Viajar, contemplar o mundo! #52semanasdegratidão



Se tem uma coisa que me deixa feliz é fazer as malas!

Sou dessas pessoas que nasceu para viver com a mochila nas costas. Tenho a desconfiança que em outra vida (se é que a tive eu fui um Jaboti rs). Pensem numa pessoa que ama viajar. Amo uma boa estrada, conhecer cidades novas, paisagens, fotos...
Não preciso ir para longe, pode ser logo ali no litoral, ou no interior.


Mas, também não dispenso conhecer outros estados...




Ou mergulhar num Thermas...


Andar nas nuvens... Ah, as nuvens de algodão, ou a cidade iluminada vista de cima!!! Como eu amo!



Conhecer as culturas diferentes das nossas habituais, o jeito diferentes das pessoas falarem, tudo me encanta. Trazer de cada cantinho uma lembrancinha, pode ser a mais baratinha de todas, não importa, são preciosas para mim. Sou chatinha, daquelas que diz "cuidado com esse cortador de unha, veio de "giz de fora!" Minha vida é assim, feita de relíquias baratinhas, mas de um valor inestimável para mim.

Porque eu gosto mesmo é de sentar na Praça e ver o patinhos saírem para o passeio as 15h em Holambra e depois comer torta Holandesa e tirar foto dentro do tamanco de madeira.

 Ser acordada pelo tiro de Guerra de Colatina.

E ficar esperando na rodoviária e me divertindo conversando com o povo lindo de Florianópolis.


Mas eu também amo ir simplesmente no Guarujá e implicar com o rapaz do quiosque que coloca muito açúcar no suco e ver o dia passar de frente para o mar.

E voltar para casa, ah... A delicia de voltar para casa.

(todas as fotos dessa postagem são de autoria de Déia Neves)

Porque a vida é isso, é viver em constante movimento. A vida insiste em me prender, mas, eu ainda quero ir tão longe, o mundo é tão grande para que eu fique parada no mesmo parâmetro... Mas eu já sou grata por me movimentar e por ter vontade de continuar...

"(...) a vida é trem-bala, parceiro
E a gente é só passageiro prestes a partir." (Trem Bala - Ana Vilela)


Essa postagem faz parte da postagem coletiva #52semanasdegratidão, idealiazada pela Elaine Gaspareto, caso queira conhecer e/ou participar clique na imagem abaixo.


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Resenha Série Up In The Air (Voando Alto) – Autora: R. K. Lilley


Vou tentar cometer pouco Spoiler.

Oie amoras!

Fui desafiada a ler a série “In the air”, já que eu vivia questionando as pessoas que criticavam Grey e Gideon... Porque eu sempre disse que eles não eram exatamente praticantes de BDSM - Bondage e Disciplina (B/D), Dominação e submissão (D/s) e Sadismo e Masoquismo (S/M), já Nathaniel se aproximava mais disso, na minha visão periférica de quem sequer simpatiza com esse paranauê todo! Eu não queria, já que minha lista é grande, mas comentei com Gisa  e ela disse duas palavras mágicas, “Best Sellers”, sim no seguinte contexto: “Nossa honey, esses livros são best sellers na guinga!” Aí aquela coisinha que corroí a gente por dentro, começou a me empurrar para esses livros, porque eu precisava ler e fazer a resenha para o Blog! Rs...

Vamos lá, quando eu comecei a ler o primeiro livro, me deu uma preguiciiiiinha, quase desisto... Bem para começar, James Cavendish é loiro né, eu já não curti (me perdoem os loiros kkk) e, Bianca, meio seca, grossa mesmo pra dizer a verdade. Aí peguei antipatia pelo casal de vez, mas tinha Stephan, o amigo/irmão de Bianca, que é uma figura carismática e doce e foi a historia de vida deles, de abandono e violência que me fez continuar...

Bianca é aeromoça e trabalhava com Stephan na primeira classe. O trabalho, assim como a casa, que compraram vizinhas tinham sido conquistado com muito esforço e era motivo de muito orgulho. Afinal só eles sabiam de onde e como vieram e mais que isso, sabiam que só tiveram a vida toda um ao outro. A cada dia de trabalho ao decolar, Bianca segurava a mão de Stephan e ela sabia que seria assim, para sempre.

James Cavendish, é o único herdeiro de um império hoteleiro e teve que aprender rápido que as pessoas nem sempre são boas, não importa o quanto você está vulnerável e depende delas... Muito cedo teve que aprender a lidar com suas próprias dores e encontrar dentro de si, um refúgio para suas amarguras...


Naquele exato momento, em que seus olhares se cruzaram, enquanto Bianca o Sérvia um tanto perturbada,  James Cavendish, reconheceu o chamado da submissão...


Agora vou contar para vocês, a brutalidade desse Sr. Cavendish na primeira vez da Bianca é pra a pessoa sair correndo e nunca mais na vida voltar, como diria uma amiga minha #quediabeisso !!!
(Eu sou daquelas que lê e fica brava sabe? Quando eu leio eu ando com o tablet pra onde vou, vou pra cozinha, levo... Atender o portão, levo... Ver o forno, levo... E falo sozinha e gesticulo... Imaginem... meu sonho é uma bateria eterna).

