Resenha 50 Tons de Cinza, O Filme - Déia e Gisa



Desde o anuncio que o livro 50 Tons de Cinza da E.L. James iria se transformar em filme, parece que todo o mundo começou a criar uma super expectativa sobre como ele seria feito, se ele traria a telona toda a “explicitude” descrita no livro, quais seriam os atores escolhidos e etc. O quê? Você também não ficou curioso? Bem, eu e a Deia ficamos e assistimos ao filme na semana passada e estamos aqui para dar o nosso parecer!



Gisele: Eu li a trilogia há muito tempo atrás, acho que logo quando começou o furor, e a minha maior curiosidade era saber o porquê de tanta falação, já que o mundo literário sempre foi cheio de livros do gênero.. o que E.L. James traria de diferente? E por que ela era tratada como pioneira de um ramo que já existe? Minha desconfiança aumentava à medida que ia lendo os comentários das minhas amigas “gringas”, de que o livro não prestava e de que na verdade ele era uma fan fic “melhorada” de Crepúsculo (desculpem os amantes, eu não suporto.). Bem, eu li, e não vou dizer que não cheguei a me divertir, afinal, Anastasia foi a mocinha mais idiota já escrita e os e-mails eram super engradados. Mas no frigir dos ovos, o livro é uma b@3%a! Super mal escrito e com personagens mal aproveitados. Mas ainda assim, estava curiosa pra ver como iria pras telonas.

Déia: Eu li os três livros na sequencia. Eu não achei tão ruim assim. Preciso dizer que amo a série “Crepúsculo”. Eu sempre encarei essa “trama” mais como uma forma de Grey superar seu passado, além da forma livre deles viverem seu romance. Já ouvi tantas críticas que como diz a Gisa, sem nenhuma necessidade. E, claro que eu queria conferir na telona, até porque eu detestei a escolha dos atores.

Gisele: Bem, eu fui assistir com a minha irmã (ela tentou ler o livro por 02 semanas, mas o bichinho é ruim e ela abandonou.), e fiquei surpresa com o tanto de casais que estavam no cinema, achei super legal... Não sei se era por causa da vibe do dia dos namorados na “gringa”, mas achei legal os homens irem assistir algo que normalmente só mulheres gostariam. Como já haviam me contado, a Dakota Johnson rouba a cena no filme, ela conseguiu transformar a mosca morta do livro em uma pessoa cheia vida e vontades próprias. Já o Jaime Dornan foi uma decepção. Já dava pra perceber desde as entrevistas que ele estava desconfortável com o papel, e isso foi nítido no filme. Sem falar que ele não conseguiu deixar o Grey com a aura de poderoso e dominante que ele tem no filme. Qual foi a sua percepção, Deia?

Déia: Ai Gisa... Quando eu entrei no cinema eu fiquei prestando atenção no público também, e não sei, mas me causou estranheza o fato de terem muitos casais jovens e mais mulheres. Eu acho muito legal que os homens assistam, já que segundo as pesquisas, será mais fácil para os homens assistirem do que ler o livro de “mulherzinha”. Dakota me surpreendeu (exceto a cena do Charlie Tango que saiu fora do livro)!!! Definitivamente ela deu ao personagem o ar de ingenuidade e atitude na medida certa. Já o Jaime... Jura que preciso opinar? Eu não acho ele com o jeito do Grey, com a pegada do Grey, com o jeito carente e sofrido e ainda assim “maldoso e delicia” do Grey. Se bem que não é fácil interpretar o “príncipe encantado” do século XXI. Mas eu ainda teria escolhido outro, (Nesse caso temos que entender, Dakota fez vários testes para o papel, leu e defende o livro, já Jamie...) então agora é segurar por mais 02 filmes.

Gisele: Eu não tenho muita esperança para os outros livros não, a diretora já pulou do barco e a James já disse que quer mais controle (o que vai ser uma destruição, já que se o filme prestou, agradeçamos a diretora e os roteiristas.) e eu também não chegaria a dizer que o Grey é o príncipe do século XXI, mas tudo bem. Enfim, as cenas de sexo foram bem feitas, não está nada super explícito,e também nada demais, mas, é claro que dá AQUELA constrangida, né?! Agora, o que me assustou é que a censura do filme no Brasil é 16 anos. Um absurdo! Tem muita nudez no filme pra ser 16 anos. Tinha que ser 18!!! (No cinema onde fui, eles estavam pedindo a identidade e não deixaram umas teens entrarem não!)

