Até uma hora


Hoje me peguei pensando o quanto perdida fica uma pessoa buscando saídas onde não há…
Parece que correr dos problemas é sempre trazê-los mais para perto ainda…
Todas minhas teorias perdida em mim mesma, minhas metas, medos e receios jogados em alguma prateleira, que até possuem produtos lindos, mas, não satisfaz, não deixa feliz por muito tempo e causa dor, causa culpa, causa sentimentos inexplicáveis e o pior trazem lembranças quase palpáveis…
Logo eu que sempre disse, fuja das prateleiras que não trarão felicidade, não te completará e não te acrescentará…
Nesse meio de caminho encontrei muitos motivos para sorrir, pude ver que ainda posso ser desejada, posso ser mais que uma pessoa imperceptível, mas eu queria essa luz e não a escuridão…
Eu tive muito para hoje viver a sombra, para ter a claridade de um abajur, eu quero as estrelas…
Quero a lua cheia e luminosa.
Quero o meu olhar que guia meus passos na escuridão, meus faróis…
Tudo que escuto falta um pouco de poesia, em cada elogio falta um pouco de sentimento, em cada sinceridade um pouco demais de pouco amor…
Não existe foco, em momentos que eram pra ser de entrega absoluta me pergunto onde você esta?
Com quem?
Os olhos marejados são de dor de ausência ainda que acompanhada, talvez a pior das dores…
Dor que eu jamais havia provado, porque eu jamais ousaria… Jamais ousaria tentar buscar refúgio…
Descobri que o desespero de querer te esquecer me leva ao abismo, uma queda livre, ‘aguniante’ de sensações absurdamente apavorantes, que eu não quero… Mas, as quais eu passo calada, catatônica, porque eu prometi ser forte…
Destruindo a mim, o meu emocional, o melhor de mim, o meu sorriso, a minha alegria perdida, dilacerada pelo vazio, buscando desesperadamente uma saída de emergência que me salve, me resgate e me liberte…
Após o dia maçante de atividades ao qual me imponho, a imagem no espelho é desconhecida, o ritual antes de felicidade é robótico, não carrega alegria, as conversas de amizade são convencionais e educadas, porém breves…
É naquela mesma cama onde eu dormia sorrindo, por vezes sentindo uma brisa suave me tocar, que hoje espero a exaustão me dominar, secando cada lágrima tentando me convencer que vai passar…
Minha pouca fé abalada ainda suplica por um milagre…
Segue dia…
Segue noite… 
Passa devagar horas…
Até uma hora…
Até uma hora!

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