PAINTED FACES - L.H. COSWAY



Olá Meninos e Meninas!

É com imenso prazer que inaugurarmos hoje mais um cantinho especial de leitura aqui no Assim Como o Sol, o SEM FRONTEIRAS. Agora, todas as quartas, você vai poder ler aqui uma resenha de um livro ainda não foi publicado no Brasil. Vocês não fazem ideia de quantos autores maravilhosos têm espalhados pelo mundo e é realmente uma pena que as editoras brasileiras não ampliem o seu roll de autores no Brasil.

Mas isso não irá nos deter, não é verdade!?!

Graças a Deus, existem vários grupos de traduções pela internet que tem feito essa aproximação e também existem muitas pessoas que como eu, se dispõem a ler em outro idioma. Então queridos, esse cantinho é para todos nós!

Gostaria de lembrar que sempre vou avisar se esses livros já foram traduzidos pelos grupos de tradução e se você se dispõe a ler em inglês ou espanhol, é só me avisar que consigo o arquivo do livro para você poder ler também.

E aos queridos que não podem ler em outro idioma, não se acanhe não! Venha dar uma espiadinha e aproveite para conhecer novos autores e obras!

E queria agradecer a Deia por me dar esse espaço e oportunidade de compartilhar minhas resenhas e sentimentos aqui. Meu coração será eternamente grato, Honey!

E vamos a nossa primeira resenha?


PAINTED FACES - L.H. COSWAY
(Faces Pintadas)

 Uau!

5 estrelas

Painted Faces é o que eu posso chamar de um livro desafiador, porque você tem que passar por cima de vários preconceitos para poder aproveitar a leitura, ao menos eu tive que fazer isso, e posso dizer que valeu a pena. Ao menos eu estou orgulhosa de mim mesma. Muitas vezes eu prefiro ficar na minha zona de conforto literária e acabo perdendo de experimentar um monte de coisas novas por puro preconceito. E no caso desse livro, eu te aconselho a dar uma chance.

”We all paint on a face to show the world”, Nicholas replies philosophically. “For some of us, that’s quite literal”

("Nós todos pintamos uma face para mostar ao mundo", Nicholas respondeu filosoficamente. "Para alguns de nós, isso é bem literal")


Desde o inicio do livro não é segredo que o mocinho da história, Nicholas, é uma drag queen. E apesar de ele ser descrito como um homem lindo, muscular, cheio de tatuagens, eu não conseguia me desvencilhar do estereótipo da drag, de um homem super afeminado. Confesso que logo no prólogo, minha mente já estava condicionada a imaginar o Nicholas dessa forma, mas a medida que nós vamos lendo e olhando ele pelos olhos de Freda, pode ter certeza que a nossa concepção muda.

”Are you a drag queen, or a transvestite or a cross dresser? Or are they all one and the same thing? Nicholas shurgs. “Everybody has their own opinions on it I suppose. For me, a drag queen dresses as a women purely for performance and that’s what I of myself as being."

("Você é uma drag queen, ou um travesti, ou um performista? Ou todos eles são uma coisa só? Nicholas mexe os ombos. "Todo mundo tem sua própria opinião a esse respeito. Pra mim uma drag queen se veste como uma mulher puramente para performar e é desse jeito que eu me vejo")


Viu? Para Nicholas, Vivica Blue é uma personagem. Não é que ela não seja uma parte dele, ela é, mas ela não o define. Ele é 100% homem. E eu que nunca pensei que iria achar a performance de uma drag super ultra sexy...

Umas das coisas que eu mais gostei nessa leitura é que ambos os protagonistas são cientes de quem eles são, dos seus pontos fortes e das suas fraquezas.

Nicholas é uma alma torturada, sozinha no mundo, que perdeu sua mãe bem cedo na vida, e não teve o carinho e amor do pai no momento em que mais precisava. Ele começa a se vestir com as roupas da mãe e a imitar ela como uma forma de lidar com a perda. Várias coisas ruins acontecem nessa caminhada e apesar de ele ser bem seguro de si em algumas áreas, ele é bem inseguro nos seus relacionamentos e não sabe lidar com o ser amado, ele se acha impuro e não merecedor de tal sentimento.

