NOTORIOUS COUNTESS CONFESSES - JULIE ANN LONG



Oi Meninas!!! Demorei, mas cheguei! =)

O Sem Fronteiras de hoje, traz um livro que eu amei de paixão e que trás uma lição de vida enorme! Aquela que Jesus nos deixou, a de amarmos o nosso próximo como a nós mesmos, e de pararmos de sermos hipócritas e acharmos que somos melhores que os outros, porque lá no fundo, somos todos iguais!

A NOTORIOUS COUNTESS CONFESSES - JULIE ANN LONG

A Famosa Condessa Confessa

Esse é o sétimo livro da série Pennyroyal Green, mas como sempre, você não precisa ter lido nenhum outro. Essa autora já é uma das minhas favoritas de todos os tempos!

Ela é tão boa, mais tão boa que consegue pegar um mote que eu normalmente não me sinto a vontade - gente que não é rica e um vicário - isso mesmo, um pastor como protagonista. E eu que sou evangélica, fico com um pé atrás nesses esteriótipos de ministros que lemos nos livros e suas ações não condizentes com a sua função - e fazer com eu ame, torça, chore e exploda de amor e alegria. Sim, minha gente! Como diria RC: "São tantas emoções.."

A Julie postou no seu facebook um recado que uma pastora deixou pra ela, após a leitura do livro. Que lindo. Ela disse que a autora conseguiu retratar em Adam, todas as dificuldades e privilégios que envolvem a vida de um ministro. E que afinal de contas, somos todos humanos e passiveis de erros. Mas o que nos diferencia é a nossa vontade de acertar e fazer as coisas certas perante Deus e os homens.

Adam é um homem lindo, alto, loiro, de olhos azuis, ombros largos e por ai vai. As mocinhas da cidade lotam a igreja todos os domingos só para admirá-lo, e todas claro, querem casar com ele. Mas o que faz ele ainda melhor é o seu caráter. Ele é integro, honesto, bem humorado, muito gente fina e um homem de Deus. Ele ama o que ele faz e ele AMA as pessoas e poder ajudá-las. Ele compreende as fraquezas do ser humano, porque ele é humano e tem as suas próprias dúvidas e fraquezas. Adam é primo dos infames Everseas, mas ele não compartilha dos hábitos pirigueteiros dos primos. Mas ele, como nós, nos divertimos muito com eles.

Um desses domingos, a atenção de Adam é capturada por uma mulher, que está dormindo enquanto ele está pregando. Mas que desrespeito! Ele tem um trabalhão pra fazer esses sermões, Dona Moça!!

Essa moça é Eve, Condessa de Wareham/Balmain (erro de edição do livro). Ela é uma antiga atriz de ópera/cortesã que foi comprada em um jogo de cartas pelo seu finado esposo, o Conde. Olha que confusão, né?!

Eve não tem arrependimentos das suas ações passadas. Ela fez o que fez para poder sustentar a sua família. Não que ela não tenha sofrido, mas pelo bem dos seus, ela faria tudo novamente. Agora que o marido faleceu, ela herdou uma casa em Pennyroyal Green e foi refazer a sua vida. Só que a sua reputação a precede. E ela não consegue fazer amigos na cidade e então ela pede ajuda ao Adam.

Ele fica em uma situação delicada, pois quer proteger as pessoas que tanto ama, mas ao mesmo tempo, seu trabalho como vicário não o permite virar as costas a Eve. E ela é bem sincera com ele.. Ambos são bem solitários, e de alguma forma eles conseguem entender muito bem um ao outro.

Começa então a "campanha" de inclusão de Eve na sociedade. Olha, eu fiquei com tanta raiva das atitudes das pessoas em relação a Eve!! Ela por si só é uma ótima pessoa. Porque todo mundo sempre pega um ato isolado na vida de outrem, e usa isso para definir todo um caráter, toda uma vida? Ninguém nunca quer saber o que levou a pessoa a fazer o que ela fez.. a gente diz que ama o próximo, mas será que amamos mesmo? É bem mais cômodo nos fecharmos no nosso mundinho, ao invés de estender a mão ao necessitado e ajudá-lo a mudar de vida. Não queremos nos sujar!

Essa foi uma das lições que eu tirei dessa leitura. Vamos parar de julgar, e de sermos hipócritas. Muita das vezes o erro que criticamos no nosso irmão, é o mesmo que temos, não é verdade?!

A construção do amor de Adam e Evie é linda. São conversas que vão desvendando a vida e os sentimentos de ambos. E Adam ainda tem a sua reputação a zelar. E ele não sai dessa luta sem algumas feridas. Quando a comunidade percebe que há algo mais entre eles, a igreja fica vazia. Ai que raiva!!