Aí eu fico inconformada com o padrão de “deliciamento” de um homem dessas autoras, Cavendish estava esperando Bianca para o primeiro encontro, de bermuda preta com listas laterais brancas...
Oi? Para quem imagina um CEO de terno, com cara e cheiro de quem acabou de sair do banho, derrubou o forninho né? Ok, voltando...

É tanta cena de sexo que eu fiquei pensando como essa moça conseguia sentar e se era possível uma pessoa tomar tanto diamante azul(1) assim e não ter um infarto. Porque cá para nós é humanamente impossível! Se for, alguém comenta aqui para nós leiguinhas.

O livro é hiperhot(2)! Chega cansa! Mas Sr. Cavendish capricha na variação. Não é como Cross ou Nathaniel que é basicamente cópia de Grey, nãoooooooo, peraí, NÃOOOOOOOOOOOOOOOOOO MESMOOOOO!!! 

São cenários diferentes e brinquedos diferentes, maldosos e doloridos, pra ca... caramba! Chega uma cena que eu desisti de ler, porque eu sempre achei e acho que Asfixiofilia (interromper o fluxo respiratório do outro ou de si próprio por determinado tempo), inaceitável e até isso rola nesse livro! Aí foi demais para a minha cabecinha já problemática, quase que eu morro de claustrofobia (brinks).

Por outro lado, no decorrer do livro a gente entende o que fez Bianca se tornar esse iceberg, a monstruosidade que é o seu pai. A importância de Stephan. E ela sofre muito ainda na trama. Não podemos negar a qualidade da narrativa, da continuidade. R. K. Lilley, tem qualidades inquestionáveis, mas é sim uma série forte, que mexe com suas emoções, você certamente vai rir, chorar, ficar brava, achar ridículo alguns apelidos e por aí vai. E é isso que a gente espera do livro, o problema é que é tudo over!!!

Para mim o grande erro foi o terceiro livro ter tantas mudanças drásticas, Bianca se transforma em um piscar de olhos, de uma mulher arisca e distante, ela se 8desmancha... Tudo, tudo acontece, desenrola no terceiro livro. James Cavendish tem uma súbita mudança e começa a ajudar tudo e todos que ele até então não queria nem em sonho ver por perto. Quem a gente tem vontade de ter na nossa vida, se desse a gente trazia do livro para o real é Stephan, eu ouvi amigas dizendo que ele é seu Crush... “Migas entenderam errado!”

As imagens que tem de fundo dos e-books são lindas e a imagem final é de matar...

Deia, vale a pena ler?

É o seguinte, se você curte um livro bem escrito e hot, hot, hot, vale!

Agora, se você tem uma gastura com cenas de dominação, pet play, coleiras, Edgeplay e fica nervosa, como eu fiquei, não lê não, eu já contei pra você e na net tem spoilers, da uma olhadinha.
Eu posso dizer que tudo acaba em bolo ;) e assim oh, olha a foto!

Para quem leu e gostou ou quem já esta doida para ler e sabe que vai gostar tem o 04 volume que é esse aqui abaixo.

Ele fala de Lana e Akira, Lana é concorrente de James Cavendish no ramo hoteleiro, mas os dois são muito amigos e ela e Bianca se tornam grandes amigas.

Não sei se vou ler, vou dar uma espiada se segue a mesma linha primeiro.

Sinopse: "Lana não pode se lembrar do tempo quando ela não estava perdidamente apaixonada por Akira. Mesmo sabendo que ele a via como uma irmã mais nova, isso nunca ajudou a amortecer seus sentimentos. Uma noite juntos só fez piorar. Depois de seduzir Akira, tornou-se evidente que o seu caso de amor estava perdido, e de coração partido, Lana fugiu de sua amada ilha paradisíaca. Oito anos mais tarde, Lana finalmente volta para casa, planejando ficar por pouco tempo, e só para os negócios, mas seus planos de ir rapidamente dão errado quando ela reencontra o homem que ela nunca conseguiu esquecer. "

Você achou mesmo, que eu ia embora sem contar uma fofo... curiosidade?

Dessa vez é da autora, presta atenção #migasualoka

R.K. Lilley tem sido uma escritora desde que ela pode se lembrar, mas manteve alguns trabalhos interessantes para pagar as contas. Durante vários anos ela era uma aeromoça de primeira classe, e ela sempre jurou que ela tinha que escrever um livro sobre isso. Misturando seu amor de romance e todas as coisas BDSM, o Up In the Air Trilogy é sua estréia no mundo de romance contemporâneo e erotico. Atualmente, ela está trabalhando na última edição da série.

Babado né? Será que tem um pouco de verdade nessa trilogia? Aí que curiosidade!

Nota? para mim 3,5 pela boa narrativa.

Então né, nos vemos logo!
Até a próxima.


(1) Como é popularmente chamado o medicamento para disfunção erétil.
(2) Como são classificados os livros com muito sexo.