Freda é uma mulher tem problemas com a sua auto estima. Por ser gordinha e ter o cabelo descontrolado desde criança, ela tem alguns problemas em se aceitar. E eu acho ótimo, que ela é extremamente consciente disso, e ao invés de levar esses sentimentos para um lado depressivo, ela faz piada de toda a situação, mas assim como Nicholas ela usa essa sinceridade toda como uma armadura para se proteger e não deixar o seu lado sensível à mostra.

E eu amei como ela aceitou o Nicholas desde o começo. Amei como ela, ao contrario de mim, não colocou ele categorias. Mas não pense que a relação deles é fácil. Por causa dessas inseguranças, Freda e Nick ficam num jogo de estica e puxa quase que interminável. Freda tem muito medo de se machucar e toda vez que Nick chega um pouco mais perto ela o afasta. Ele também faz várias cagadas ao longo da história, tendo afastar a Freda, com medo de machuá-la..

Tem uma parte muito interessante, quando eles já estão se relacionando, em que ele diz a ela que ele quer que ela goste dois lados dele: Nicholas e Vivica. Ela diz que gosta dos dois e até conta pra ele um sonho que ela teve em que ele vinha até ela vestido de Vivica. Logo depois do show dele, ainda caracterizado, eles dois transam no camarim e depois ela se olha no espelho com a maquiagem dele no rosto... achei isso muito legal. Mostra que ela realmente aceita ele, e o vê como artista e como homem.

Outra coisa ótima é que desde o inicio sabemos quais são os problemas e traumas de ambos. Não essa coisa de ficar escondendo.. o legal é ver como eles vão se ajustando e ajudando um ao outro a vencer esses problemas. O livro não termina com Nicholas deixando de ser performista ou Freda largando de fazer cupcakes, mas eles mudam significantemente a vida um do outro.

”So, this is me darling, a complete and total contradiction. A fucking mess.” He smiles sadly. “A beautiful mess”, I proclaim.”

("Então, isto sou eu querida, uma completa e total contradição. Uma puta de uma bagunça". Ele sorri tristemente. "Um bela bagunça", Freda diz")

Super recomendado!



Gisele Pinheiro

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WHITNEY, MEU AMOR - JUDITH MCNAUGHT



Meninas, se vocês ainda não leram nada da diva Judith McNaught, eu aconselho vocês a pararem tudo, tipo, AGORA, e ir procurar um livro dela pra ler. Se você gosta de um bom romance, você pode correr pra ela de olhos fechados! Juro pra você, ela é boa assim!

E sabe do melhor, os melhores livros dela na minha opinião, os históricos, foram todos lançados em português e a editora até lançou a pouco tempo atrás edições pockets desses livros, então eles estão mais baratos!!! =)

Vamos à resenha??

Judith Mcnaught é o tipo de autora que faz eu comprar os seus livros de olhos quase fechados, sempre na certeza de que até os seus livros medianos, serão acima da média dos muitos livros que tenho lido. E sempre que compro um, demoro dias pra ler, como que estivesse com medo das emoções que as suas histórias me proporcionarão. E sempre é assim, não consigo ler ela sem me atar profundamente aos personagens e a trama, sempre é muito intenso.



E com Whitney, meu amor, não poderia ser diferente. De todos os livros históricos da Judith que li, esse era o único que faltava, mas de tanto ler resenhas e comentários sobre ele, fiquei com um pé atrás por causa do mocinho, Clayton, Duque de Claymore. Todo mundo falava mal dele. De como ele era arrogante, cheio de si, autoritário, tempestuoso. De como ele tanto destratou a Whitney, etc.. Eu fiquei com medo de ler, e pensava, como um mocinho desses pode ser chamado de mocinho??

Aproveitei que o pocket book, com o final estendido, estava disponível para pronta entrega e comprei, sabendo que assim seria obrigada a ler.. e a aventura começou. A primeira coisa que me aconteceu foi que eu me apaixonei por Clayton Westmoreland! Ele é sim tudo o que eu falei ainda a pouco e um pouco mais. Mas pra mim isso faz parte do charme dele! Clayton não poderia ser de outra forma. Ele nasceu e cresceu para ser um Duque inglês em toda a sua glória, e onde é que já se viu um Duque ser um mocinho bonzinho e bobinho?? Com Clayton, Judith fez uma caracterização perfeita da aristocracia inglesa em toda a sua estúpida arrogância.

