Soltos na vida

em 27 de agosto de 2016




Às vezes estamos soltos na vida, ou amarrados as nossas acomodações e conhecemos pessoas que chegam e balançam a nossa arvore e fazem cair às velhas folhas de dores, medos e nos mostram o caminho de novos brotos de esperança…

Tira de nós aquela trave que atrapalhava a nossa visão e a tornava periféricas, cheias de entraves que impediam de ver coisas tão obvias e tão cheias de brilho… Só que sair do casulo dói, desamassar as asas... nossa! É quase insuportável e às vezes as descobrimos meio atrofiadas aqui e ali, meio tortas, com cicatrizes, porém o bom ânimo e a disposição nos fazem crer que chegaremos lá…

Com um pouco mais de tempo, percebemos que ninguém possui asas perfeitas, mas, que ainda assim, são capazes de voar e quando usam da sabedoria, alçam lindos e belos vôos… Por vezes, esquecendo-se da cera, derretendo-a, caindo, despencando de grandes alturas, mas ainda assim sem desistir e/ou com apoio, amarrando de volta as penas, renascendo das cinzas e reaprendendo a voar e pouco a pouco, suportando as dores, reconquistando a confiança e voltando a exibir com orgulho, suas asas cicatrizadas, porem eficientes!

Déia Neves
23 Julho 2013

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