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E, então... Acreditem que as 01:06 dá manhã cá estou eu, refazendo a resenha e mais, acreditem que eu li mais de 100 páginas do livro Mr. Beautiful, que é a visão de James Cavendish, fala sério! Isso que é menina obediente e que faz a lição de casa. É que eu soube desse livro após o fechamento dessa matéria e como a gafe foi minha eu vim aqui corrigir e deixar um trechinho do Sr. Cavendish se auto descrevendo.

"(...) . Eu fui refeito quando meus pais morreram, passei de uma infância feliz para navegar em um mundo sombrio, com centenas de responsabilidades, rodeado de inimigos, e desesperadamente sozinho. Aconteceu novamente nas mãos de um predador covarde. Fiquei mais enojado após isso, mais cínico e, sem duvida, me converti no filha da puta que sou hoje. 

A terceira vez aconteceu rapidamente. Um dia mirei um par de olhos azuis e vi a outra metade de minha alma. Xeque-mate. Passei de uma existência completamente controlada, uma vida onde minhas decisões eram friamente calculadas, à um homem cheio de sentimentos e emoções estranhas, mas de certa forma maravilhosas.
(...)"

Aí vcs acham que foi só isso que eu achei? Não migas, olha o meu play livros, tem 03 mega livros de Tristan e Danika, que tem aquela paradinha que ela ficou com defeitinho na perna por causa do mágico e tal e ninguém sabe o que foi, maior mistério dá trama? Pois é, esse eu vou ler com certeza! E venho contar tudinho.

Pelo jeito essa série vai ser maior que dá Adaga Negra.


Bom agora Déia Bond vai dormir. Espero que gostem e vcs sabem né, qualquer coisa, deixa aquele recadinho, aqui no contato que agente agiliza a sua leitura. Tendeu? Tipo coisa entre amigas. Gisele fala aí, ta orgulhosa? Kkkkkk

Aquele beijo.
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Martha Medeiros


“Faça o que for necessário para ser feliz. Mas não se esqueça que a felicidade é um sentimento simples, você pode encontrá-la e deixá-la ir embora por não perceber sua simplicidade.”
(Martha Medeiros)

Martha Medeiros, 20 de agosto de 1961 é jornalista, escritora, aforista e poetisa brasileira.
Filha de José Bernardo Barreto de Medeiros e Isabel Mattos de Medeiros, é colunista do jornal Zero Hora de Porto Alegre, e de O Globo, do Rio de Janeiro.
Mãe de Júlia e Laura, estudou num dos mais tradicionais colégios de Porto Alegre, o Nossa Senhora do Bom Conselho, no bairro Moinhos de Vento. Formou-se em 1982 na Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul (PUCRS), em Porto Alegre.
Trabalhou em propaganda e publicidade, mas logo se sentiu frustrada com a carreira. Foi quando teve a oportunidade de passar 08 meses morando no Chile, na qual passou escrevendo poesia, acabou sendo um divisor de águas na sua vida. Quando voltou para Porto Alegre, começou a escrever crônicas para jornal e, a partir daí, sua carreira literária deslanchou.

Martha, em minha opinião é uma das mais sensíveis e talentosas escritoras contemporâneas. Temos o privilégio de ter uma mulher tão arrojada, feliz e entregue em nossos dias escrevendo e trazendo a luz nossos pensamentos, desejos e sonhos, colocando em palavras de formas tão sucintas e claras. Como mulher sinto-me envaidecida e representada. Há cerca de 3 anos atrás eu trabalhava em um outro projeto e precisava de umas informações a respeito de Martha que se embaralhavam com a da biografia de outra Martha talentosíssima, a estilista alagoana e comentei com alguns amigos do meio literário que me disseram, “Imagina é perca de tempo, ela não vai responder...” Mas eu, teimosa que só, rs, enviei o e-mail para a Martha e para minha surpresa e alegria a resposta chegou em poucas horas, com as informações que eu precisava, ainda outros esclarecimentos e um simpático pedido para que eu enviasse o link pois ela gostaria de ler a matéria. Obviamente, um incentivo para uma pessoa como eu que apenas estava começando, dando uns primeiros passos vacilantes, mas carinho esse que guardo num lugar quentinho no meu coração. 
Poderia deixar muitos textos de Marta e-ou trechos para vocês porque definitivamente sou fã, mas eu escolhi com a emoção esse e espero que gostem...

Definitivo

"Definitivo, como tudo o que é simples. Nossa dor não advém das coisas vividas, mas das coisas que foram sonhadas e não se cumpriram.

Sofremos por quê? Porque automaticamente esquecemos o que foi desfrutado e passamos a sofrer pelas nossas projeções irrealizadas, por todas as cidades que gostaríamos de ter conhecido ao lado do nosso amor e não conhecemos, por todos os filhos que gostaríamos de ter tido junto e não tivemos,por todos os shows e livros e silêncios que gostaríamos de ter compartilhado, e não compartilhamos. Por todos os beijos cancelados, pela eternidade.