Mas o bichinho pode sim ser redimido! Primeiro, nenhum outro homem seria capaz de controlar a impetuosa Whitney (a bichinha era o diabo). Olha que eu fiquei com muita raiva dela a maior parte do livro, pois ela fica presa nessa idiotice de se casar com o Paul. Coisa de criança mesmo. E olha que Clayton foi paciente...
Segundo, ele é muito intenso nos seus sentimentos, no seu amor, na sua possessividade.. ain.. lindo! Claro que não vou fechar os olhos para os seus erros, principalmente pelo fato de ele ter, por duas vezes, pensado o pior de Whitney e em nenhum momento dar a ela a chance de se explicar. E o pior era que depois que ele formava as suas opiniões a respeito do que ela teria feito, Clayton agia irracionalmente. Muito tempestuoso o menino...

Não achei que Whitney perdoou ele muito rápido por tudo, ambos sofreram bastante por seus erros. E tinha momentos em que achava que estava dentro de uma novela mexicana... nossa...tudo dava errado sempre!! huahauha...

Adorei a mãe de Clayton, amei de paixão o Du Ville e reverenciei o Stephen (que alias se transformou no seu livro em um chato, em comparação ao que ele era em Whitney, meu amor)

Vale muito a pena ler, torcer, se "enraivar" e se emocionar a cada página desse livro! Com certeza um favorito (mas ainda não tira Agora e Sempre e Alguém para amar do topo dos melhores ever - não se preocupem, vou postar as resenhas desses aqui também).

Ah, já ia me esquecendo... na cena em que Clayton bate na Whitney, (são só umas palmadinhas), se você ler com atenção, você verá que ele não queria bater nela não.. ele viu a besteira que fez até mesmo antes de batê-la e apesar dos pesares, vamos combinar.. ela bem que mereceu! huahauhau...

Agora estou com DPL (Depressão Pós Livro), pois como já estava a uma semana tendo esse livro como meu animal de estimação.. sempre comigo, sempre lendo quando tinha um tempinho, quase parte da família . e agora acabou.. =( Por isso, você que ainda não leu a série da Dinastia Westmoreland, não perca tempo e se apaixone. Recomendo a seguinte ordem de leitura:

Um Reino dos Sonhos - Royce e Jennifer
Whitney, meu amor - Clayton e Whitney
Até Você Chegar - Stephen e Sherry

Deixo vocês com uma parte linnndaa, que amo de paixão, quando eles se reconciliam pela segunda vez, já no final estendido:

— Se um dia eu imaginar que você está pensando em me deixar novamente, juro que a trancarei no quarto e porei barras nas portas e janelas — ele disse por fim, erguendo um dos pés dela e en­volvendo-o na toalha.
— Você ficará lá dentro comigo? — Whitney perguntou com lágrimas na voz.
Clayton beijou-lhe o pé.
— Ficarei — afirmou."


Gisele Pinheiro
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Pra todo o sempre



E chega a hora de encerrar com chave de ouro esse trilogia. E por favor, me perdoem, mas esse é o único livro da série que não tem tradução ainda. Só tenho o arquivo em inglês, mas se você quiser se arriscar a ler no original, se joga, porque é lindo demais!

E vamos a resenha:


Meninas, eu estou apaixonada pela Patricia Gaffney. Acho que é uma das poucas que consegue sintetizar em um livro várias facetas da complicada personalidade humana de forma real.



Eu sei que estou me repetindo porque já disse isso em minha resenha de To Have and To Hold, mas essa é a verdade. Lendo as histórias dela, você consegue ver claramente várias coisas que, se acontecesse com você, provavelmente você agiria da mesma forma que as personagens do livro. E isso é ótimo, porque nos ajuda a nos conectarmos mais com a trama.

