Um cantinho...

em 14 de junho de 2016



Um cantinho... 
 25 Julho 2013


“Quero um canto confortável, um cantinho ainda que pequeno, mas meu!

Quero um cantinho, sem quinas que possam me ferir...

Sem grades que me aprisionem, que façam-me sentir falta de ar, e que me impeçam de ver as arvores, poucas arvores floridas...

Quero um cantinho onde eu possa ouvir pela manhã ao acordar, o cantar dos passarinhos... E a tarde possa debruçar no murinho baixo da sacada e observar o beija flor, batendo suas asinhas que nós nem conseguimos ver...



Quero um cantinho, onde eu tenha a praia ali bem pertinho, onde eu possa sair correndo portão a fora e já sinta a agua salgada molhando os meus pés... Onde eu possa entrar no mar de roupa e tudo, e daí? E daí se alguém me criticar, no meu cantinho, eu posso tudo...

Quero o meu canto amor, quero!

Quero um cantinho onde eu tenha um travesseiro vermelho fofinho e onde eu receba cafuné sempre que me sentir carente...

Quero que no meu cantinho, tenha sempre um abraço quente, demorado, longo, apertado e doce... Um cantinho onde tenha cheiro de frutas frescas, café quentinho e bolo saído do forno!

Quero também um tapete muito fofo, ah, mas antialérgico, para eu ficar deitada olhando para o teto e pensando na vida...

Um violão, pra quando eu tiver coragem de ousar e tocar (aqui é pequeno, mas da pra nos dois e se for preciso a gente aumenta depos... Ah Zé Geraldo), ou tentar e quero que você me aplauda em incentivo... E me sorria aquele sorriso cheio de significados que só eu entendo...

Quero meu cantinho, um cantinho onde eu não tenha medo, de ser invadido por outros, onde acima de tudo não me mandem embora...

Um cantinho, onde as pessoas venham me ver quando sentirem saudade, e não pra me fazer chorar, com a presença esperada e a ausência desesperada... Um cantinho onde cada atitude seja adequada e isso nos faz felizes...

Quero um cantinho onde esteja segura, onde os banhos sejam demorados, os sonos tranquilos e os sonhos só uma antecipação do que a realidade reserva...

Quero um cantinho onde eu não tema nada, nem os carrapatos, pois eu terei onde me refugiar...

Meu cantinho será branco e vermelho, vermelho da paixão, vermelho da entrega, e branco da paz da Minh ‘alma...

Quero meu cantinho com tijolinhos a vista, para que tenha um ar de lar, lar antigo, onde tudo era pra sempre, intenso e forte... Com lareira para aquecer... Com jardim de inverno e iluminação fria pra deixar um ar de nostalgia, só pra eu lembrar como foi difícil não ter você... E a felicidade de ter e ser meu.
Mas, que seja pequeno, porque eu quero esbarrar em seu carinho a cada movimento...

Que tenha entrega e que não exista medo de sentimentos, que sejam explícitos...

Que as mãos sejam unidas a cada novo momento de minúscula dificuldade.

Quero meu canto, meu cantinho...

Não, não menino...

Não estou falando de edificações, estou falando do seu coração.”

Déia Neves

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