicações... No corpo! Acreditem...

Não há quem possa dizer que “perdeu o medo”, mas isso é um exercício diário. E como todo exercício faz um bem enorme, só que esse faz bem pro corpo e aperfeiçoa a alma.

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