Sofremos não porque nosso trabalho é desgastante e paga pouco, mas por todas as horas livres que deixamos de ter para ir ao cinema, para conversar com um amigo, para nadar, para namorar.

Sofremos não porque nossa mãe é impaciente conosco, mas por todos os momentos em que poderíamos estar confidenciando a ela nossas mais profundas angústias se ela estivesse interessada em nos compreender.

Sofremos não porque nosso time perdeu, mas pela euforia sufocada.

Sofremos não porque envelhecemos, mas porque o futuro está sendo confiscado de nós, impedindo assim que mil aventuras nos aconteçam, todas aquelas com as quais sonhamos e nunca chegamos a experimentar.

Por que sofremos tanto por amor? O certo seria a gente não sofrer, apenas agradecer por termos conhecido uma pessoa tão bacana, que gerou em nós um sentimento intenso e que nos fez companhia por um tempo razoável,um tempo feliz.

Como aliviar a dor do que não foi vivido? A resposta é simples como um verso: Se iludindo menos e vivendo mais!

A cada dia que vivo, mais me convenço de que o desperdício da vida está no amor que não damos, nas forças que não usamos, na prudência egoísta que nada arrisca, e que, esquivando-se do sofrimento, perdemos também a felicidade.

A dor é inevitável. O sofrimento é opcional..."

(Martha Medeiros)

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Corujas brancas - Animorphia - Coloridos Como Sol IV


Oie Amoras!!!

O colorido dessa semana foi uma aventura, eu já sabia que era algo novo, porque eu não sou muito boa com tinta PVA, mas... Meu celular deu PT acreditam? Sim, eu poderia ter gravado com a câmera, mas a praticidade de colorir e filmar com o celular pelo tamanho e leveza... Aí foi um perrengue para recuperar as imagens que vocês não fazem ideia. Mas entre tremidas e travadas, acho que dá pra entender o processo todo.

O vídeo é auto explicativo.



E, voltaremos com os vídeos caso vocês tenham gostado dessas nossas postagens, após as nossas férias. Simmmmm, estaremos de férias em Março, vamos viajar, passear, descansar um pouco e cuidar dessa cabeça que não para de doer. Em Abril estaremos de volta, mas não pensem que sumiremos de vez, não, não... Passaremos para um oi, uma foto legal, uma resenha, porque nas férias também cabem livros e filmes não é mesmo?

Por enquanto, espero que gostem do colorido de hoje.

Se gostar, deixe seu like e se inscreva no canal!


Bjãozão!!!
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Gratidão irmão. Postagem coletiva #52semanasdegratidão


Tem pessoas que quando a gente vai salvar o nome na agenda do celular, ao invés do nome, deveria colocar "gratidão". Assim é meu irmão Roberto. 

Meu irmão teve que muito cedo aprender que ele seria o único homem da família, apesar de nosso pai ainda viver em casa. Era ele quem cuidava da mamis. O melhor amigo das irmãs... E para mim sempre foi o verdadeiro pai que tive. Talvez por isso ele seja a pessoa que mais aturou minha rebeldia. Ele foi a única pessoa com quem eu fui rebelde, bati de frente, briguei. Até agora, quando parei para escrever não tinha pensado nisso, mas, talvez uma tentativa infeliz de chamar a atenção dele.

Aos 14 anos ele já trabalhava duro e, em tudo que trabalhou ele aprendeu, quase sempre só observando porque a vida nunca lhe foi fácil. Mas ele sempre soube ser determinado e inteligente. É sempre soube fazer de tudo. Além de sua profissão. Meu irmão é daqueles homens que não param, que está sempre arrumando algo para fazer...

Ótimo pai, trabalhou muito duro para dar aos filhos aquilo que NUNCA teve. Ao contrário de nosso pai que dizia que não ia se matar para deixar para os outros, meu irmão fez o caminho inverso, abriu mão de seu conforto, pela educação e conforto dos filhos. 

Meu irmão é daquelas pessoas que sempre dá um jeito de ajudar toda família. Daquelas pessoas humanas e humildes demais. Que sempre dizem sim quando você precisa de algo, seja uma tomada quebrada ou um. chuveiro queimado. A máquina de lavar parou de funcionar? Ele também dá um jeitinho nem que troque várias peças... Ele sempre está presente.  Leva, trás, troca, arruma... Quer ver ele sem dormir? É saber que alguma de nós está com algum problema e ele não pode ajudar.

Ele é daquelas pessoas que pensa em todos. Sempre! Que carrega o mundo nas costas...

Perfeito? Não. Ele não é. Mas as suas qualidades superam qualquer defeito. Só tem um que eu não perdoou...
Ele não se cuida e não sorri mais... Por isso eu escolhi essa foto, porque é uma das poucas que ele está sorrindo.

Gratidão eterna por você meu irmão, por cuidar de mim, por comprar meus materiais escolares, por pagar curso de datilografia (isso entrega idade, mas foi isso que me permitiu assumir meu primeiro cargo público), por acreditar que eu poderia ter uma profissão melhor. Por estar ao meu lado mesmo quando eu não merecia. 

