A culpa é das Estrelas

em 2 de outubro de 2016

Essa resenha e de 16/05/20140, mas estou repostando pois a globo vai exibir na TV aberta amanhã na Tela Quente e é lindooooooooooooooo!

Eu pensei em parar de ler algumas vezes, pois eu andei por um longo tempo fugindo de livros tão emotivos, tão tocantes e tão sentimentais, me enveredei pelos caminhos mais divertidos e até surpreendentes para mim, andei as voltas com meus Vampiros, Sylvia Day que me colocava de frente com a ira, e até com Grey andei dando umas flertadas, mas “A Culpa é das Estrelas”, era algo tão desejado por todos, que eu precisava ler, até porque depois de 02 anos na geladeira eu resolvi voltar pra vida. E, esse livro foi uma tapa de luva de pelica que humildemente eu admito que merecia. Muito embora o autor, John Green, deixou claro que se trata de uma obra de ficção.



A culpa é das Estrelas



Hazel Grace Lancaster é uma adolescente que eu chamaria de mimada, se não fosse o mal que a acomete, acho que não é “spoiler” eu dizer que ela é portadora de câncer, não sei se “Portadora” é a palavra certa, passamos a questionar muitas coisas, colocações, gestos e jeitos de encarar esse mal. Questionamos a vida e a morte também!

Sim o “A Culpa é das Estrelas” fala de Câncer, eu digo “de” e não “do”, porque ele gira em torno do mundo das pessoas que lutam e vivem com essa doença. No começo o livro é morno, mas a gente lê acreditando que isso não pode continuar assim e não continua. Hazel que não tinha expectativas, ela gostava de assistir America’s Next Top Model, juro!!! Mas, em umas das chatas reuniões no grupo de apoio ela conhece Augustus Waters, eu ousaria dizer que o “Gus” é sim o grande cara desse livro! É ele quem ensina a Hazel a parar de agir como uma menininha doente e mimada, que espera a morte, como uma mulher, que ama, que luta, que tem forças para atravessar o oceano em busca de uma resposta que era importante para ela. Sabe eu acho que todos nós temos direito a resposta aos nossos conflitos, mas... “O mundo não é uma fábrica de realização de desejos...”

Uma aflição imperial (livro) era tão importante para ela que ela não se conformava com o final que o autor o sentenciou (mais ou menos como nós, leitoras compulsivas), e “Gus” fez de seu desejo (ele acreditava que todos devem ter desejos) e, como Hazel já havia gasto o dela, para leva-la a Amsterdã (ahhhh como suspirei imaginando Amsterdã e seus canais...) e encontrar Van Houten, ah Van (Corno), desculpem mas, eu tive tanto ódio desse miserável Van! Mas para entender vocês terão que ler! Tenho certeza que vocês também terão ódio. Mas uma frase dele eu gostei: “A tristeza não nos muda, Hazel. Ela nos revela.”

Augustus era doce o suficiente para dizer: “Seria uma honra ter o coração partido por você.” Porque Hazel não foi uma conquista fácil, mas quando se entregou a esse amor, soube amar o Augustus como ele merecia. E Amsterdã tinha que ser o cenário...

Eu quero dizer que apesar de todas as lágrimas que eu chorei nesse livro, ele é uma lição de vida, por mais que seja fictício. Ele me fez pensar, se pessoas que estão em fases terminais, se permitem viver a vida na sua intensidade AGORA, porque nós, sãos (de certa forma), nos fechamos em copas, em um sofrimento de meses, por pessoas que simplesmente nos desprezam, permitimos que a depressão nos arraste, nos jogando nas rochas e machucando de novo e de novo...

Eu quero deixar meu depoimento que esse livro, muito ao contrário do que eu pensei no início, ao invés de me deprimir, me impulsionou pra frente e pra cima, me fez rever minha vida e pensar que há anos atrás eu me tranquei na geladeira, pra não sentir dores e com isso eu ganhei ausências, solidão, depressão e obesidade. Fez-me olhar para traz e ver que eu estava repetindo o processo há outros 02 anos e então me perguntei, é isso que você quer pra você Andréia? E a resposta é: DEFINITIVAMENTE NÃO!

Peço desculpas para usar essa resenha de forma tão pessoal, mas, eu preciso agradecer ao John Green por esse choque de realidade, através da sua ficção. Por me trazer lembranças que me levaram ao choro compulsivo como essa: “A letra dele estava confusa, inclinada, o tamanho variando, a cor da caneta mudando. Ele tinha escrito a carta durante vários dias, em graus de consciência variados.” (Meu pai escrevia assim nas ultimas cartas... Às vezes é bom, faz a gente entender que o mundo não gira ao nosso redor...)

E você se puder, se tiver condições leia, vale muito a pena! A gente poder enxergar o mundo através de outro prisma!

Deixo aqui a passagem que me fez e faz chorar nesse momento:

“Eu te amo no presente do indicativo — sussurrei, e coloquei minha mão no meio do peito dele. — Está tudo bem, Gus. Tudo bem. Está. Está tudo bem, ouviu? — Não tinha, e não tenho, absolutamente nenhuma esperança de que ele pudesse me ouvir. Eu me inclinei para a frente e beijei a bochecha dele. — O.k. — falei. — O.k.
(Ok para Hazel e Augustus significava “Para Sempre”.)

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