Uncommon Passion - Anne Calhoun

em 27 de setembro de 2013



(Paixão Incomum)

5 estrelas

Eu amei , amei , amei!

Anne Calhoun fez um trabalho incrível nos mostrando como um homem e uma mulher que, devido uma série de circunstâncias, não sabem ou esqueceram como é sentir as coisas.

E eu acho que este é o verbo perfeito para descrever este livro: SENTIR.
Rachel é uma garota que deixou uma comunidade religiosa (aquelas em que as pessoas vivem em fazendas, o pastor manda em tudo e em todos, os homens tem 300 mulheres, as mulheres usam aquelas roupas estranhas, não cortam o cabelo e etc) para experimentar como é viver a vida em sua plenitude. Na comunidade ela não podia expressar seus sentimentos . Sentir raiva, tristeza, fúria é um pecado e eles diziam que ela tinha suprimir tudo isso. Mas Rachel tem um espírito livre. Ela quer ir para a faculdade, ela quer saber como é ter um relacionamento com um homem e com as pessoas, ela quer deixar o seguro e se permitir experimentar tudo, o bom e o mau.


Ben é um policial que - à primeira vista - não se sente muito. Ele não parece estar ligado a nada e a ninguém. Em seu trabalho, ele é destemido, ele gosta de sentir a adrenalina, o perigo . Sua vida pessoal é cheia de bebidas, mulheres e sexo sem sentido. Ele usa sua indiferença e o exterior durão para esconder sentimentos fortes e destrutivos. Sentimentos e memórias de um tempo em sua vida que ele prefere esquecer .

Em 70 % da história, vemos Rachel brilhar. Ela compra um encontro com Ben querendo ter relações sexuais com ele, sem amarras . Ela só quer saber como é estar com um homem e eles transam. Ben não sabe que ela é virgem e ele nem sequer percebe isso até a manhã seguinte. Ela não tem orgasmo e ele é um pouco rude, mas ela não se importa, porque ela pode sentir, vivenciar essa experiência.

Uma vez que Ben percebe o que ele fez, ele propõe a Rachel que ele pode ensiná-la o quão bom sexo pode ser. E cara, como foi bom! A autora leva sensualidade a um novo nível . As cenas são sensuais e eróticas da melhor maneira possível. Rachel descobre a si mesma como uma mulher poderosa e sexy e pouco a pouco esses encontros despertam um desejo por mais.

Vemos Rachel perseguir seus sonhos de ir para a faculdade, conseguir um emprego melhor, e ao mesmo tempo vemos a sua luta contra a rejeição de seu pai e a pressão para voltar pra casa. Ela fica mais forte conforme a história avança, ela é muito segura do que ela quer para a sua vida.

No final, o foco muda para Ben. Vemos quão profundos são seus sentimentos por seu irmão gêmeo (e como gêmea que sou me identifiquei demais com ele!)vemos o quão culpado ele se sente pelo que aconteceu com o irmão e como ele canaliza toda a culpa e raiva em seu pai. É triste. Ele sofreu tanto que virou insensível . E ele não sabe como lidar com o sentimentos que tem por Rachel, afastando ela constantemente.

Tudo é tão realista, as personagens, os sentimentos, nada foi apressado. No final, quando eles se afastaram um do outro, foi tão bom ver como eles primeiro buscam a mudança em si mesmos, para aí sim, dar uma nova chance ao seu relacionamento. Lindo

PS: A capa do livro não tem nada a ver com a história. Releve.

Gisele Pinheiro

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