PAINTED FACES - L.H. COSWAY

em 28 de agosto de 2013



Olá Meninos e Meninas!

É com imenso prazer que inaugurarmos hoje mais um cantinho especial de leitura aqui no Assim Como o Sol, o SEM FRONTEIRAS. Agora, todas as quartas, você vai poder ler aqui uma resenha de um livro ainda não foi publicado no Brasil. Vocês não fazem ideia de quantos autores maravilhosos têm espalhados pelo mundo e é realmente uma pena que as editoras brasileiras não ampliem o seu roll de autores no Brasil.

Mas isso não irá nos deter, não é verdade!?!

Graças a Deus, existem vários grupos de traduções pela internet que tem feito essa aproximação e também existem muitas pessoas que como eu, se dispõem a ler em outro idioma. Então queridos, esse cantinho é para todos nós!

Gostaria de lembrar que sempre vou avisar se esses livros já foram traduzidos pelos grupos de tradução e se você se dispõe a ler em inglês ou espanhol, é só me avisar que consigo o arquivo do livro para você poder ler também.

E aos queridos que não podem ler em outro idioma, não se acanhe não! Venha dar uma espiadinha e aproveite para conhecer novos autores e obras!

E queria agradecer a Deia por me dar esse espaço e oportunidade de compartilhar minhas resenhas e sentimentos aqui. Meu coração será eternamente grato, Honey!

E vamos a nossa primeira resenha?


PAINTED FACES - L.H. COSWAY
(Faces Pintadas)

 Uau!

5 estrelas

Painted Faces é o que eu posso chamar de um livro desafiador, porque você tem que passar por cima de vários preconceitos para poder aproveitar a leitura, ao menos eu tive que fazer isso, e posso dizer que valeu a pena. Ao menos eu estou orgulhosa de mim mesma. Muitas vezes eu prefiro ficar na minha zona de conforto literária e acabo perdendo de experimentar um monte de coisas novas por puro preconceito. E no caso desse livro, eu te aconselho a dar uma chance.

”We all paint on a face to show the world”, Nicholas replies philosophically. “For some of us, that’s quite literal”

("Nós todos pintamos uma face para mostar ao mundo", Nicholas respondeu filosoficamente. "Para alguns de nós, isso é bem literal")


Desde o inicio do livro não é segredo que o mocinho da história, Nicholas, é uma drag queen. E apesar de ele ser descrito como um homem lindo, muscular, cheio de tatuagens, eu não conseguia me desvencilhar do estereótipo da drag, de um homem super afeminado. Confesso que logo no prólogo, minha mente já estava condicionada a imaginar o Nicholas dessa forma, mas a medida que nós vamos lendo e olhando ele pelos olhos de Freda, pode ter certeza que a nossa concepção muda.

”Are you a drag queen, or a transvestite or a cross dresser? Or are they all one and the same thing? Nicholas shurgs. “Everybody has their own opinions on it I suppose. For me, a drag queen dresses as a women purely for performance and that’s what I of myself as being."

("Você é uma drag queen, ou um travesti, ou um performista? Ou todos eles são uma coisa só? Nicholas mexe os ombos. "Todo mundo tem sua própria opinião a esse respeito. Pra mim uma drag queen se veste como uma mulher puramente para performar e é desse jeito que eu me vejo")


Viu? Para Nicholas, Vivica Blue é uma personagem. Não é que ela não seja uma parte dele, ela é, mas ela não o define. Ele é 100% homem. E eu que nunca pensei que iria achar a performance de uma drag super ultra sexy...

Umas das coisas que eu mais gostei nessa leitura é que ambos os protagonistas são cientes de quem eles são, dos seus pontos fortes e das suas fraquezas.

Nicholas é uma alma torturada, sozinha no mundo, que perdeu sua mãe bem cedo na vida, e não teve o carinho e amor do pai no momento em que mais precisava. Ele começa a se vestir com as roupas da mãe e a imitar ela como uma forma de lidar com a perda. Várias coisas ruins acontecem nessa caminhada e apesar de ele ser bem seguro de si em algumas áreas, ele é bem inseguro nos seus relacionamentos e não sabe lidar com o ser amado, ele se acha impuro e não merecedor de tal sentimento.

Freda é uma mulher tem problemas com a sua auto estima. Por ser gordinha e ter o cabelo descontrolado desde criança, ela tem alguns problemas em se aceitar. E eu acho ótimo, que ela é extremamente consciente disso, e ao invés de levar esses sentimentos para um lado depressivo, ela faz piada de toda a situação, mas assim como Nicholas ela usa essa sinceridade toda como uma armadura para se proteger e não deixar o seu lado sensível à mostra.

E eu amei como ela aceitou o Nicholas desde o começo. Amei como ela, ao contrario de mim, não colocou ele categorias. Mas não pense que a relação deles é fácil. Por causa dessas inseguranças, Freda e Nick ficam num jogo de estica e puxa quase que interminável. Freda tem muito medo de se machucar e toda vez que Nick chega um pouco mais perto ela o afasta. Ele também faz várias cagadas ao longo da história, tendo afastar a Freda, com medo de machuá-la..

Tem uma parte muito interessante, quando eles já estão se relacionando, em que ele diz a ela que ele quer que ela goste dois lados dele: Nicholas e Vivica. Ela diz que gosta dos dois e até conta pra ele um sonho que ela teve em que ele vinha até ela vestido de Vivica. Logo depois do show dele, ainda caracterizado, eles dois transam no camarim e depois ela se olha no espelho com a maquiagem dele no rosto... achei isso muito legal. Mostra que ela realmente aceita ele, e o vê como artista e como homem.

Outra coisa ótima é que desde o inicio sabemos quais são os problemas e traumas de ambos. Não essa coisa de ficar escondendo.. o legal é ver como eles vão se ajustando e ajudando um ao outro a vencer esses problemas. O livro não termina com Nicholas deixando de ser performista ou Freda largando de fazer cupcakes, mas eles mudam significantemente a vida um do outro.

”So, this is me darling, a complete and total contradiction. A fucking mess.” He smiles sadly. “A beautiful mess”, I proclaim.”

("Então, isto sou eu querida, uma completa e total contradição. Uma puta de uma bagunça". Ele sorri tristemente. "Um bela bagunça", Freda diz")

Super recomendado!



Gisele Pinheiro

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