Anyways, Forever and Ever, é o livro que encerra a trilogia Wyckerley. Eu já havia lido o maravilhoso primeiro livro da série To Have and To Hold - que se vc ainda não leu, eu aconselho a vc parar tudo e ir ler ele, pq vale muitíssimo a pena - e já tinha começado a ler o segundo, mas eu fui atraída pelo mote do terceiro, pessoas que se casam contra vontade e vão se arrumando no decorrer da história. Ai não teve outra, não tive forças para abandonar meu péssimo hábito de ler tudo fora de ordem..=/

Aqui temos a história de Sophie e Connor. Ela é a princesa da cidade, lindinha, dona de uma pequena mina a qual herdou do pai, muito bem quista por todos e dona do próprio nariz. Sophie tem muito orgulho de ser quem ela é, e de ocupar o lugar de destaque que ela ocupa. Ela leva seu trabalho muito a sério e como ela é mulher enfrenta muitas dificuldades para se impor em "mundo" predominantemente machista, que é o mundo dos mineiros. Mas essas dificuldades estão longe de abatê-la, ao contrario, ela é bem sucedida no que faz.

Vemos aqui que ela tem um status e uma reputação a zelar, correto?

Connor, é um homem pobre, mas com sonhos grandes. Filho mais novo de uma familia de mineiros, ele viu 4 de seus irmãos morrerem de doenças associadas ao duro trabalho nas minas. Seu pai morreu de tuberculose e sua mãe morreu por não suportar perder sua familia. Mas ele foi criado para ser diferente. Foi à escola, chegou a ir à universidade, tudo isso para poder ser alguém. Alguém que lutasse por sua gente, e tentasse modificar a vida dos menos favorecidos, principalmente os mineiros. Mas ele não conseguiu ir muito longe. Connor só tem mais um parente vivo, seu irmão Jack, e esse está com tuberculose, também por causa do trabalho nas minas. E ele precisa se sustentar e cuidar de seu irmão.

Ele trabalha escrevendo artigos em "jornais" de esquerda. Delatando as duras condições de vida da classe trabalhadora. E é assim que ele vai se envolver com Sophie. Ele se passa por seu irmão para poder trabalhar na mina e assim descobrir suas precárias condições.

Connor, assim como Sophie, é muito orgulhoso. Mesmo sendo pobre, sabe do seu valor e não deixa ser pisado.

Temos então duas pessoas de personalidades fortes e que defendem seus pontos de vista com unhas de dentes, correto? E é esse choque de personalidades e vontades que vão dar o ton da história dos dois.

Mesmo sendo um empregado, Connor consegue entrar no coração de Sophie. E ela no dele. Eles começam a se envolver e a verdadeiramente se apaixonarem. Mas vemos o conflito de classes e de aceitação deles próprios um com o outro muito forte. Muitas brigas vem daí. Sophie tem que lidar com seu sentimentos por uma pessoa de classe inferior a sua e Connor com a sua consciência, afinal ele vai trair a mulher que ama.

Ele tem a sua noite de amor e logo em seguida o artigo de Connor é publicado. Vocês podem imaginar o pan-demônio...
Eles se separam em meio a acusações e mágoas, mas eventualmente são forçados a se casar, pois Sophie está grávida.

E se o livro já estava bom, agora fica melhor ainda. Como construir uma relação sendo que a base dele é a desconfiança e o rancor? Eles tentam, mas sempre há coisas má resolvidas pelo caminho. A autora nos presenteia com um ótimo texto, mostrando as fases desse casamento, as descobertas da vida de casado - os costumes e "vicios" do casal - a frágil reconstrução dessa aliança, a insatisfação de Connor por não ter uma posição forte na casa..

Tudo isso é misturado com a vida da mina e também com as politicagens da região, pois Connor tem a ambição de ir ao Parlamento.

Daqui pra frente, eu não posso falar mais, mas eu te garanto que muita água ainda vai rolar e só por essas coisas que eu falei, você entende como tudo é complicado. Estamos lidando com pessoas de fortes convicções, Sophie está grávida e isso interfere na sua personalidade também. Os olhares da sociedade na vida dos dois também tem papel importante na trama. Será que eles vão conseguir vencer as suas diferenças e darem chance ao lindo amor que nasceu no inicio do livro?

Só digo uma coisa, LEIAM!

