Vamos falar do Novo Acordo Ortográfico?


Entendendo o Acordo Ortográfico
O acordo ortográfico, chamado por alguns como “Novas Regras Ortográficas”, trata-se de um acordo entre os países que a Língua Portuguesa é o idioma oficial.
O Projeto de textos de ortografia unificada, aprovado em Lisboa, em 16 de Dezembro de 1990.
Quais países são esses?
  • República Popular de Angola
  • República Federativa do Brasil
  • República de Cabo Verde
  • República de Guiné Bissau
  • República de Moçambique
  • República Portuguesa
  • República democrática de São Tomé e Príncipe
  • República Democrática de Timor Leste (2004*)
Porque foi necessário o Acordo Ortográfico?
A existência de duas ortografias oficiais da língua portuguesa, a lusitana e a brasileira é considerada prejudicial para a Unidade intercontinental do português e seu prestígio no mundo.
Vamos usar como exemplo o Banco Mundial, quando era necessário enviar um comunicado oficial aos países, no caso de existirem duas ortografias, era necessário fazerem o mesmo em dois tipos de ortografias. Por exemplo, um para o Brasil e uma para Portugal.
Assinado em 1990 (como vimos acima), no Brasil o Acordo foi aprovado pelo Decreto Legislativo n°. 54, de 18 de Abril de 1995.
Finalmente, desde 2009, passou a vigorar no Brasil e em todos os países da Comunidade de países de Língua Portuguesa o período de transição para as novas regras ortográficas, que deveriam ter passado a vigorar a partir de Janeiro de 2013, porém devido a resistência de Portugal, o período de transição se estendeu até 31 de Dezembro de 2015. Passando a ser obrigatório a partir de Janeiro de 2016. Portanto estamos no período de TRANSIÇÃO.
Nas próximas postagens vamos partir para a prática, por enquanto vou deixar um vídeo de José Saramago, onde fica claro a resistência de Portugal com a unificação, assim como o desejo de impor a sua grafia. (Os donos da Língua Portuguesa)


"Se nós em lugar de ter 10 milhões de habitantes, tivéssemos 140 milhões
(desatualizado - entrevista de 2008 - hoje somos 190 milhões), provavelmente nós tivéssemos imposto ao Brasil e aos outros países a nossa grafia. Enfim, facilitando algumas mudanças para deixar toda a gente contente... mas, era a nossa que estava alí! Mas não, acontece que os 140 milhões estão aqui.
E, o Brasil tem no conceito internacional uma presença que nós não temos.
Servida por muita coisa, por seu próprio desenvolvimento econômico,
por sua própria situação, digamos, estratégica do ponto de vista comercial(...)"
José Saramago - (1922-2010)

Precisamos ter uma coisa em mente, os acordos ortográficos são feitos para novas gerações, porém nós podemos nos aproximar o máximo possível do português vigente. No entanto é impossível negar que os novos alfabetizados terão maior facilidade.
Nota da autora:
*Timor Leste passou a fazer parte do “Acordo”, após ter se tornado Independente em 2002.
Indico o site umportugues.com, para quem tiver dúvidas ao escrever, mas praticar as regras é fundamental!

“Dificílimo acto é o de escrever, responsabilidade das maiores.(…) Basta pensar no extenuante trabalho que será dispor por ordem temporal os acontecimentos, primeiro este, depois aquele, ou, se tal mais convém às necessidades do efeito, o sucesso de hoje posto antes do episódio de ontem, e outras não menos arriscadas acrobacias(…)”
(Saramago, A Jangada de Pedra, 1986)

Déia Neves em 18 de Julho de 2013
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The Hook Up (Game On 1) - Kristen Callihan



Essas últimas semanas tem sido muito corridas, mas eu não poderia deixar de postar aqui a resenha de um livro apaixonante que li na semana passada!

Como vocês já sabem, não sou fã desse tipo de livro, pois os protagonistas são muito novinhos e geralmente cheios de traumas e dramas. The Hook Up tem isso, mas a autora conseguiu criar uma excelente história e o mocinho, o Drew, é tão maravilhoso, que não tinha como esse livro ficar ruim.

Drew e Anna estão no último ano na universidade. Ela é uma pessoa normal, mas tem os seus traumas de infância (era gordinha, nerd e de cabelos vermelhos) e por mais que tenha começado uma nova fase de sua vida, às vezes ela ainda tem problemas de autoestima.

Ele é o queridinho da universidade, capitão do time de futebol americano e ao que tudo indica, tem uma vida perfeita. Mas não é bem assim. Seus pais morreram quando ele ainda era adolescente, e agora ele tem que fazer a sua vida sozinho. Gente, Drew é maravilhosoo. Super bom moço, amoroso, carinhoso, protetor, e ele é louco pela Anna, mas a boba acha que ele só quer brincar com ela, e também acha que o povo vai zuar com a cara dela, “porque ela não é boa o suficiente para o Drew”.

Mas ele não está nem aí para o que os outros pensem dele, então, ele começa a cortejar a Anna. A princípio o relacionamento deles é somente físico (o menino sabe esquentar as coisas, sabe?!), mas ele não desiste e faz de tudo para quebrar as barreiras da Anna, por ele sabe que lá no fundo, ela também quer mais do relacionamento deles.

