Roda Gigante

em 28 de setembro de 2016



Tem hora que a vida da gente anda tão organizadinha, no trilho, esquematizada, obviamente todos têm aqueles problemas do dia a dia, uma coisa aqui, outra acolá. Aquele irmão que só dá dor de cabeça, ou aquele parente que parece mais um carma, mas, isso não é nada que roube a sua paz...

E, seguimos entre sorrisos e frustrações nos equilibrando nessa corda frágil que é a vida. Até que... Por rotina ou algum sintoma inocente, a gente faz um exame e... A vida vira de ponta cabeça, aquela pessoa forte, bem informada, tranquila, preparada e sem medos, foge... Nos abandona na hora do maior sufoco e de repente a gente se vê jogada na cama, pensando como vai conseguir o mínimo de dignidade para dar os próximos passos, como que as pessoas lidam com tantas doenças e são tão fortes? E se? E se? E se...

Pessoas como eu que gostam de ter tudo no controle tem que lidar com frustrante realidade que em alguns casos a realidade é revelada dia após dia, não dá para fazer planos em longo prazo.

E na roda gigante, gigante mesmo dos pensamentos a gente começa a pesar que perdeu a formatura do segundo grau, que talvez devesse ter sido “menos chata” e, comemorado todos os aniversários... Porque sempre valorizou mais estar ao lado dos outros, cuidando de todos menos de você e jogou no lixo, seus sonhos de uma cerimônia no campo e convenceu a todos até a si mesma que “nunca levou jeito para isso”. Tantos pensamentos nos invadem, quando algo nos tira da nossa confortável rotina, quando a gente sabe que tem pela frente uma luta grande e cansativa, sem nenhuma garantia que não vai sair gravemente ferida ou pior...

Por fim a gente pensa em quem a gente não quer ver sofrer e veste a mascara da mulher maravilha, às vezes a gente exagera e na defesa a gente chega a ser grosseira e isso da culpa sim... Mas, por fim, não nos resta alternativa a não ser lutar e tentar ser um bom guerreiro ou ao menos tentar.

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