Deixo vocês com os votos do casal no dia do casamento deles, em que autora usa os nomes do livros *-*:

Gisele Pinheiro

" In the name of God, I Connor, take you Sophie, to be my wife, TO HAVE AND TO HOLD from this day foward, for better for worse, for richer for poorer, in sickness and in health, TO LOVE AND TO CHERISH, until death do us part".


Tradução:

"Em nome de Deus, eu Connor, aceito-a Sophie, para ser minha esposa, para ter e manter deste dia para a frente, no melhor ou pior, na riqueza na pobreza, na saúde e na doença, amar e estimar , até que a morte nos separe "- (Bem que Nesse último Ela poderia ter Dito sempre e sempre .. :))

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Dicas rápidas do Acordo Ortográfico



Trema (¨)

Não se usa mais sobre a letra u.
(cinquenta, linguiça, bilíngue, frequente, etc...)

Mas, mantém-se em nomes próprios e estrangeiros:
(Müller, por exemplo)

Acento Agudo:

Não se usa mais o acento dos ditongos abertos, eu, oi, nas palavras paroxítonas:
(androide, boia, colmeia, plateia, ideia, alcateia, apoio)

Acento circunflexo:

Não se usa mais nas palavras terminadas em “eem, oo(s)”

Era assim: abençôo, dêem (verbo dar), vôos, lêem (verbo ler), perdôo, zôo, vêem (verbo ver), povôo (verbo povoar);
Fica assim: abençoo, deem, voos, leem, perdoo, zoo, veem, povoo;

Pêlos = Pelos
Pêra=Pera
Pôr=Por

Exceção: Permanece o acento diferencial:

Plural do verbo ter e vir na terceira pessoa (mantêm, detêm, etc...)

Exemplos:

Ontem ele não pôde sair mais cedo, mas hoje ele pode.

Vou pôr o livro na estante feita por mim.

João tem fome. / João e Maria têm fome.

Luiz mantém o acordo. (singular)/Mauro e Pedro mantêm o acordo.

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Não se usa hífen



- Em certas palavras que perderam a noção de composição, como:
Girassol, madresilva, mandachuva, pontapé, paraquedas, paraquedista.

- Em compostos que apresentam elementos de ligação:
pé de moleque, pai de todos, dia a dia, fim de semana, cor de vinho, cara de pau, olho de sogra, Deu me livre, cor de burro quando foge, faz de conta.



Exceções:
Água-de-colônia, arco-da-velha, mais-que-perfeito, pé-de-meia, ao deus-dará, à queima-roupa, cor-de-rosa.
(Isso mesmo, se você prestou atenção cor de vinho não tem hífen, mas cor-de-rosa tem!)

- Fora do sentido original, exemplo: bico de papagaio (doença); olho de boi (selo).

Lembrando que usa-se, diante da palavra iniciada com H, mas tem uma exceção : subumano (perde o H e excluísse o hífen).

- Quando o prefixo terminar em vogal diferente da vogal com que se inicia o segundo elemento:

Aeroespacial
Agroindústria
Anteontem
Antiaéreo
Autoaprendizagem
Autoescola
Coautor
Infraestrutura
Extraescolar

-Quando o prefixo termina em vogal e o segundo elemento começa com as consoantes que não seja R ou S:

Anteprojeto
Autopeça
Coprodução
Microcomputador
Pseudoprofessor
Semicírculo
Seminovo
Ultramoderno

- Quando começar com R ou S, deve-se dobrar essas letras:

Antirracismo
Antirreligioso
Antissocial
Contrassenso
Microssistema
Minissaia
Neorrealismo
Semirreta
Ultrassom

- Quando o prefixo termina em consoante e o segundo elemento começa com vogal:

Hiperacidez
Interestadual
Superamigo
Superaquecimento
Superexigente
Superinteressante

Como podemos notar nesses dias, esse novo acordo ortográfico é bem complexo, porém cheio de exceções. É importante reconhecer as mudanças, mas também é preciso ter a consciência que o acordo é feito para gerações futuras.

Eu costumo dizer que mais difícil do que aprender é “desaprender” e “reaprender”...