Aos poucos eles vão se conhecendo e quando Drew sofre um acidente e fica sem poder jogar, Anna vai ter que mostrar se ela realmente vai estar lá pra ser o apoio que o Drew precisa que ela seja.

Ai, mais é lindo! Eu me apaixonei pelo Drew desde da primeira página, a Anna é mais durona, mas ela cresce bastante no decorrer do livro. Eu adorei os amigos dela, os companheiros do time do Drew (inclusive o próximo livro é o do amigo do Drew, o Grey. Eu querooo!), como o relacionamento deles vai crescendo e eles vão lidando com os problemas, com as inseguranças de cada um. Eu acabei o livro com um sorriso nos lábios. Leia! Tenho certeza que você também vai se apaixonar!

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Between the Sheets (Boys of Bishop 3) - Molly O'Keefe




É tão bom quando você termina a leitura de um livro com o coração cheio das coisas boas que aquela leitura te fez sentir. Bem, é assim que eu estou me sentindo agora. Between the Sheets é uma história de amor, mas não somente daquele amor que o mocinho sente pela mocinha, que nós estamos acostumadas a ler. A gente também vê isso aqui, mas ele também nos mostra um outro tipo de amor, que é tão forte – e às vezes bem maior – quanto o amor de um marido pela sua esposa, é o amor de um pai por um filho e de um filho por seus pais.

Aqui temos a história de Ty e Shelby. Ty acabou de descobrir que é pai de um garoto de 11 anos de idade, Casey, e está lutando para administrar toda a confusão de sentimentos que é a sua vida agora. Ele é um cara de bom coração, teve uma infância e adolescência bem conturbadas e se acha inadequado para a tarefa de ser pai, mas ainda assim ele ama o seu filho e está fazendo de tudo para ter um bom relacionamento com ele e lhe dar uma vida melhor.

A vida de Shelby também não está lá essas coisas. Ela também teve uma infância bem dura e sofreu nas mãos de um pai abusivo e narcisista, que fazia de tudo para destruir a autoestima dela e de sua mãe. Para sobreviver, ela se fechou dentro de si, se tornou uma ilha impenetrável, afastando as pessoas de si. Shelby realmente acreditava que ela não era capaz de amar, só de machucar as pessoas, então pra quê se envolver? E tem mais, a mãe dela tem Alzaimer, e já está em um estágio bem ruim, mas Shelby não sabe pedir ajuda, então ela tá quase no limite das suas forças. Bem complicado, não?

E o que dizer de Casey? Gente, partiu meu coração! Ele sofreu demais nas mãos de uma mãe que não cuidava dele de verdade. O expunha a coisas que nenhuma criança deveria se expor.. Ela acabou presa e ele caiu nas mãos do sistema. Não aguentando mais ele fugiu e andando cruzou o estado para achar o seu pai. Agora, ele está seguro e começando a ser feliz, mas ele não sabe como lidar com esse sentimento, e Casey ainda teme que a sua mãe apareça de novo na sua vida, que Ty o abandone também. Então, para mascarar esses medos ele apronta na escola, com o pai, mas na verdade ele só quer amor, carinho e compreensão.

Shelby é vizinha de Ty, e eles começam a conviver e perceber que estão atraídos um pelo outro. A princípio os seus encontros são válvulas de escape para ambos. Naqueles momentos em que a atração sexual é liberada, eles conseguem esquecer um pouco dos problemas da vida e dão vasão aos desejos, mas isso não é o bastante. Ty é o primeiro a reconhecer e demandar mais desse relacionamento, e por mais que Shelby também queira mais, ela simplesmente não consegue se abrir.

Eu não consigo nem imaginar o tamanho da barra que ela estava passando, se juntar os traumas da infância, aí que o que negócio piora, e apesar das ações dela serem justificadas, eu não conseguir deixar de me irritar um pouco com ela. Poxa, Ty também estava com medo, tinha milhares de motivos também para achar que eles dois não dariam certo e que isso poderia atingir Casey de alguma forma, mas ainda assim ele se abriu e se expos. Mas enfim, as atitudes dela no final do livro conseguiram redimi-la. E eu entendo a sua dificuldade de cortar os laços com o passado e seguir em frente.

Mas sem dúvidas, o que eu mais gostei foi ver o crescimento do amor e do relacionamento entre Casey e Ty. Adorei o jeito que autora lidou com isso e não deixou com que ambos ficassem nesse jogo de esconder os sentimentos. Por mais difícil que fosse, nós vimos Ty se abrir e dizer para o filho que ele não tinha ideia do que estava fazendo, mas ainda assim estava doido para acertar. E essas admissões fizeram toda diferença para Casey, pois ele via que o pai estava se esforçando e por isso ele também tentava. Achei lindo quando Ty disse que não importava se Casey fizesse um monte de besteiras, ele iria corrigi-lo, claro, mas nada do que ele fizesse iria fazer com que ele não se importasse, que ele não o amasse. Lindo, não?!

O final é lindo, nós vemos essas três vidas se unindo e buscando um novo recomeço, baseado no amor e na aceitação. Eu super recomendo!

By Gisele Pinheiro
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