Gratidão por entender a cabeça dura que eu sou e por ter Deus dentro de você de uma forma que poucos entendem, mas eu sei que ELE te ama e sente muito orgulho de você.

Gratidão pelo homem que você se tornou e não repetir os erros horríveis que você viu dentro da nossa casa, por ser filho, irmão, marido, pai e avô maravilhoso.
Gratidão sem limites por você existir na nossa vida.

Eu te amo meu irmão, sou grata por você me perdoar e me permitir voltar a conviver com você e ainda cuidar de mim e da nossa mamis.

Deus te proteja grandemente, a você e sua casa. O tempo difícil ja passou, agora é só vitória. 

Essa postagem faz parte da postagem coletiva 52 semanas de gratidão, organizada pela Elaine Gaspareto, para saber como participar, clique na imagem abaixo.

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Royally Matched - Emma Chase

Royally Matched é o segundo livro da série Royally, e aqui o personagem principal é o irmão mais novo do mocinho do primeiro livro, Henry. Quem leu Royally Screwed (que resenhei aqui no blog), sabe que Henry tem problemas no quesito comportamento. Sendo o irmão mais novo, ele não tinha que se preocupar muito com isso, afinal de contas, ele não era o herdeiro do trono de Wessco. Mas tudo isso muda quando seu irmão Nicholas se apaixona por uma americana e renuncia ao trono – agora todas as responsabilidades de herdeiro caem sobre os seus ombros e ele não sabe o que fazer.

Esse livro em algumas partes tem um tom mais sério que o primeiro. Henry nunca superou a morte dos seus pais e ele usa essa máscara de festeiro, que não tá nem aí pra nada, pra disfarçar essa dor. O problema é que ele e as pessoas que estão ao seu redor – principalmente a sua avó, Rainha Lenora – começam a acreditar que ele não tem mais jeito e que ele não conseguirá ser uma pessoa séria e comprometida o suficiente para ser Rei. Mas seu irmão Nicholas não acredita nisso, ele sabe que lá no fundo, Henry tem um coração enorme e tem toda capacidade de ser um excelente Rei, porque ele se importa com os problemas e a dor do seu próximo e assim vai ter a sensibilidade necessária para cuidar bem do seu povo. Então, Nicholas sugere à Rainha que dê tempo e espaço a Henry, para que ele possa pensar melhor em tudo que mudou na sua vida e ficar em paz com tudo isso.

Ela acaba mandando Henry para um dos castelos da família no interior, para que lá isolado, ele pense sobre a sua vida. O problema é que Henry não se dá muito bem com a solitude e tem a brilhante ideia de animar as coisas aceitando o convite para ser a estrela de um reality show de namoro, Matched – Royal Edition. E queridos, é aí que a diversão – e o romance – começa!

**Vocês não fazem ideia do quanto eu ri lendo esse livro. Sério, as partes em que Henry conhece as participantes do programa e festas usadas para eles se conhecerem melhor são hilárias! Eu estava no salão lendo e ria tanto que o povo já tava olhando estranho pra mim. =)**

Todas as participantes do programa tem sangue azul, afinal o herdeiro do trono só pode casar com uma moça nascida em Wessco e de preferencia que tenha alguma ligação com a nobreza. Então são escolhidas 20 das melhores mulheres do reino para participar do programa e talvez, conquistar o coração do Príncipe. Nossa mocinha, Sarah, não é uma das participantes. Ela foi como acompanhante da sua irmã, que vê o programa como uma chance de entrar no mundo da tv, que é o seu sonho. E como a irmã é meio pirada da cabeça, a mãe de Sarah a obriga a ir pra ficar de olho nela.

Sarah é o completo oposto de Henry. Ela é uma bibliotecária, extremamente tímida e prefere que sua vida seja sempre calma, que mantenha certa rotina. Mas ela é exatamente o que Henry precisa, e depois ela vai descobrir também que Henry é o que ela precisava para dar uma mexida mais do que necessária na sua vida também.

O romance deles é tão fofo! Henry sofre de insônia e o barulho das câmeras no seu quarto atrapalha ainda mais o pouco que ele consegue dormir. Então ele busca refúgio no quarto de Sarah e assim eles começam a se conhecer e aos poucos vão revelando os segredos do seu coração e se apaixonando. Claro que a jornada não é simples, Sarah é muito sensível e de certa forma ingênua e Henry acaba não levando isso em consideração, principalmente quando é confrontado e precisa reconhecer seus erros. Sarah também tem as suas próprias bagagens. Teve uma infância infernal sofrendo nas mãos de um pai abusivo e depois sofreu com a falta de amor e cuidado por parte do resto de sua família, sua irmã sempre foi seu único porto seguro, então confiar seus frágeis sentimentos a outra pessoa não é fácil.  