Porém obviamente não é por essa razão que tentaremos estar o mais próximo possível da língua portuguesa atual, afinal somos 190 milhões de pessoas falando e escrevendo essa língua no Brasil, somos o país que mais tem habitantes dos que participam do acordo. Vale a pena dizer que, somos também o país que mais aplicou até agora as novas regras, contando com editoras, softwares e veículos de comunicação.

De acordo com as atualizações e dicas que obtivermos vamos postando para vocês:

Indico a vocês o mesmo site que usamos no curso de Redação Oficial, E-Mails eficientes e Acordo Ortográfico:
Por Michaelis – Guia Prático da Nova Ortografia (Douglas Tufano)

Corretor Virtual:
Um Português - http://umportugues.com

Lembrando que tudo que é virtual merece uma atenção especial

Agradecimento especial, Gisele, João Vaz e EDAP de forma geral!



Déia Neves
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Hífen



Usa-se Hifén:


- Nas palavras que não tem elemento de ligação:
Guarda-chuva, arco-íris, boa-fé, segunda-feira, mesa-redonda, vaga-lume, João-ninguém, porta-malas, pão-duro, bate-boca.

- Em palavras iguais, ou quase iguais, sem elemento de ligação:
Reco-reco, blá-blá-blá, zum-zum, tico-tico, tique-taque, cri-cri, pingue-pongue, zigue-zague, pega-pega, corre-corre.
Ex: Esses dias tem tanta coisas a fazer, um corre-corre sem fim!

- Onde Há emprego do apóstrofo:
Gota-d´água, pé-d´água.



- Em palavras compostas, derivadas de nomes próprios e lugares:
Belo Horizonte = belo-horizontino
Porto alegre = porto-alegrense

- Em compostos que designam espécie e botânicos, com ou sem elemento de ligação:
Bem-te-vi, peixe-espada, mico-leão-dourado, erva-doce, pimenta-do-reino, cravo-da-índia.

OBS.: Não se usa fora do sentido original:
Ex: Bico de papagaio (doença) / olho de boi (selo)

- Diante de palavra iniciada com H:
anti-higiênico
co-herdeiro
macro-história
mini-hotel
sobre-humano
super-homem
exceção: subumano (perde o H).

- Com prefixo “Vice”:
Vice-rei, Vice-campeão, Vice-Presidente

- Com prefixo “Sub” em palavras iniciadas por “R”:
Sub-região, sub-raça.

- Com prefixos circum e pan, usam-se o hífen diante de palavra iniciada por m,n e vogal:
Circum-navegação, pan-americano etc...

- Com prefixos ex, sem, além, aquém, recém, pós, pré, pró:
Além-mar, aquém-mar, ex-aluno, pós-graduação, pré-história, recém-casados, sem-terra

- Com sufixos de origem tupi-guarani – Açu, guaçu e mirim:
Amoré-guaçu, Anajá-mirim, Capim-açu

- Duas ou mais palavras que se combinam, formando encadeamento vocabulares:
Ponte Rio-Niterói, Eixo Rio-São Paulo

- Quando o prefixo termina com a mesma vogal, com o que começa o segundo elemento:
Anti-inflamatório, auto-observação, contra-ataques, micro-ondas, micro-ônibus, semi-interno.

- Quando o prefixo termina com a mesma consoante, com o que começa o segundo elemento:
Hiper-requintado, inter-racial, inter-regional, super-resistente, super-romântico.

- Para clareza gráfica, se no final da linha a partição de uma palavra com hífen coincidir com o hífen, ele deve ser repetido na sílaba seguinte:
“O diretor recebeu os ex-alunos.”
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Usa-se Hifén:



Para não esquecer:

- Nas palavras que não tem elemento de ligação:
Guarda-chuva, arco-íris, boa-fé, segunda-feira, mesa-redonda, vaga-lume, João-ninguém, porta-malas, pão-duro, bate-boca.

- Em palavras iguais, ou quase iguais, sem elemento de ligação:
Reco-reco, blá-blá-blá, zum-zum, tico-tico, tique-taque, cri-cri, pingue-pongue, zigue-zague, pega-pega, corre-corre.
Ex: Esses dias tem tanta coisas a fazer, um corre-corre sem fim!

- Onde Há emprego do apóstrofo:
Gota-d´água, pé-d´água.