Déia: Também achei Gi, 18 anos seria perfeito. Agora se for por mais controle, não sei... A diretora vazou? OMG. Apesar de rolar um constrangimento nas cenas mais fortes, achei bastante fiel, claro deixando de fora algumas partes (que aliás super concordo). Se pensarmos eles focaram mais em partes específicas do corpo, nada de nu. As reações focando as vezes só o rosto ou braço foram sutis e tão intensas ou mais que o nu. Agora vou falar dos críticos que estão até induzindo boicotes ao filme, realmente não entenderam o contexto, que embora a autora não seja uma de minhas preferidas, não é de baixa literatura. Eles falam de amor, de cumplicidade e entrega estando as duas partes de acordo... Quanto aos demais filmes, melhor esperarmos, pois hoje ele é líder de bilheteria em 56 países, no Brasil ele é recorde de público, estando em segundo lugar entre os filmes mais assistidos no Brasil. Talvez a autora tenha que confiar mais na diretora e na roteirista, só acho! Quando falo do principe, é porque vejo as mulheres dizendo "Quero um Cristian sem chicote...", esse homem não existe!

Gisele: Uma coisa que me decepcionou foram os e-mails, gente, pra mim é a melhor coisa do livro. Os títulos e assinaturas são hilárias e no filme ficou meh. Que decepção. Enfim, o filme foi mais ou menos, e gostaria de acrescentar que não fiquei possuída nem nada viu. Tão falando tanta coisa do filme que acho um desperdício! O filme nem é essa coisa toda pro povo ficar criando teoria em cima de teoria! É para um público adulto sim, pois adultos tem um melhor senso critico. Como a Bíblia nos ensina, “olhai de tudo e retei o que é bom”. O filme não me acrescentou em nada e não me fez mudar meus valores e crenças. Acho que a gente tem é que procurar se preocupar com coisas mais importantes que um filme, né?! Num geral, nota 7,5.

Déia: Super concordo com a Gisele, mas... Vou falar da cena que eu tanto esperei, afinal eu tive uma paixão instantânea pelo Charlie Tango no livro, e na cena do filme a Dakota se perdeu, ficou uma cena muito açucarada em relação ao livro. Mas, vou dizer, tem gente aí com vergonha de ir assistir, de comentar que foi e mais ainda de comentar esse filme, mas, como diz a Gi eu não fui possuída... Talvez falte as pessoas que julgam, mais confiança em si mesmo e, sem confiar em si não podem confiar no outro. Somos adultos, temos raízes, temos crenças, temos nossa própria opinião e meta de vida e não é um filme ou um livro que vai nos transformar. Perca seus preconceitos, perca seu medo de ver como algumas pessoas escolhem viver suas vidas e acima de tudo lembre que isso é um livro, uma viagem, um lugar onde vamos por uns dias e depois voltamos pra nossa rotina que em nada tem a ver com tudo isso. Espero que você nos dê esse voto de confiança, afinal já viajamos através dos livros há algum tempo!
Minha nota? 7,5 por culpa do Jaime, hahaha..

Resenha a 04 mãos!

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Julia Quinn - Para Sir Phillip, com amor (Bridgertons 5)



Quando eu comecei o meu vicio pela leitura, eu só lia livros de romance histórico (tinha medo dos contemporâneos, a loka!), e uma das primeiras autoras que me apaixonei foi a Julia Quinn, especialmente pela série dos Bridgertons. Naquela época, os livros dessa série foram traduzidos por fãs e já faziam o maior sucesso, agora que a a editora Arqueiro decidiu lançar toda a série oficialmente no Brasil, ninguém segura mais!
O quinto livro da série acabou de ser lançado e é tão fofo que eu tinha que contar que pra vocês ;-)

Pra quem já acompanha a série já sabe que a mocinha desse livro, a Eloise, é uma louca de pedra, mas o que faz desse livro tão interessante é que ela se vê em uma situação completamente diferente, bem mais séria. Ela se apaixona por um viúvo com 2 filhos, e essa nova família vai ter um trabalhão para se ajustar, mas é tão recompensador acompanhar essa jornada.
Acho que esse é um dos livros mais dramáticos da série, toda a história do Phillip e sua luta com a depressão da primeira esposa e a sua dificuldade de lidar com suas crianças é muito tocante.
Histórias que falam da interação entre pais e filhos sempre me emocionam muito, por isso não vou nem comentar que uma das minhas cenas favoritas foi a que, após o Philip demitir a babá dos infernos, ele pega as crianças e diz que as ama... muito lindinho!
E também é ótimo ver novamente a interação dos irmãos Bridgertons, sempre rende boas gargalhadas. As cenas deles na sala de jantar com o Philip falando da mulher peituda.. a cena do tiro ao alvo.. as brincadeiras com a fome inesgotável de Colin, enfim.. adoooro!
E é bom vocês se prepararem para o livro numero 6... A história da Francesca é a MELHOR. Só digo isso.