Demora um tempinho até que Henry consiga refletir sobre os seus erros e ver o que ele precisa fazer para ser uma pessoa melhor, digna do amor de Sarah e de seu Reino. E olha, eu adorei como a autora fez isso. As escolhas que Henry faz não são as mais fáceis, mas são as corretas e exatamente o que ele precisa para crescer como pessoa. O relacionamento dele com Sarah sofre, mas a separação só faz com que o amor que eles sentem um pelo outro fique mais forte. Amei ver também como Sarah enfrenta os seus medos e começa uma jornada linda de amadurecimento pessoal e acreditem se quiser com a ajuda da Rainha Lenora!

O final é mais que feliz sim e bem condizente com as mudanças que aconteceram na vida desses dois. Eu amei de paixão e acho que você vai amar também. Ah, e qualquer semelhança com o príncipe da coroa real inglesa, Harry, é mera coincidência! Haha. ;)

Nota: 5,0 estrelas

Royally Matched – Emma Chase
Série: Royally #2
Romance Contemporâneo
Data de lançamento: 21 de fevereiro de 2017
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Frederico Elboni

Frederico Elboni ou Fred Elboni é publicitário, escritor, blogueiro e roteirista brasileiro. Ele é criador do site "Entenda os Homens", e foi roteirista do programa "Amor & Sexo", da Rede Globo.

Fred e um sucesso na internet (conheça o canal no You Tube, CLIQUE AQUI), seus vídeos “bombam” e as mulheres suspiram... Tem fama de bom moço, inclusive grava vídeos com sua mãe o que faz dele uma imagem “quase perfeita”.

É divertido e leve, palavra mais que presente em seu discurso quase sempre politicamente correto. Outra palavra que ele usa e pratica e que causa suspiros é “lirismo”. Diz que quer casar e ter uma casa com gramado verde e uma família de comercial de margarina... É ou não o “Crush” perfeito? Mas não o chame de fofo, ele detesta.

E não para por aí, Fred ainda diz que ama berinjela e nhá benta, além de uma paixão declarada por nutella. Não se assuste se estiver passeando pelas redes sociais e encontrar com Fred com o violão cantando com seus óculos uma musica baixinho, aí Jesus, “as mina pira”!

Mas Fred não é só isso ele é autor de 03 livros:

2014: "Um Sorriso ou Dois"
2015: "Meu Universo Particular"
2016: "Só A Gente Sabe O Que Sente"

Aos domingos ele aparece e diz, “vem cá”! As mulheres andam carentes de vem cá não é? Mas, ele está se referindo a ler o texto que ele posta, todo domingo a noite. E seus vídeos acabam com um: “E... Até!” E, um sorriso que até “farseia” o coração.

O texto que vou deixar para vocês do Fred não é recente, mas é ousado, daqueles que quando ele fala fica vermelho e é exatamente isso nele que nós amamos, espero que gostem...


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E se tu viesse me ver hoje à noitinha? 

"E se tu viesse me ver hoje à noitinha? Assim, sem muita conversa, sem muita expectativa dos dias que ainda vão passar. Só viesse ser hospede aqui no meu coração – acredite, faz sol aqui dentro. Mas viesse sorrindo. Pois um sorriso custa tão pouco. E o amor, hoje, se faz tão raro.

Vem cá…

Pode vir de roupa, eu tiro. Pode vir pulando, te seguro. Pode vir sonhando, te faço coragem. Pode vir sorrindo, me encorajo a rir contigo. Pode vir pra ser toda minha, não vou te ajuizar. Pode vir de coração aberto, fazemos primavera.

Hoje te quero minha puta, mas, por favor, não vá embora pela manhã, fica aqui comigo. De rosto, e coração, colado. Acorda e faz café comigo? Me beija como se ainda fosse noite? Deixa eu te comer na pia da cozinha?

Fecha os teus olhos, me deixa colorir o coração que você trouxe. Me diz teus desejos, quero realizar todos. Cola teu rosto frio ao meu. Desliza em mim, me pega, me encara, faz barulho, mostra que essa bundinha ainda sabe se distrair nas nossas aventuras.

E se, de volta à cama, eu te prendesse toda nos meus braços?

Abre as pernas. Me prende nelas. Não me deixa sair. Segura o meu ombro, me joga na cama, sobe em mim e esquece do peso do mundo. Deixa eu te conduzir, deixa eu brincar com teu pescoço e mostrar que neles beijos se cabem mil. Deixa eu morder tua orelha e falar palavras de arrepio pertinho do teu ouvido. Puta. Cachorra. Safada. Se entrega, depois eu te devolvo…

E se, ainda cama, eu te roubasse toda pra mim?

Deita comigo, deixa eu brincar com a tua boca; ouvir o eco dos teus passos indo à cozinha; ver teu riso de alívio; sentir a tua mão na minha. Me acarinha as costas, some comigo no fim de semana, deixa nossa boca rimar, me suja de amor, canta comigo no chuveiro, me deixa cheiro de café no beijo de bom dia.

Ah, esse momento é nosso, tão nosso, que nele vamos ser o que a gente quiser. Vamos fazer o que nos torne euforia. Esse é um filme estrelado e dirigido por nós. Vamos nos amar e nos acabar no mesmo tom.