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Não se usa hífen



Para não esquecer

- Em certas palavras que perderam a noção de composição, como:
Girassol, madresilva, mandachuva, pontapé, paraquedas, paraquedista.

- Em compostos que apresentam elementos de ligação:
pé de moleque, pai de todos, dia a dia, fim de semana, cor de vinho, cara de pau, olho de sogra, Deu me livre, cor de burro quando foge, faz de conta.




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Para Amar e Cuidar Por Gisele Pinheiro



to love

Esse é o livro número 1 da série Wyckerley. Eu sei, eu sei, leio tudo fora de ordem.. não briguem comigo!! haha.

Esse aqui eu também tenho o arquivo em português se você quiser ler! =)

Outra coisa, esses títulos em português tão estranhos.. em inglês o nome desse aqui é To Love and To Cherish, que em uma tradução literal fica Para Amar e Cuidar, que é exatamente a essência dessa obra prima!! Agora sim, vamos à resenha!!!!

Assim, eu quero um Christy pra mim. URGENTEMENTE. Esse livro, como todos dessa trilogia, é apaixonante. Ele fala de fé, de amor, amor de Deus, aceitação.



Ele me fez pensar muito, muito mesmo. E ontem, quando fui dormir, à 1 da manhã, pq tinha que terminar de ler o livro, orei ao Senhor a mesma coisa que a Anne disse em uma parte do livro. Que ela queria conhecer Deus, como Christy conhecia. Pessoalmente.

E mais do que falar de fé, esse livro fala de amor, se você está procurando um lindo romance pra ler, se joga! É lindo ver o amor nascer, ficar angustiada, porque a priori ele é impossível, já que ela é casada. Depois que o amor se torna possivel, há todo o problema da "ilegalidade" desse amor, já que Christy é um ministro e ele tem que ter testemunho, uma vida correta, ele não pode ter um caso fora do casamento. Todas essas complicações, nos faz pensar, faz Christy pensar, e por vezes ele chega a repensar o seu chamado. Mas eventualmente, Deus mostra que ele não precisa se cobrar tanto. Todos nós temos falhas, dúvidas e somos imediatistas. Queremos as respostas dos nossos problemas agora, e na nossa pressa, não vemos Deus agir e fala pra gente através de tantas outras coisas.

E durante toda a história você fica encantada com o namoro dos dois. Os poemas ridículos e lindos dele. O jeito de como Anne tira sarro de Christy. Anne descobrindo como é bom acreditar em algo..

O final do livro é lindo, você fica torcendo para ver como esse amor vai dar certo. E ele dá. =D

Encerro essa resenha dizendo uma coisa para você. Essa trilogia é para você Amar e Cuidar. Ter e Manter, Para todo o Sempre!!

Gisele Pinheiro
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A Mulher Cativa Por Gisele Pinheiro



Olá meninas e meninos =)

Meu nome é Gisele e a Déia me convidou para ajudar com as resenhas aqui do Assim Como o Sol e vai ser um prazer compartilhar com vocês minhas experiências de leituras e minha loucuras.. Sim, eu sou meio doidinha e quando tem livro no meio eu posso perder as estribeiras e rodar à baiana (não é redundância, não!), e costuma ser bem divertido! hahaha.

Pra mim a leitura proporciona isso, emoções, todas elas, às vezes separadas e às vezes todas juntas! Quantas vezes enquanto lendo, eu não já me peguei rindo que nem uma louca, ou chorando, ou louca de raiva que dá vontade de jogar o livro (ou o ereader) na parede por causa da idiotice dos nossos mocinhos e/ou mocinhas preferidos? E tudo isso é tão legal! E nesse espaço queremos incentivar a embarcar no mundo maravilhoso da leitura. Mas tome cuidado, e ele pode ser viciante!



Sinta-se a vontade para deixar a sua opinião e trocar recomendações de leitura, eu vou adorar!

Locais onde você pode me encontrar:


Skoob

Goodreads

*** esse livro possui uma versão em português traduzida por fãs com o título de "A Mulher Cativa".

É bem fácil de encontrar na internet, mas se você tiver problemas é só me informar nos comentários.


Resenha:

Para ter e manter

Que livro. É de tirar o folego o misto de emoções que eu senti lendo ele.