By Gisele Pinheiro
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Somente Sua - Sylvia Day



Oie amoras e amores...
Hoje a resenha é de Somente Sua, o quarto livro da série Crossfire da Sylvia Day. Acabei de ler essa madrugada, como o terceiro livro foi decepcionante, comecei a ler esse sem nenhuma expectativa, o que foi bom, pois o livro me surpreendeu. Pois é, muita gente estava apostando o contrário (né Gisa?), mas Sylvia Day conseguiu dar um rumo “decente” a historia de amor de Gideon e Eva, confesso, fiquei agradavelmente surpresa. Além de parar de “encher linguiça”, Sylvia deu continuidade a vida dos personagens, sem esquecer ninguém. Não deixa de ser um livro BDSM (Bondagismo, Dominação, Sadismo e Masoquismo), mas, não se prende somente a isso como o terceiro. Eu indico, acho que vale a pena dar esse voto de confiança a Sylvia, que ela não nos decepcione no quinto livro, rsrs...



Resenha- Somente Sua

O livro traz um diferencial, ele não é só narrado por Eva, nem por Gideon, os dois narram na primeira pessoa, o que deu uma dinâmica diferente ao livro, pois você precisa estar atenta, pois eles revezam a narrativa o tempo todo. Sem contar que dessa vez tem um roteiro e desperta a sua curiosidade para saber o que vai acontecer...

Eva e Gideon estão mais maduros, unidos, porém não com menos inimigos, que por falar nisso brotam nesse quarto volume. Mas, é bom ver Eva numa posição que faz Gideon começar a enfrentar os seus medos... Eva só pecou em minha opinião na ultima crise do casal que o livro apresenta, um “pití” absurdo que causa muito sofrimento aos dois. Mas, durante o livro todo Sylvia conseguiu despertar a curiosidade e prender a leitura. Além disso ela conseguiu trazer cenas ainda mais quentes dos dois, nada daquela coisa cansativa de Eva com “os dedos dormentes”, no terceiro cada vez que lia isso, me dava vontade de socar a Sylvia (desculpem mas é verdade).

Gideon aparece mais controlado, menos possessivo e nada sádico, ai a gente se acostuma e vai lendo, contudo quando Eva conta ao seu padrasto tudo que aconteceu com ele na infância, Gideon vira bicho e bicho selvagem, essa parte do livro causa até um medinho na gente, pois ele age sem pensar muito ao que submeteu Eva, mas ela mostra porque ele é dela, ela não o teme e nem encara isso como submissão, já que a escolha é dela estar ao lado dele, mesmo diante desse surto. Além disso ele continua querendo Eva trabalhando com ele e isso deu pano pra manga e pelo jeito ainda dará no próximo livro. Ahhhh, esse livro alimentou mais ainda a minha ira pela Sra. Vidal (mãe de Gideon), fútil, irresponsável!

Esse livro não se prende somente aos dois, tem novos personagens como o Arash Madani (advogado de Cross), Arnoldo (amigo de Gideon), Anne Lucas, além do fofo Cary (amigo de Eva), o mala do Brett Kline (ex de Eva) mas a maturidade de Eva acaba com a farra dele, dando a Cross mais segurança: “Porque é tão difícil de você entender o quanto eu te amo? Perto de você, Brett não significa nada.”

Scott Reid (assessor de Gideon), aparece mais, assim como Raul (Motorista e segurança de Eva) e o fofo do Angus (motorista, segurança e braço direito de Gideon Cross). A mãe de Eva continua chata, hahaha, não gosto dela. E Corine!!! Me pergunto porque Sylvia Day não deu um jeito dela sofrer um acidente e morrer! Ela continua atormentando Gideon e dessa vez com força! Já a irmã de Gideon, aparece mais, tentando conquistar um lugar na vida do irmão.

Além disso, Sylvia traz um novo elemento a respeito da submissão concedida ou forçada através do personagem de Megume (recepcionista e amiga de Eva), achei tão importante ela fazer essa menção, pois tantas mulheres são violentadas no mundo.

O que me incomodou um pouco foi ela o chamar de “garotão” o tempo todo (eu me irrito com coisas assim rsrs) e o excesso de palavras de baixo calão, mas, isso é o estilo Sylvia Day, se você quer ler os livros dela, tem que passar por cima disso.

Ponto alto: 

Vários!!! A maturidade de Eva e Cross, continuidade da trama, personagens novos, abordagens polêmicas, Eva menos submissa, Gideon menos controlador... Eva faz ele se sentir no controle, mas na verdade quem esta dirigindo suas vidas e ela... Adoro!


Ponto baixo:

Ainda Eva e Gideon resolver tudo com sexo! E briguinhas sem sentido...

Tem uma coisa que me surpreendeu... Sylvia termina o livro de forma inesperada, não vou contar obviamente, mas sabe quando você olha para o livro e diz: “como assim?”

Quero o quinto livro logo, mas se pensarmos no quanto demorou o quarto, da até uma tristeza, contudo se for para vir com a mesma qualidade, vale a pena esperar!


“Ainda estou brava com você”
“Eu Sei.”
“E ainda te amo.”
“Graças a Deus”... “O resto a gente resolve. Vamos entrar nos eixos de novo.”


As vezes da vontade que a vida fosse um livro, onde é possível escrever um novo volume e consertar o que saiu errado...

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