Mas ele sempre faz o certo - só não quando ele se entrega a Evie, né?! hehe, mas eu dou um desconto por ser uma obra literária e essa parte do livro é muito linda e intensa - e é muito correto em suas ações e sentimentos. Ele vai se descobrindo, sentindo coisas que ele nunca sentiu e como ele é fiel a si mesmo. E ao mesmo tempo um bobo apaixonado.

Evie não fica pra trás. Fofa. Mas muito forte e segura de si. Ela tem que ser forte, senão ela é engolida. Ela se importa com as pessoas ao seu redor e isso é lindo de se ver. e dá mais raiva ainda, porque, ela sempre foi generosa com os outros mas quando ela mais precisa, viram as costas pra ela.

Mas como é um romance, tudo dá certo no final. E o que foi aqueles dois últimos capítulos??? OMG!!!!! Quase morro. Adam prova que ele é um Eversea, e de forma ousada e inusitada (ele tem que fazer jus ao nome da família), mostra aos quatro ventos o seu amor por Eve. Na igreja gente! De maneira linda e eu que sou uma boba romântica não parei de suspirar.

Você lê a maior parte do livro com um sorriso nos lábios. E depois você sofre e seu coração chora pelas injustiças e dificuldades para que esses dois fiquem juntos. Mas enfim, você explode. Explode de amor.

Se eu recomendo? Muitíssimo.
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Orgulho e Preconceito



***** estrelas, mas eu daria 10 estrelas


Me apaixonei pelo filme, tanto, mas tanto! Por tudo, pela trama, que vem do livro de Jane Austen, que ha 200 anos vem conquistando o coração dos seus leitores. E eu agora entendo porque. O mais lindo de tudo é que o filme não tem apelação, não tem cenas de beijos “calientes”, sexo, mas é de um romance tão profundo, que incita, excita como diria um poeta que amo! Após assistir o filme, eu não resisti e corri pra comprar o livro! Não estou menos apaixonada.



Em Orgulho e Preconceito temos a família Bennet, composta pelo senhor Bennet, a senhora Bennet e mais cinco filhas: Jane, Elizabeth, Mary, Kitty e Lydia. Como é costume da época, toda a herança da família é herdada pelo filho homem e com cinco filhas todos os bens da família Bennet está destinado para um parente distante, isso é mais do que suficiente para deixar a matriarca da família desesperada para casar logo suas filhas.
Quando a propriedade de Netherfield é alugada pelo Mr. Bingley, a senhora Bennet enlouquece ao se deparar com um alvo perfeito para formar um laço com alguma de suas filhas e ela não vai poupar esforços para que isso ocorra.



O desenrolar do romance se dá na força e nos olhos de amor de Elizabeth.

Elizabeth é cheia de personalidade. No filme ela é linda, jovem, “livre e fresca” (como se diz por aí) e maravilhosa! Ela é inteligente e nada ingênua, com uma língua afiada e franqueza. Já Mr. Darcy, ah, como não se apaixonar por ele? De início ele é mal educado e fere o orgulho da Lizzy (a chamam assim), mas ele se redime por cada erro e chega a ser fofo. Darcy é daqueles homens complicados, cheios de mistérios e intensos, nossa, muito intenso. Exatamente aquele tipo que toda mulher sonha, que laça nosso coração e o leva embora.
O encanto desse livro ou filme é a forma como Lizzy e Darcy se apaixonam, como o amor deles é construído com o desenrolar da história, o desprezo tornando-se admiração (já que essa mulher forte não admira a forma como as coisas eram “resolvidas” pelas famílias). E nos detalhes, não pense que será um amor que será feito por toques, por declarações, o amor esta nos detalhes, na sutileza, no discreto roçar das mãos, no olhar que diz tudo, no quase sorriso compreendido, na respiração... aiai!
Orgulho e Preconceito foi escrito para encantar gerações, é maravilhoso e com tudo no ponto certo. Serve como critica a sociedade, mas, sem chegar ao ponto de exagero, e com lições para serem aprendidas e levadas para sempre. Uma delas é que o amor, quando de fato existe, vence tudo, muda o mundo!


E, uma ressalva que o filme, muito ao contrário do que geralmente acontece é fiel ao livro e ainda com paisagens ricas, encantadoras e emocionantes. Achei que mereciam uma galeria e por isso fiz!

Orgulho e Preconceito, não é algo que vai passar na sua vida, ele vai entrar em você e lhe fazer bem, porque ele vai tocar seu coração, orvalhar seus olhos e permanecer como uma doce lembrança, como uma foto de alguém querido, que vez por outra a gente dá uma espiadinha pra matar a saudade.

O filme está disponível em locadoras, a venda em lojas do ramo, no “netflix” (eu assisti lá), já o livro, como todos os maravilhosos romances de Jane Austen, em livrarias e sites do ramo. Estou apreciando cada dia um pouco mais essa autora!
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