Mas, por favor, antes de ir cola o teu peito contra o meu, me deixa com sensação de pôr-do-sol e sorri. Pra mim. Pro mundo. Me deixa dividir um pedaço do meu nublado, pois, estou gostando de você, e só de falar isso já me lembro da delícia que é ser vizinho do melhor sentimento do mundo.

Te espero aqui hoje à noitinha, gostosa."


(Frederico Elboni)
Postado Originalmente em Entenda os Homens em 29 de março de 2015

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Gato Eddie - Livro Day Dreams - Coloridos Como Sol


Amoras o Colorido dessa semana é muito especial! Porque eu tive a ousadia de querer reproduzir o gato da minha amiga Dany. O nome dele é Eddie e embora eu esteja longe de conseguir atingir o objetivo ela me disse ter gostado.

Se tem uma coisa que faz a gente feliz é unir nossos hobbies com os amigos não é? E um carinho sempre faz bem, já dizia Caetano e Peninha kkkk..

Bom, eu amei o resultado e por falar em ousar eu também narrei esse vídeo e espero que vocês tenham paciencia, rsrs...


Bem, esse aqui é o Eddie original... 

Foram muitos materiais: Maquiagem, meus livros usam make baratinha, Ruby Rose, Lápis de cor Maped, Giotto StilNovo, e Faber Castell. Caneta Posca 0,75 e 2,0 - Canetinha Compactor, Caneta Gel com gliter.

Não esqueça de deixar seu like no vídeo e assinar nosso canal para nos ajudar e incentivar, bjokas.

Até a próxima.


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Resenha 50 tons mais escuros "O filme" - Tem Spoiler sim!


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Aí né...
Você lê os livros e se apaixona por Christian... E vem o filme e desconstrói seu crush!

Fui assistir 50 Tons Mais Escuros já meio de pé atrás porque vi algumas sátiras e vi só sátiras e não resenhas porque eu sei que as sátiras carregam na tinta, então não me influenciam. Eu gosto de ter minha própria opinião... 

Mas amoras... Fui ver um romance certo? Certo! Mas eu vi um filme com cenas de sexo, fortes demais para a classificação de 16 anos e um Christian Grey desconstruído. 

Nunca neguei que o Jamie Dornan nunca me convenceu no papel do Grey, mas eu aceitei, mas quem era aquele Grey brincalhão? Cheio de sorrisinhos e piadinhas? Então... 

Já a Dakota Johnson estava espetacular como Anastasia, o que foi ruim foram as frases dela, como por exemplo “...eu vou jantar com você, mas só porque estou com fome”... ¬¬

Eu ri, para não chorar...

E sim, eu sou fã dos livros. A cena do Charlie Tango, ah gente! Não durou 01 minuto, falou na TV que eles tinham sido encontrados e ele entrou pela porta, um pouco de suspense ia cair tão bem... 

Muitos dizem que o filme é para fãs do livro e eu como uma pessoa apaixonada pelo Christian dos livros, não acho não. Tem muita coisa boa que ficou para trás, cenas mal trabalhadas e que acabam com a nosso encantamento do livro.

As cenas de Elena foram medíocres para dizer o mínimo, a forma como Grey mudou com ela em pouco tempo e a reação da mãe dele repentina, coitada da Kim Basinger.


Mas Déia não teve nada bom? 

Teve.

A cena do pedido de casamento é linda. 

A cena da psicopata da Leila (Bella Heathcote) é chocante, eu fiquei muito tocada pela forma como Christian a domina, me deu uma coisa esquisita de ver aquela cena. 

A cara da Anastasia vendo aquilo, foi muito visceral e traduziu exatamente a minha reação e a continuidade foi perfeita, porque Grey se ajoelha para ela igualzinho mostrando que com ela, ele não seria o dominador, foi forte e foi surpreendente, a sala toda reagiu.



Ela demarcando ele com batom, Jamie foi divino, parecia que ele sentia dor. (Para uma “transa” depois ele colocar a mão dela onde não podia). ¬¬


A trilha sonora é divina!!! Yes!!!

Mas de verdade a maior parte do tempo as pessoas dão risada. Rir é bom, mas não esperávamos isso, não é mesmo produção?

Ahhh, a cena que ele vira ela pelo, não sei como chama o separador de pernas lá... Mas oh, legal!

O que me surpreendeu é que durante os créditos do filme, enquanto eu preguiçosamente esperava a sala lotada da ultima sessão esvaziar, passaram cenas do que parece ser um terceiro filme.  Mas eu estou mesmo desanimada.

Minha opinião é que se 50 tons de cinza não foi bom, 50 tons mais escuros, conseguiu ser pior, para quem queria ver sexo, ok, tem. Tem até bumbum do Jamie Dornan, mas nem de longe é o que o livro foi. Até a fotografia em minha opinião é ruim, muito escura. Hahahaha ok, é mais escuro tá bom. Na real é um pornô light para mulheres, não gostei.

“Spoileei”(neologismo feio) demais né. Mas eu avisei...

