Silêncio, sopro cruel da indiferença...

em 21 de novembro de 2010



Por vezes, tenho a impressão que as palavras fogem de mim, ou brincam comigo, brincam de ficar mudas...
Isso tem se tornado meio rotineiro...
Nos momentos em que o peito aperta ou que algo muito importante precisa ser dito, o que me domina é o silêncio!
Mas o silêncio não é mudo!
Ele diz tanto, mas, ele é de difícil compreensão... Quem consegue entender o que o silêncio diz é verdadeiramente um sábio!
O silencio fala no olhar, ele toma à frente, quando a dor, a saudade ou a ferida é tão profunda que é impossível até respirar, ainda mais falar...
Quando a vida causa tanto sofrimento, que mesmo sabendo que isso faz parte do crescimento, não conseguimos aceitar...
Existem pessoas que lêem o silêncio, que dominam esse intrigante e instigante idioma, mas são pessoas raras, de sabedoria admirável, então quando encontrar um “leitor de silêncios”, nunca mais o deixe sair da sua vida!
As palavras teimam em fugir, quando a saudade é tão enfática que nossos movimentos se tornam mecânicos, a emoção se foi ou a decepção nos dominou...
Fogem-me as palavras diante de crueldade com as quais não sei viver...
Silencia minha alma, quando eu não posso entender, certas atitudes que afastam as pessoas, que debocham de amizade e amor, mas é o melhor... Em momentos como esse o silêncio é melhor para acalmar um coração, purificar uma alma e acender mesmo que demore , uma luz, que foi apagada com um sopro cruel da indiferença.
Pode ser que meu silêncio nunca seja entendido, mas não importa...
Quem não consegue entender minhas palavras tão pouco saberá respeitar meus sentimentos, então não faz diferença!
Déia Neves

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