To Have and To Hold conta uma história diferente de tudo o que eu já li. Confesso que não sou muito fã livros com muito drama e sofrimento, mas quando eu li as várias resenhas falando sim do sofrimento das personagens, mas também da belíssima cura dos mesmos, minha curiosidade foi imediatamente atiçada.

Aqui temos a história de Rachel, uma mulher que sofreu e sofreu muito, ela foi acusada de ter matado o seu esposo e como ela não pode provar a sua inocência, ela foi mandada à prisão, por dez anos. Vale a pena mencionar que ela só não foi enviada á forca, pois ela conseguiu, ao menos, provar o quanto o seu marido era cruel com ela. Esses dez anos foram puro inferno na vida de Rachel e para sobreviver, ela se anulou, é como se ela tivesse deixado de existir, nada mais importava, nada mais abatia. Era como um objeto.

O impacto disso tudo foi tão forte na sua vida, que quando ela conseguiu uma espécie de condicional, ela não sabia mais se comunicar com as pessoas... o simples ato de olhar nos olhos, jogar conversa fora, decidir coisas simples do dia a dia eram demais pra ela.

Rachel conhece Sebastian logo depois que ela sai da prisão, ela não tinha aonde ir e não conseguia emprego em lugar algum, e ela acabou sendo detida novamente. Ele era um dos magistrados e assim que ele a viu, ele foi atraído por ela, de alguma forma ver ela ali, indefesa, totalmente a mercê dele, o excitava.

Para a surpresa de todos, Sebastian toma Rachel sob sua custodia, para ser a governanta de sua casa. Rachel já sabia que ele queria muito mais dela do que só cuidar de sua casa..

Sebastian é muito ambíguo. Eu não diria que ele é mau, porque ele não é. Ele é um aristocrata em sua perfeição. Libertino, amoral e egoísta. Só pensa em si mesmo, em como as coisas podem lhe dar prazer. E atormentar Rachel lhe dava prazer, puxar ela ao limite de suas forças, se sentir o dono dela era extremamente satisfatório. Eu cheguei a odiar ele em algumas partes do livro. Sebastian abusa dela sexualmente e moralmente, mas a medida que você vai lendo e conhecendo os dois mais profundamente, você vê que tudo o que acontece, serve para a construção da cura de ambos.

Várias passagens são muito tocantes, como quando Rachel se vê dona de seu próprio quarto, tendo o poder de abrir e fechar a sua janela, de acender e apagar a lamparina - para alguém que viveu dez anos única e exclusivamente sobre os mandos dos outros, isso foi libertador. Ou quando Sebastian leva os seus amigos para casa e eles abusam brutalmente das emoções de Rachel - pra mim é a parte mais forte do livro, não vou contar detalhes, mas doía em mim a dor da nossa mocinha - e ele vendo tudo e não fazendo nada. Mais ali foi o ponto crucial do inicio da mudança dele, foi como se a partir daquele ponto começasse a nascer um novo Sebastian.

E como ele muda. É lindo ver as coisas que ele faz por Rachel e como ambos se ajudam nesse descobrimento de si mesmos. É lindo ver eles se apaixonando, pouco a pouco. Esse foi um dos poucos livros em que eu vi as personagens como humanos. A autora mostra os sentimentos deles de maneira tão realística! Nada é apressado. Rachel não aprende a confiar em Sebastian de uma hora pra outra, isso leva tempo e muita dor. Sebastian não vira o mocinho dos sonhos num passe de mágica, ele muda bastante, mais as suas principais características, como o egoísmo, continuam ali, de forma diferente claro, mas ainda está lá.

O livro é lindo, vai fazer você chorar, suspirar, odiar e acima de tudo amar. Mesmo já tendo escrito demais, eu não tenho como por em palavras as emoções que essa história me proporcionou. É um clássico, para você TER e MANTER.

(Gisele Pinheiro)

Que bom ter você aqui em casa Darling!!! Seja bem vinda e obrigada por vir compartilhar conosco essa sua paixão "livros". Tenho certeza que agora essa biblioteca terá muito mais qualidade e dicas incríveis! Muito obrigada. (Déia Neves)

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