Não dá para contar sem fazer isso, ou então eu colocaria aqui à sinopse.
Mas... Se você for como eu, você vai assistir para poder ter sua opinião, não é mesmo?
Afinal mulher é um bichinho curioso e complicado graças a Deus!

Até a próxima amoras e nota #3 pra não ser má. Bjokas

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Anjo da Selva! Coloridos como Sol #3


Oie amoras!

"A gente tarda, mas num faia!"

Desculpem o atraso, mas hoje para entrar em entendimento com o You Tube foi complicado e a semana passada pelas comemorações aqui em casa eu atrasei a programação que anda sempre a frente uns dias, perdão mesmo!

Bom, apesar do adiantar das horas, cheguei!
Essa semana voltamos ao livro da Johanna Basford "Selva Mágica", porque sempre que eu abria nessa pagina dupla eu imaginava umas asas, e eu queria fazer um anjo, nada como esse, mas minha mãe pegou tanto no meu pé que anjo tinha que ser loiro, que eu pra contrariar, rsrs, isso é habitual aqui em casa, fiz um anjo moreno, afinal a única selva que temos referência aqui no Brasil é a Amazônica e sempre que penso nela me remete aos nossos lindos índios...

Não vou falar muito, pois o vídeo é auto explicativo, espero que gostem e se gostarem deixem seu like também lá You Tube para ajudar nosso canal, bjokas!


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Caio Fernando Abreu


“Ela é intensa e tem mania de sentir por completo, de amar por completo e de ser por completo. Dentro dela tem um coração bobo, que é sempre capaz de amar e de acreditar outra vez. Uma solidão de artista e um ar sensato de cientista… tem aquele gosto doce de menina romântica e aquele gosto ácido de mulher moderna.”
(Caio Fernando Abreu)

Caio Fernando Abreu, nasceu Caio Fernando Loureiro de Abreu (Santiago, 12 de setembro de 1948 — Porto Alegre, 25 de fevereiro de 1996) foi um jornalista, dramaturgo e escritor brasileiro.
Apontado como um dos expoentes de sua geração, a obra de Caio Fernando Abreu, escrita num estilo econômico e bem pessoal, fala de sexo, de medo, de morte e, principalmente, de angustiante solidão. Apresenta uma visão dramática do mundo moderno e é considerado um "fotógrafo da fragmentação contemporânea".

Estudou Letras e Artes Cênicas na Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS), onde foi colega de João Gilberto Noll. No entanto, ele abandonou ambos os cursos para trabalhar como jornalista de revistas de entretenimento, tais como Nova, Manchete, Veja e Pop, além de colaborar com os jornais Correio do Povo, Zero Hora, Folha de S. Paulo e O Estado de S. Paulo.

Em 1968, perseguido pelo Departamento de Ordem Política e Social (DOPS), Caio refugiou-se no sítio de uma amiga, a escritora Hilda Hilst, em Campinas, São Paulo. No início da década de 1970, ele se exilou por um ano na Europa, morando, respectivamente, na Espanha, na Suécia, nos Países Baixos, na Inglaterra e na França.

Em 1974, Caio Fernando Abreu retornou a Porto Alegre.

Em 1983, mudou-se para o Rio de Janeiro e, em 1985, para São Paulo. A convite da Casa dos
Escritores Estrangeiros, ele voltou à França em 1994, regressando ao Brasil no mesmo ano, ao descobrir-se portador do vírus HIV. Abreu era declaradamente homossexual em plena época da Ditadura Militar no Brasil.

Em 1995, Caio Fernando Abreu se tornou patrono da 41.° Feira do Livro de Porto Alegre.

Um ano depois, Caio Fernando Abreu voltou a viver novamente com seus pais, tempo durante o qual se dedicaria à jardinagem, cuidando de roseiras. Faleceu em 25 de fevereiro de 1996, Hospital Mãe de Deus em Porto Alegre, no mesmo dia em que Mário de Andrade. Seus restos mortais jazem no Cemitério São Miguel e Almas.

Caio tem frases muito boas, de impacto, suas frases curtas a meus olhos são sempre melhores que seus textos, mas tenho um carinho por esse que separei para vocês, espero que gostem!

“Eu te amei muito. Nunca disse, como você também não disse, mas acho que você soube. Pena que as grandes e as cucas confusas não saibam amar. Pena também que a gente se envergonhe de dizer, a gente não devia ter vergonha do que é bonito. Penso sempre que um dia a gente vai se encontrar de novo, e que então tudo vai ser mais claro, que não vai mais haver medo nem coisas falsas. Há uma porção de coisas minhas que você não sabe, e que precisaria saber para compreender todas as vezes que fugi de você e voltei e tornei a fugir. São coisas difíceis de serem contadas, mais difíceis talvez de serem compreendidas — se um dia a gente se encontrar de novo, em amor, eu direi delas, caso contrário não será preciso. Essas coisas não pedem resposta nem ressonância alguma em você: eu só queria que você soubesse do muito amor e ternura que eu tinha — e tenho — pra você. Acho que é bom a gente saber que existe desse jeito em alguém, como você existe em mim.”

(Caio Fernando Abreu)
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